Relógio Humano

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Adepará apreende camarão salgado sem procedência


A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apreendeu na noite desta terça-feira (25) cerca de meia tonelada de camarão salgado sem procedência. A ação ocorreu na barreira do município de Gurupi, divisa do Pará com o estado do Maranhão. O produto vinha de Turiaçu (MA) e, provavelmente, abasteceria o mercado paraense. A apreensão teve a colaboração da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os camarões estavam escondidos na carroceria de um veículo de passeio. “A carga foi interceptada pela PRF, que acionou a Adepará para que os procedimentos fossem realizados, já que se tratava de um subproduto de origem animal. Como o carregamento não tem procedência, ou seja, não sabemos a origem do produto e nem como foi processado, tudo será incinerado”, explica a fiscal Sumaya Emilia Paulino, gerente do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), de competência da Adepará.

A equipe da Adepará que fez a apreensão na barreira é composta pelos agentes de fiscalização Afonso Vale e Mário Palheta. “Após o contato com a PRF, nós agimos rapidamente para apreender o camarão, do tipo salgado e descascado”, contou Mário Palheta. “O fato do condutor do veículo estar transportando um subproduto animal sem a documentação sanitária obrigatória constitui uma infração grave e um risco para quem consumir o produto”, complementa.

Texto:

Camila Moreira

terça-feira, 25 de abril de 2017

Vacinação contra raiva animal será obrigatória em 14 municípios

A partir do dia 1º de maio de 2017, a vacinação contra a raiva em herbívoros (bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equídeos) será obrigatória nos municípios de Capanema, Bonito, Quatipuru, Primavera, Santa Luzia do Pará, Cachoeira do Piriá, Peixe-Boi, Nova Timboteua, Santarém Novo, São João de Pirabas, Salinópolis, Bragança, Tracuateua e Augusto Corrêa, todos no nordeste paraense. A determinação da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) é mais uma medida necessária para garantir a saúde das pessoas e dos animais.
A decisão de tornar obrigatória a vacinação, que terá duração de 13 meses, a contar de 1º de maio, foi tomada após uma avaliação epidemiológica, que definiu esses municípios como área de risco para raiva em herbívoros. Por isso, “foi adotada a vacinação obrigatória como medida sanitária estratégica, visando atingir o controle da raiva em níveis satisfatórios”, explicou Krisna Tabosa, gerente em exercício do Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros e outras Encefalopatias no âmbito estadual.
O trabalho de erradicação de focos de raiva animal no Estado, realizado pela Adepará, já chegou ao município de Conceição do Araguaia, na região sul, onde cerca de 30 animais foram vacinados contra a doença em uma propriedade rural. A ação foi realizada por veterinárias e auxiliares de campo da unidade local da Agência. No período de 17 a 22 de abril, mais três propriedades do município receberam a visita dos fiscais.
Vigilância constante - Além da imunização, a equipe capturou morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue e são os principais transmissores da doença), verificou a vacinação dos animais e realizou vigilâncias epidemiológicas. “O trabalho dos nossos agentes vai muito além do acompanhamento da vacinação. São feitas vigilâncias constantes nas propriedades rurais e ações de educação sanitária junto aos produtores, para garantir a sanidade dos animais e a saúde da população", explicou o diretor-geral da Adepará, Luciano Guedes.
A veterinária Polyana Diniz, que acompanhou a vacinação junto com a veterinária Betânia da Silva e os auxiliares de campo Paulo Henrique e Walter Aleixo, informou que as visitas às propriedades visam “continuar com o trabalho de prevenção contra os focos de raiva".
Texto:

Camila Moreira

quarta-feira, 15 de março de 2017

Indústria de polpa de frutas de Marabá é registrada pela Adepará


A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) registrou mais uma empresa do ramo de alimentos. É a Carajás Fruit, localizada em Marabá, no sudeste do Estado. A agroindústria trabalha com a produção de oito tipos de polpa de frutas, entre elas, abacaxi, acerola, caju, goiaba, cupuaçu e maracujá. Com o registro, a empresa está habilitada a comercializar os produtos de forma legal em todo o Pará.
A Carajás Fruit está há dez anos no mercado, mas foi no programa de certificação de produtos artesanais de origem vegetal da Adepará que o proprietário, Márcio Alves Guimarães, viu a oportunidade de legalizar o comércio e aumentar a produção. "Ficamos sabendo do projeto da Adepará de certificação dos produtos artesanais e tivemos uma reunião com a gerente da agência ainda em 2015, que reuniu produtores de toda a região, entre eles, Marabá, Redenção e Xinguara", diz.
Márcio Guimarães lembra que, logo após a reunião, a gerente da Adepará, Karen Belforte, avaliou a situação da Carajás Fruit e disse que era necessário fazer ajustes. “Já tínhamos o local e a câmara fria. Finalizamos tudo em julho e agosto do ano passado e iniciamos o processo de certificação junto à agência. O suporte da Adepará foi primordial para que pudéssemos obter o registro", conta. Além do trabalho da Gerência de Produtos Artesanais de Origem Vegetal, o acompanhamento in loco foi feito pelas engenheiras agrônomas da Adepará lotadas em Marabá, Eliana Viana e Danielly Guinhazi. A adequação da empresa às normas durou cerca de um ano.
Atualmente, a Carajás Fruit produz 250 quilos de polpas diariamente. “Agora que obtivemos o certificado, a expectativa é aumentar a produção, pois vamos poder ampliar mercados, participar de chamadas públicas no nosso município e municípios vizinhos, para vender para a prefeitura e merenda escolar. Esse é um programa que veio em boa hora, pois ele é um atestado de que o nosso produto tem qualidade, agrega valor. Já preparei até a moldura para pendurar o certificado na parede”, conta Márcio.
Marabá tem hoje duas empresas registradas, ambas de produção de polpas de frutas. “Com essa trabalho que está sendo feito pela Adepará em todo o Estado, a expectativa é aumentar o número de agroindústrias não apenas em Marabá, mas em todo o sudeste do Pará”, acredita o gerente da Adepará de Marabá, Fábio Alan.
Os produtores que tiverem dúvidas ou que estejam buscando registrar empresa para que também possam comercializar legalmente a produção no Estado podem procurar a Gerência de Produtos Artesanais, Vegetal ou Animal da Adepará. Os contatos são: (91) 3210-1144 (área animal) e (91) 99392-1839 (área vegetal).
Por Camila Moreira

terça-feira, 14 de março de 2017

Funcacau destinará R$ 2,8 milhões para desenvolvimento da produção em 2017


 A Adepará fiscaliza comércio de sementes e mudas em Capitão Poço.
Um total de R$ 2,8 milhões do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) foi liberado para execução, em 2017, de projetos voltados ao incremento da cultura do cacau no Estado. A reunião do conselho gestor do Funcacau, realizada nesta segunda-feira, 13, na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), foi a primeira deste ano sob o comando do novo presidente, o secretário Giovanni Queiroz.

O Funcacau completa em dezembro 10 anos, prazo de vigência acordado durante a criação do fundo, em 2007. Para a continuação do financiamento, os conselheiros aprovaram a prorrogação por mais 10 anos, após análise dos resultados positivos do setor. “A cacauicultura cresceu nos últimos seis anos o mesmo que em 35 anos no Pará”, avaliou o diretor de Agricultura Familiar da Sedap, Luiz Pinto. O Pará produziu em 2016, 117 mil toneladas de cacau, superando a produção da Bahia, que era o maior produtor nacional.

Os seis projetos que serão executados a partir deste ano vão permitir a capacitação de técnicos e produtores, especialmente nas áreas de defesa sanitária e gestão de negócios em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Uma das ações prioritárias para este ano é a produção de propágulos, que são materiais de propagação da cultura, como sementes e clones resistentes às doenças, cujo projeto executado há 10 anos pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) está em fase de teste em Marituba, Tomé-Açu e Medicilândia.

O investimento na infraestrutura laboratorial é também prioridade e consiste na ampliação da biofábrica da Ceplac, em Medicilândia, para produção de clones e instalação em outras regiões produtoras, para aumentar a produção de cacau com qualidade. O governo pretende instalar o Laboratório de Análise Sensorial para exame das amêndoas, hoje realizado em laboratório da Bahia.

Para transferir tecnologia aos produtores a meta é instalar três indústrias em Medicilândia, Igarapé-Miri e uma móvel para atender outras regiões. A técnica “Bean to Bar” é voltada à verticalização do cacau, da amêndoa ao chocolate.

A falta de pessoal especializado é uma das maiores dificuldades da cacauicultura paraense, principalmente na área de assistência aos produtores. O conselho aprovou a contratação de técnicos para o projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que será executado até 2021, em 26 municípios, atingindo 2.400 produtores. Neste ano serão aplicados R$ 1,25 milhão e o restante do total de R$ 8,65 milhões do projeto, será destinado de acordo com a arrecadação anual do Funcacau.

O secretário Giovanni Queiroz recomendou urgência na execução das ações para manter a liderança do Pará na produção de cacau brasileira, alavancando a economia do Estado no setor. O crescimento da cadeia produtiva do cacau é uma das prioridades do projeto Pará 2030, plano estratégico do governo para promover o desenvolvimento sustentável do Estado.

Por Leni Sampaio

domingo, 12 de março de 2017

Adepará fiscaliza comércio de sementes e mudas em Capitão Poço


11/03/2017 11:47h
Após receber denúncia de possível comércio clandestino de mudas de citros em Capitão Poço, nordeste do Estado, equipes da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) foram deslocadas, na sexta-feira (10), ao município, para fiscalizar propriedades rurais. Duas fazendas foram vistoriadas, mas nenhuma irregularidade foi constatada. Para impedir o comércio clandestino, a fiscalização será mantida e intensificada, sobretudo em barreiras (fixas e móveis).
Segundo o fiscal da Adepará lotado em Capitão Poço, Engel Cichovski, que acompanhou a operação, apesar das denúncias, o plantio de citros nas duas propriedades rurais fiscalizadas estava dentro da legalidade. “Em uma não havia nada e na outra encontramos mudas de citros vindas de Sergipe, que entraram no Estado de forma legal e tinham toda a documentação exigida, conforme manda a legislação. Foram lavrados os termos de fiscalização e foram reforçadas as orientações sobre procedimentos e cuidados que devem ser adotados ao comprar e transportar sementes e mudas”, explicou.
Uma das propriedades fiscalizadas foi a do produtor Paulo Sérgio, que ficou satisfeito com a ação da Adepará. “É a fiscalização da agência que garante a manutenção da área livre de pragas, para que o produtor mantenha a qualidade do fruto, comprando sementes certificadas livre de pragas”, disse.
Para plantar, o produtor precisa adquirir sementes e mudas em estabelecimentos agropecuários que têm o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), emitido junto ao Ministério da Agricultura, que concede o certificado aos agentes do Sistema Nacional de Sementes e Mudas, habilitando-os para exercer as atividades de armazenador, beneficiador, comerciante e produtor de sementes e mudas, produtor de mudas ou reembalador. A muda ou semente comprada de estabelecimento não habilitado tem risco de contaminação de pragas.
Segundo o fiscal Walbert Gabriel, da Gerência de Sementes e Mudas da Adepará, que também esteve na operação no nordeste paraense, as ações de fiscalização são importantes para garantir a manutenção do status de área livre de pragas em Capitão Poço e região. “Visa, principalmente, impedir a entrada de mudas e sementes provenientes de outros Estados e que não estejam certificadas pelo Ministério da Agricultura, podendo apresentar riscos sanitários, como pragas para a área livre e, assim, causar prejuízos aos produtores. As mudas devem ser adquiridas por fornecedores registrados no Renasem. Isso é uma garantia de origem das sementes, que devem vir acompanhadas do termo de conformidade”, explicou.
Capitão Poço é um dos municípios que compõem o polo citrícola certificado hoje como área livre do cancro cítrico junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A manutenção da área livre é importante, já que ela garante mercados compradores nacionais e internacionais para o que é produzido na região. Participaram da ação os fiscais da Adepará Engel Cichovski, Walbert Gabriel (Gerência de Sementes e Mudas), Jorge Goes (Gerência de Trânsito Agropecuário) e o técnico agrícola Roosevelt de Souza (Capitão Poço).
Por Camila Moreira

sexta-feira, 17 de julho de 2015

NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará no cumprimento de seu dever de informar corretamente os seus Associados e à população em geral sobre fatos ou notícias que envolvam a atividade agropecuária, inclusive com relação à saúde animal, torna público o seu posicionamento em relação à divulgação de matérias, na grande imprensa e nas redes sociais, levantando suspeitas da existência de uma doença designada como MORMO em cavalos, na cidade de Castanhal. Esse mal, também conhecido como “lamparão”, é uma doença infecto-contagiosa em equídeos causada pela bactéria “Burkholderia mallei” caracterizada pela presença de um corrimento viscoso nas narinas e a presença de nódulos subcutâneos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, etc e é contraída através do contato direto com material infectante do doente e sua existência é registrada em todo o território nacional. Tão logo tomou conhecimento da suspeita, ainda não confirmada pelo laboratório oficial do MAPA -Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esta Federação, em contato direto com as autoridades do setor, realizou em sua sede uma reunião que contou com a presença do dr. Hildegardo Nunes, Secretário de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca; do presidente da FAEPA, Carlos Xavier; do diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará, Luciano Guedes; do fiscal federal agropecuário do MAPA no Pará, Jefferson Fuck; do Sindicato dos Produtores Rurais de Castanhal, representado pelo seu diretor Eduardo Kataoka e diversas lideranças do agronegócio em nosso Estado. Cabe esclarecer que, como decorrência das atividades normais da ADEPARÁ, no cumprimento de suas finalidades como Agência de Defesa Agropecuária, são efetuados exames periódicos nos animais e, no último dia 10 de julho, foram examinados 22 cavalos, dos quais 2 apresentaram resultado reagente e 3, indefinido. Imediatamente foram tomados os procedimentos aplicáveis em situações similares, sendo efetuado o isolamento dos animais sob suspeita, suspenso o trânsito de cavalos no local e colheita de amostras para a realização de novos exames em laboratório oficial, tudo no cumprimento do que determina a legislação. Idênticos procedimentos foram tomados nos municípios de Tucuruí e Abaetetuba que também apresentaram ocorrências, mesmo que em pequeno número. Deseja esta Federação tranquilizar seus associados e à sociedade como um todo sobre a normalidade da situação e apresentar seus cumprimentos à ADEPARÁ e às demais instituições envolvidas pela prontidão dos procedimentos técnicos cabíveis. Belém (PA), 16 de julho de 2015 CARLOS FERNANDES XAVIER Presidente da FAEPA