Relógio Humano

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CUNHA DIZ QUE VAI RECORRER AO PAPA PARA TER HABEAS CORPUS JULGADO



Por meio de carta, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ataca outra vez, agora o alvo é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Lava Jato, Edson Fachin. A informação é da revista Veja.
Na carta, escrita no complexo médico penal e entregue a seus aliados, Cunha reclama da demora da análise de seus pedidos de habeas corpus. “Só eu continuo com a prisão decretada nessa operação de 18 de maio”.

Além das censuras, Cunha tenta desqualificar Fachin, quando faz insinuações sobre indicação do ministro a Suprema Corte. “Quando os senhores Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação do então candidato ao STF Edson Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional que a sociedade necessitava”.

Cunha vai além, e fala sobre o acordo de delação premiada dos donos da JBS. “Hoje estamos vendo que a assistência célere e eficiente foi a obtida pela JBS e seus donos, onde em apenas três dias conseguiram homologar um acordo vergonhoso, onde ficaram livres, impunes e ricos”.

E após afirmar que gostaria de ter o direito ao julgamento “e não ser vítima de uma obstrução da Justiça a que todos os brasileiros têm direito”. E finaliza com a mesma ironia, com que começa a nota. “Por isso, para além de uma dúvida razoável e em cognição sumária, recorro ao papa para ser julgado.”

Após a divulgação da carta, os advogados que faziam a defesa do peemedebista pediram para sair do caso, o motivo não foi declarado.

Leia a carta:

“Apesar de ser evangélico e não acreditar que o papa é o representante de Deus na Terra, tenho de me render ao ditado popular e, quando não se tem mais a quem recorrer, recorra ao bispo ou ao papa. Como o papa é mais graduado, ficarei com ele. No último dia 2 de maio, foi julgado o habeas corpus de Jose Dirceu na 2ª turma do STF e contra a vontade e o voto do relator, ministro Edson Fachin, foi libertado Dirceu. A partir desse momento, como uma criança que perde e leva a sua bola para casa acabando com o jogo, o ministro não pautou mais nenhum HC na turma. Ainda levou o HC de Palocci para o pleno do STF, sem pautá-lo, levando inclusive Palocci a impetrar um HC contra o próprio ministro Fachin pedindo julgamento.

No meu caso, houve retardamento da instrução necessária onde até o pedido de informações ao juiz de Curitiba foi feito pelo correio, ao invés do pedido eletrônico. Após essa demora, o relator ainda demorou um mês para enviar ao Ministério Público, apesar de reiteradas petições de cobrança. Mesmo após tudo isso, o HC está pronto para a pauta desde junho, a exemplo de vários outros HCs de presos da Lava Jato. No meio do caminho, me impôs nova prisão, em decorrência da delação da JBS, sem qualquer prova da acusação feita contra mim, prisão aliás que já recorri e o relator também não pauta para deliberar. Aliás, a acusação contra mim é de receber para ficar em silêncio para não delatar, como se delatar fosse obrigação e não delatar fosse crime.

Aliás, todos dessa operação foram soltos, incluindo a família de Aécio Neves e o ex-deputado Rocha Loures. Só eu continuo com a prisão decretada nessa operação de 18 de maio. Só como exemplo da falta de prova, alguém ligado a mim saiu carregando alguma mala monitorada? Se até quem carregou a mala foi solto, por que continuo preso? Quando os senhores Joesley Batista e Ricardo Saud me procuraram para ajudar na aprovação do então candidato ao STF Edson Fachin, além da relação de amizade que declararam ter com ele, me passaram a convicção de que o país iria ganhar com a atuação de um ministro que daria a assistência jurisdicional que a sociedade necessitava.

Hoje estamos vendo que a assistência célere e eficiente foi a obtida pela JBS e seus donos, onde em apenas três dias conseguiram homologar um acordo vergonhoso, onde ficaram livres, impunes e ricos. O que eu gostaria, assim como os demais presos preventivos de forma alongada, é ter o direito ao julgamento e não ser vítima de uma obstrução da Justiça a que todos os brasileiros têm direito. Não podemos ficar reféns de uma ditadura da República de Curitiba, do estado do ministro. Por isso, para além de uma dúvida razoável e em cognição sumária, recorro ao papa para ser julgado.”
Fonte: Diário do Poder


sábado, 19 de agosto de 2017

LAVA JATO INVESTIGA OPERAÇÕES CONJUNTAS DE CUNHA E VACCAREZZA



ENVOLVIMENTO EM NEGÓCIOS NOS GOVERNOS DO PT ESTÁ EM INVESTIGAÇÃO


 A prisão temporária do ex-líder do PT Cândido Vaccarezza permitirá a Lava Jato provar vínculos entre o ex-líder dos governos Lula e Dilma e o ex-deputado Eduardo Cunha, que se encontra preso em Curitiba (PR). Investigadores já sabem do envolvimento da dupla em negócios nos governos do PT, quando Cunha era líder do PMDB na Câmara e já chefiava o grupo que fazia negócios sujos na Petrobras. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Eram frequentes reuniões de Eduardo Cunha e Cândido Vaccarezza, mesmo o peemedebista sendo oficialmente hostilizado pelo PT.

Reuniões com Vaccarezza eram feitas à noite, sem qualquer discrição, no restaurante A Bela Sintra, o favorito do peemedebista em Brasília.

A pedido de Cunha, o então líder do PT apresentou proposta (PEC 352) legalizando doações eleitorais privadas de empresas.

Lava Jato está confiante com a prisão. Vaccarezza teve papel central nos governos Lula e Dilma. Hoje, rompido com o PT, deve contar tudo.
Fonte:Diário do Poder


quarta-feira, 14 de junho de 2017

EM DEPOIMENTO, EX-DEPUTADO AFIRMA QUE SEU SILÊNCIO NUNCA ESTEVE À VENDA

EDUARDO CUNHA RESPONDE A 47 PERGUNTAS DA PF DESMENTE JOESLEY


O EX-DEPUTADO FOI CONDENADO PELA LAVA JATO A 15 ANOS
O ex-deputado Eduardo Cunha prestou depoimento na sede da Polícia Federal, em Curitiba, na manhã desta quarta-feira (14). A oitiva durou cerca de 1h30.
Esse inquérito investiga a gravação da conversa do presidente Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu. Temer é investigado por obstrução da Justiça, corrupção passiva e organização criminosa.

O advogado de Cunha, Rodrigo Rios, informou que seu cliente só não respondeu as perguntas referentes ao Fundo de Investimentos do FGTS, já que esse assunto não diz respeito ao inquérito que investiga o presidente Michel Temer. Segundo Rios, o interrogatório tinha 47 perguntas.

Cunha negou que tenha sido procurado por Temer, ou por algum interlocutor, com objetivo de comprar seu silêncio e ressaltou que seu silêncio nunca esteve à venda. Ainda segundo Rios, o ex-deputado negou ter recebido propina do empresário Joesley Batista.

Sendo assim, Cunha contradiz a declaração de Joesley, que afirma ter recebido o aval de Temer para continuar pagando pelo silêncio do ex-deputado, para que ele não fechasse um acordo de delação premiada. O áudio, com a conversa, está sendo periciado pela Polícia Federal.

Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016, no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O ex-deputado foi condenado pela Lava Jato a 15 anos.
Fonte:Diário do Poder

 

terça-feira, 13 de junho de 2017

CUNHA VAI DEPOR EM INQUÉRITO QUE INVESTIGA MICHEL TEMER


ÁUDIO GRAVADO POR DONO DA JBS INDICA COMPRA DO SILÊNCIO DE CUNHA

DEPOIMENTO ESTÁ MARCADO PARA ESTA QUARTA-FEIRA, ÀS 11 HORAS

O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) vai prestar depoimento nesta quarta-feira, 14, no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução à Justiça e participação em investigação criminosa. Cunha é investigado no mesmo inquérito, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Marcado para às 11 horas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde novembro do ano passado, o depoimento, no entanto, pode ser adiado. Em pedido encaminhado ao STF, a defesa de Cunha pede acesso a todo o material do inquérito “e a qualquer outro dado investigatório não contido nos autos eletrônicos deste inquérito policial, com pelo menos 48 horas de antecedência de sua oitiva”.

Se o pedido for concedido pelo relator do inquérito, o ministro Edson Fachin, o depoimento terá de ser remarcado. Segundo a defesa, o investigado não teve pleno conhecimento de todo o material, em especial os áudios ambientais e as ligações telefônicas.

A investigação se baseia na gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, um dos donos da JBS, na noite de 7 de março, no Palácio do Jaburu.

Na gravação, o empresário fala com Temer sobre pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara e a um procurador da República. O áudio está sendo periciado pela Polícia Federal (PF) e, segundo a defesa de Temer, foi manipulado.
Fonte:Diário do Poder
FOTO: GUSTAVO LIMA/AG. CÂMARA