Relógio Humano

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Governo dá início ao processo de ampliação das operações em Vila do Conde



O Governo do Pará deu início ao processo para que o porto de Vila do Conde, em Barcarena, receba navios do tipo "Capesize", com capacidade para ate 220 mil toneladas de carga. A DTA, empresa especializada em engenharia de portos, entrou nesta terça-feira (4), junto ao Ministério dos Transportes, com um pedido de Processo de Manifestação Pública de Interesse para estudos de dragagem dos canais do Quiriri e do Espadarte que dão acesso ao porto.
O pedido foi entregue por representantes da DTA ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella, em reunião que teve ainda as presenças dos secretários de Desenvolvimento Economico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e de Transportes, Kléber Menezes, além do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Agora, o ministério deve analisar o pedido e, em caso de aprovação, autorizar os estudos para que outras empresas, além da DTA, apresentem projetos com o mesmo objetivo. Após a apresentacao dos estudos, se seguir em frente, após licitação a empresa vencedora fará o trabalho de dragagem, ganhando o direito de explorar a navegação no canal. 
A profundidade dos canais, hoje, é de 14 metros, limitando o acesso a navios com até 70 mil toneladas. Com a dragagem, a profundidade do canal chegaria a até 20 metros, permitindo o acesso de navios de maior calado e capacidade de carga já exigida por importadores de produtos da maioria dos países da Europa, China, além dos Estados Unidos, principais parceiros comerciais do Brasil.
“O governo federal tem como um dos seus objetivos estratégicos desenvolver o Arco Norte do país”, disse o ministro Maurício Quintella. “Por isso recebe com entusiasmo esse PMI e desde já garantimos que daremos todo apoio e suporte para que o canal seja dragado”, afirmou. Segundo Quintella, “o porto de Vila do Conde precisa ser competitivo e atender a demandas internacionais, para que o Brasil apresente ao mundo outras opções portuárias viáveis que não sejam somente nos portos do sul e sudeste do país”.
Para o secretário Adnan Demachki, “este é o início de um resgate histórico”. “No passado a sociedade paraense culpou os políticos paraenses por permitir que o minério da Vale fosse escoado pelo Maranhão, como se tivéssemos perdido para o Estado vizinho o nosso minério e parte do desenvolvimento, mas foi uma decisão geográfica, pois o Porto de Itaqui no Maranhão tem até 24 metros de calado e recebe navios de minério em torno de 300 mil toneladas, enquanto que Vila do Conde tem somente 12,5 e recebe navios em torno de 70 mil toneladas”, esclareceu.
“Hoje, estamos trabalhando pra viabilizar uma PPP da ferrovia paraense que levará até o Porto de Barcarena e futuramente ao de Abaetetuba dezenas de milhões de toneladas de carga ao ano, e por isso precisamos também encontrar a solução portuária, ou seja, a dragagem do canal”, afirmou o secretário Adnan Demachki, responsável pela interlocução com o setor privado prospectando empresas interessadas no projeto.
Ferrovia – À tarde, Adnan Demachki se reuniu com técnicos da área de transportes ferroviários do ministério. O encontro serviu para que o secretário apresentasse detalhes sobre o projeto da Ferrovia Paraense, via férrea com início em Barcarena (Porto de vila do conde) e finalizando em Santana do Araguaia, no extremo sul do Estado.
Potencial de carga, de geração de postos de trabalho, providências já tomadas pelo governo do Estado para a viabilização do projeto e parcerias já protocoladas com a iniciativa privada, foram alguns dos pontos ressaltados por Adnan aos técnicos. Sete pedidos de apoio técnico ao governo federal – fundamentais para o andamento do projeto – também foram apresentados. Entre eles, o de inclusão da ferrovia nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em seguida Adnan Demachki, em outra audiência, apresentou o projeto da ferrovia paraense ao presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Valdez. A ideia é que a Anut possa divulgar aos associados essa nova alternativa logistica do país, visando atrair carga para viabilizar o empreendimento.

Por Pascoal Gemaque

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ministra da Agricultura admite que portos paraenses são a melhor saída para produtos brasileiros

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ Secretaria de Estado de Comunicação-SECOM Ministra da Agricultura admite que portos paraenses são a melhor saída para produtos brasileiros Os portos paraenses Belém e Vila do Conde foram citados pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, em conversa com empresários japoneses. Em viagem oficial a Tóquio, a ministra Kátia Abreu afirmou, no último dia 6, que o Brasil tem o desafio de escoar a produção agropecuária pela Região Norte. Ela apresentou o potencial de investimento em obras de infraestrutura no país durante seminário com empresários japoneses na Confederação das Indústrias do Japão – Keidanren. “O grande objetivo é escoarmos nossa produção pelos portos do Norte do país para chegar mais facilmente à Ásia e a Rotterdam. Cinquenta e seis por cento de toda a soja e milho do país já é produzida acima do paralelo 16, no chamado Arco Norte. Mas hoje, infelizmente, toda essa produção tem que ir de caminhão até os portos de Santos (SP) ou de Paranaguá (PR)”, disse Kátia Abreu a cerca de 40 empresários japoneses. “Nosso principal desafio é fazer o oposto: escoar nossos grãos pelos portos do Norte, como os de Belém, de Itaqui e de Vila do Conde, o que também vai ajudar a descongestionar o Sul e Sudeste, considerou a ministra. Kátia Abreu destacou o lançamento do Programa de Investimento em Logística, lançado no mês passado pelo governo federal. O plano prevê investimento de R$ 198,4 bilhões para modernizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. De acordo com a ministra, o Brasil está “de portas abertas” para que empresas do Japão participem do programa de concessões. Melhorias No último dia 8, o governador Simão Jatene esteve com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, em audiência. No encontro, foram acertadas melhorias no acesso a portos paraenses, principalmente Vila do Conde, em Barcarena. O governador expôs ao ministro a importância de Vila do Conde para a economia não só do estado do Pará, mas de todo o Brasil. "Estamos numa das esquinas geográficas mais importantes do mundo, no encontro entre o Rio Amazonas e o Oceano Atlântico, perto dos mercados consumidores da Europa, Ásia e Estados Unidos, e não podemos atrasar ou até mesmo parar o escoamento de produtos tão importantes, como grãos e minérios, por causa das más condições das estradas de acesso ao porto", disse Jatene ao ministro. Os técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DNIT confirmaram ao ministro que as estradas de acesso ao porto precisam de reparos, já que o tráfego de caminhões em direção ao porto superou as expectativas iniciais do projeto. O ministro pediu um prazo para verificar dotações orçamentárias para a recuperação, mas garantiu que vai incluir as obras entre as prioridades do Ministério. Simão Jatene disse ao ministro que ao Pará não interessa ser apenas um "corredor de passagem" de transportes de grãos, mas, sim, um polo de desenvolvimento, com produção e escoamento e a extensão da rodovia é fundamental nesse processo. “Projetos precisam ser importantes não somente para a economia de um país, mas também para a vida e o dia a dia das pessoas”, concluiu o governador. O ministro pediu aos técnicos que analisassem o pedido e reestudassem o projeto para verificar a viabilidade e a concretização da ideia. Texto: Pascoal Gemaque