A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) promove,
entre segunda (5) e sexta-feira (9), curso que vai capacitar técnicos de
geotecnologias e fiscalização a automatizar o processamento e análise de
informações obtidas pelos satélites com o uso do Programa Erdas Imagine. O
treinamento é ministrado pelo cientista da computação e mestre em sensoriamento
remoto Giovanni Boggione, da consultoria Santiago & Cintra, contratada pela
Sema para fornecer a qualificação profissional.
Segundo Giovanni Boggione, o software Erdas proporciona
mais rapidez, detalhamento, precisão e condições de processar grandes volumes
de dados para detecção de mudanças como desmatamentos, alagamentos, expansão
plana e monitoramento de rios desde as matas ciliares até o lixo depositado no
curso d’água.
O sistema usa imagens, vetores, mapas, modelos digitais e
outros mecanismos no treinamento padrão de processamento das informações, que é
o mesmo desenvolvido em outros países. “O Erdas é robusto o suficiente para
analisar as imagens de alta resolução oriundas dos satélites. É o estado da
arte, ou seja, é o que existe de mais moderno no processamento desses dados”,
analisa o especialista.
O coordenador do Núcleo de Geotecnologia da Sema, Vicente
Sousa, considera que após o treinamento a equipe estará mais apta a fazer a
identificação de pontos críticos para o monitoramento e fiscalização. “Vamos
sair de uma análise interpretativa para uma classificação mais automatizada e
melhorar os laudos técnicos para um manejo florestal sustentável”, afirma.
O geógrafo da Sema Eduardo Tamasauskas disse que o Erdas
vai viabilizar o tratamento e processamento de imagens de satélite de alta
resolução, Spot e RapidEye, adquiridas pelo órgão ambiental para produzir
informações sobre o uso e ocupação do solo no Pará, facilitando o trabalho de
monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental.
O gerente de Monitoramento Ambiental da Sema, Rodolfo
Gadelha, explica que o software Erdas vai monitorar a cobertura florestal,
principalmente em áreas cadastradas e licenciadas pela secretaria. “Com esse
programa, as características da vegetação e do solo serão realçadas. Ele
identifica, por exemplo, se há exploração seletiva ou desmatamento e outras
mudanças causadas pela atividade econômica. Os resultados serão úteis à fiscalização
e aos setores de licenciamento”, conclui.
Os objetivos de visualização de áreas de pastos,
indústrias, atividades minerais, cobertura florestal, exploração madeireira e
demais interferências socioeconômicas no meio ambiente serão analisados espacialmente
com mais detalhes pelo Programa Erdas Imagine. O próximo treinamento será o
Erdas Apolo, que vai tornar possível o compartilhamento e divulgação de dados
geoespaciais para a sociedade.

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Cleiton Palmeira.