Relógio Humano

Mostrando postagens com marcador Desmatamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desmatamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Desmatamento cai 16% na Amazônia Legal e 19% só no Pará



Dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), apontam que o desmatamento na Floresta Amazônica apresentou uma estimativa de queda de 16% entre agosto de 2016 e julho deste ano. Os números são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e indicam que o corte raso no bioma corresponde a 6.624 km², o que representa a redução em relação aos 7.893 km² registrados no período anterior.
No estado do Pará, o trabalho executado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em conjunto com outros órgãos da esfera estadual também ligados à gestão ambiental, tem se mostrado cada vez mais eficiente. Somente no território paraense a redução da taxa de desmatamento da floresta amazônica foi de 19%, o equivalente a 579 quilômetros quadrados. Entre 1º de agosto de 2016 e 31 de julho de 2017, foram 2.413 km² de desmatamento. No mesmo período do ano anterior, o desmatamento da floresta no Pará foi de 2.992 km² - uma diferença de 579 km².
Em agosto de 2017, essa tendência de redução do desmatamento já havia sido confirmada por uma outra instituição. Segundo este estudo, cujos dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano e o Pará apresentou queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, de 31%, quanto na proporção total da Amazônia Legal afetada, que passou de 28,8% para 25,2%.
Para os gestores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas), o investimento em novas tecnologias colaboraram de forma decisiva para este desempenho, ou seja, uma nova forma de governança de território. No ano de 2017 o Governo do Pará desenvolveu novas ferramentas de gestão ambiental que ampliaram as possibilidades de monitoramento e controle ambiental, como é o caso do Centro de Monitoramento Ambiental (Cimam), estrutura inaugurada este ano e que atua na preservação e conservação do meio ambiente no Pará e na Amazônia, e que tem capacidade de produzir, compartilhar e divulgar dados mediante gerenciamento de todas as bases de informações.
Uma dessas bases é o projeto "De Olho na Floresta", sistema de monitoramento ambiental do Pará desenvolvido com atenção especial para os recursos florestais, que auxilia o processo desde o licenciamento até o monitoramento ambiental, utilizando tecnologia como imagens de satélite de alta resolução, com garantia de segurança técnica na apreciação dos projetos e da cobertura florestal.
Além disso, destacam-se ainda outras ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que hoje integra a base de dados do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), o Programa de Regularização Ambiental do Estado do Pará (PRA) e o Simples Ambiental, todos modelos de gestão pautados na transparência e tecnologia, que buscam facilitar os procedimentos de produtores rurais, empresários e demais empreendimentos ambientais. As informações obtidas são disponibilizadas para consulta pública por meio do Portal da Transparência, outra inovação implantada pela Semas.
O Pará também tem a liderança do Fórum de Secretários de Estado da Amazônia Legal. Somente este ano diversas reuniões foram realizadas para fortalecer a integração entre os estados na busca pela preservação dos recursos naturais da Amazônia Legal. Esse trabalho em conjunto foi parte fundamental para o saldo apresentado pelo Prodes. Além do Pará, o principal destaque em termos de avanço na redução de taxa de desmatamento foi para o Tocantins, que, dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, apresentou a maior taxa de 55%, baixando a área desmatada de 58 km², em 2016, para 26 km², em 2017.
Fiscalização
Com as novas ferramentas da política de meio ambiente, o Estado monitora tanto o desmatamento legal quanto o ilegal, sendo que para as práticas identificadas como ilegais empreende recursos de fiscalização. As ações e procedimentos, realizadas de forma integrada com os órgãos de segurança do Estado e dos municípios, têm resultado em diversas apreensões e no combate intensivo aos ilícitos ambientais.
No primeiro semestre deste ano, foram embargadas áreas que somam aproximadamente 55 mil hectares, equivalente a 55 mil áreas semelhantes a campos de futebol. Além disso, foram apreendidos 16 mil metros cúbicos de madeira em tora (800 caminhões) e três mil metros cúbicos de madeira serrada (120 carretas). Para o sucesso das ações, a Semas vem empregando recursos logísticos, como aeronaves, embarcações, lanchas e outros veículos e equipamentos.
Um exemplo recente de operação realizada ocorreu no município de Nova Esperança do Piriá, nordeste do Pará, quando a Semas flagrou atuações ilícitas. Sete serrarias foram lacradas por funcionamento sem licença ambiental, sem inscrição no Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof) e outras irregularidades. Nos pátios de estoque dessas serrarias foram apreendidos cerca de quatro mil metros cúbicos de madeira em toras, que equivalem a cerca de 200 caminhões lotados de espécies de madeiras de alto valor comercial, como maçaranduba, louro, guajará e ipeuba.

Por Nilson Cortinhas

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pará tem queda no desmatamento acima de 30%, aponta Imazon



O trabalho desenvolvido pelo Governo do Pará na área ambiental nos últimos anos já surte efeito. De acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgados nesta terça-feira, 22, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano e o Pará apresentou queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, de 31%, quanto na proporção total da Amazônia Legal afetada, que passou de 28,8% para 25,2%.
Os gestores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) avaliam que o investimento em novas tecnologias e em ferramentas de gestão colaboraram de forma decisiva para este desempenho, ou seja, uma nova forma de governança de território.
Entre as novas ferramentas desenvolvidas pelo Governo para ampliar as possibilidades de monitoramento e controle ambiental está o Centro de Monitoramento Ambiental (Cimam), estrutura inaugurada este ano e que atua na preservação e conservação do meio ambiente no Pará e na Amazônia, e que tem capacidade de produzir, compartilhar e divulgar dados mediante gerenciamento de todas as bases de informações.
Uma dessas bases é o projeto "De Olho na Floresta", sistema de monitoramento ambiental do Pará desenvolvido com atenção especial para os recursos florestais, que auxilia o processo desde o licenciamento até o monitoramento ambiental, utilizando tecnologia como imagens de satélite de alta resolução, com garantia de segurança técnica na apreciação dos projetos e da cobertura florestal. As informações obtidas são disponibilizadas para consulta pública por meio do Portal da Transparência, outra inovação implantada pela Semas.
Além do "De Olho na Floresta" e "Portal da Transparência", as ferramentas de gestão ambiental do Estado são o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programa de Regularização Ambiental do Estado do Pará (PRA) e o Simples Ambiental, todos modelos de gestão pautados na transparência e tecnologia, que buscam facilitar os procedimentos de produtores rurais, empresários e demais empreendimentos ambientais.
O titular da Semas, Luiz Fernandes Rocha, defende que o trabalho integrado na área ambiental entre órgãos estaduais, federais e municipais é decisivo para controlar fatores que geram impacto no meio ambiente. No Cimam, por exemplo, também está sediado e já funciona o Comando de Policiamento Ambiental (CPA).
O secretário adjunto de Regularidade Ambiental, Thales Belo, ponderou sobre o caráter proativo das ações governamentais. “O estado está se antecipando a práticas de irregularidades. O resultado que a gente tem, com certeza, é a queda nessa prática do desmatamento e nessas irregularidades”.
Thales explicou o funcionamento do trabalho. “A gente consegue ter um levantamento principal daquela demanda que se está trabalhando e quando se vai a campo já vai com um direcionamento muito fechado, ou seja, o estado já sabe aquilo que é alvo do trabalho, a gente não vai com algo para constatar, a gente antecipa essa ação como um todo. Isso tem feito com que as nossas operações sejam muito mais efetivas dentro dessa proposta de governança e gestão diferenciada”.
Fiscalização
É dessa forma que o Pará lida para encarar um dos desafios atuais, conciliar o que diz respeito às relações do homem com o meio ambiente, a economia sustentável e o combate à desigualdade. Com as novas ferramentas da política de meio ambiente, o Estado monitora tanto o desmatamento legal quanto o ilegal, sendo que para as práticas identificadas como ilegais empreende recursos de fiscalização.
As ações e procedimentos, realizadas de forma integrada com os órgãos de segurança do Estado e dos municípios, têm resultado em diversas apreensões e no combate intensivo aos ilícitos ambientais. No primeiro semestre deste ano, foram embargadas áreas que somam aproximadamente 55 mil hectares, apreendidos 16 mil metros cúbicos de madeira em tora e três mil metros cúbicos de madeira serrada. Para o sucesso das ações, a Semas vem empregando recursos logísticos, como aeronaves, embarcações, lanchas e outros veículos e equipamentos.
Um exemplo recente de operação realizada ocorreu no município de Nova Esperança do Piriá, nordeste do Pará, quando a Semas flagrou atuações ilícitas. Sete serrarias foram lacradas por funcionamento sem licença ambiental, sem inscrição no Sistema de Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (Ceprof) e outras irregularidades.
A atuação interinstitucional de combate à exploração florestal ilegal iniciou dia 17 de agosto, com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). Nos pátios de estoque dessas serrarias foram apreendidos cerca de quatro mil metros cúbicos de madeira em toras, que equivalem a cerca de 200 caminhões lotados de espécies de madeiras de alto valor comercial, como maçaranduba, louro, guajará e ipeuba.
Segundo o diretor de Fiscalização da Semas, Antônio Dias, “madeira que seria serrada e depois transportada para o nordeste do país”. Os processos punitivos serão abertos para tramitação nas esferas administrativa e penal para apuração das responsabilidades pelos delitos cometidos. A ação continuará por todo este ano.
Conscientização
As ações do Estado são mais amplas, não se restringindo ao monitoramento e fiscalização. A questão da conscientização está em voga. Então, o combate ao desmatamento também reflete a atuação do Programa Municípios Verdes. Dezesseis municípios já receberam o certificado de Município Verde e outras dezenas mudaram a forma de planejar a gestão ambiental. Um dos pontos mais importantes foi a articulação com secretarias municipais de meio ambiente para a redução do desmatamento no Estado.
Recentemente, o PMV realizou uma campanha de mobilização e sensibilização ambiental em 34 municípios paraenses. Um público de aproximadamente 20 mil pessoas de diversas regiões do Estado recebeu as ações diretamente. O objetivo foi promover a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e conscientizar a população sobre a importância de conservar o meio ambiente, utilizando os recursos de forma responsável.
O PMV, que recebe recursos do Fundo Amazônia, adquiriu imagens de satélite para contribuir com o controle do desmatamento, entregou equipamentos para 34 municípios considerados prioritários no combate ao desmatamento - caminhonetes, GPS, notebooks e nobreaks, além de customizar a versão do Sistema Nacional de CAR, onde estão concentrados os mais de 170 mil cadastros já realizados no Estado.
* Com informações da Ascom Programa Municípios Verdes
Por Nilson Cortinhas

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Na Cúpula do Clima das Américas, Semas defende agenda econômica para reduzir desmatamento

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade-SEMAS Com o avanço do debate sobre as mudanças climáticas e da sustentabilidade, o cenário mundial sente a necessidade de criar mecanismos e parcerias que gerem resultados positivos em uma escala global, através de políticas públicas, para ampliar as ações de proteção das florestas e diminuição das taxas de desmatamento que interferem diretamente no clima. O Pará está inserido neste movimento global e, por isso, foi um dos Estados convidados para participar da Cúpula do Clima das Américas (Climate Summit of the Americas) em Toronto, Canadá, durante os dias 8 e 9 de julho. A reunião, que é promovida pelo Governo de Ontário, tem como principal objetivo reunir jurisdições pan-americanas, líderes indígenas, setor industrial e grupos ambientais para debater e trabalhar, no sentido de reforçar o compromisso com a redução dos Gases do Efeito Estufa (GEE). O Governo do Pará esteve representado pelo secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandes Rocha. Durante o primeiro dia de encontros, a programação envolveu debates, palestras e painéis sobre mudanças climáticas, precificação de carbono, economia verde, infraestrutura e desenvolvimento regional sustentável. O ministro de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Ontário, Glen Murray, lembrou que os desafios para encarar as mudanças do clima são grandes. “Vamos trabalhar juntos para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Nossos desafios são gigantes, mas estamos juntos e vamos conseguir criar uma economia verde duradoura para este Planeta”, afirmou Murray. O ministro ressaltou a importância do Pará na Cúpula do Clima. “Tivemos aqui ótimas ideias e grandes experiências. Todas as jurisdições contribuíram de alguma forma. O Brasil, aqui representado pelo Governo do Pará, nos mostrou como eles podem nos ajudar combatendo o desmatamento na Amazônia, precisamos entender as nossas necessidades e tentar ajudá-los”, afirmou o ministro. Além do ministro, também estavam presentes nesse primeiro momento a governadora de Ontário, Katheleen Wyne, o governador de Quebec, Philippe Couillard e o representante dos Povos Indígenas Mississaugas, Larry Sault. O encontro dos representantes das Américas para a discussão das mudanças climáticas marca um momento histórico, mostrando que, se as partes interessadas se apoiarem, as questões climáticas poderão ser resolvidas. “Estamos aqui juntos para trabalhar um progresso real, para construir esse senso de urgência para que possamos eliminar os gases do efeito estufa em nível global”, ressaltou Ketheleen Wyne. Mudanças - Um dos grandes debates da Cúpula do Clima girou em torno da precificação do carbono e de como os Estados ali presentes poderiam ajudar para combater a emissão dos GEE. Para isso, Luiz Fernandes Rocha participou de um painel sobre o tema, onde lembrou que a Amazônia ainda é responsável por 30% das emissões desses gases, mas que o Governo do Pará trabalha de forma ativa para a prevenção e redução do carbono na região. Luiz Fernandes apresentou as ferramentas e mecanismos que o Governo do Pará trabalha dentro do Estado, o que resultou na redução de 39% do desmatamento na região Amazônica. O Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento (PPCAD), Programa Municípios Verdes (PMV) e Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram alguns dos assuntos que pautaram a participação do secretário durante o painel. Luiz Fernandes apresentou perspectiva diferente sobre o cenário das mudanças climáticas. “A redução do desmatamento na Amazônia é fruto de um trabalho constante na busca de se evitar o agravo das mudanças climáticas”, informou. O secretário lembrou ainda, que uma agenda econômica, que assegure o novo modelo de produção dos municípios, com agregação de valor, inovação e sustentabilidade é essencial para o crescimento desses projetos e, consequentemente, a redução dos GEE no Planeta. “Temos como certo que o desafio da sustentabilidade não se resolverá apenas pelos governos nacionais, é preciso engajar os governos subnacionais e mais ainda, os governos locais, pois eles estão mais perto das pessoas e dos agentes econômicos que fazem as coisas acontecerem no chão”, alertou o secretário. Outro ponto discutido pelo titular da Semas é para que o Pará possa usar mecanismos financeiros, como o Fundo Verde para o clima. “O nosso Governo precisa ser compensado pelo esforço que já fez, inclusive nas economias locais para reduzir o desmatamento. Mas reafirmamos aqui o compromisso de cumprir as metas até 2020”, completou. Autoridades do Governo Americano também estiveram presentes na Cúpula do Clima. O governador da Califórnia, Jerry Brown, fez um discurso memorável, afirmando que todos os Estados precisam trabalhar juntos para que, com essas parcerias, um novo mundo comece a ser desenhado. “Essa cúpula é sobre a revolução do clima, é sobre a evolução do Planeta. Essa cúpula é sobre o que nós podemos fazer e vamos construir. Tem muita gente que não se importa, mas nós nos importamos e vamos trabalhar juntos!”, concluiu Brown. O governador de Washington, Jay Inslee, também falou sobre como as parcerias entre os países pode mudar o cenário global do clima. “Nós podemos trabalhar esse desafio, é um momento único na história. Temos que construir aqui parcerias, precisamos ser vizinhos unidos e temos que continuar nos falando quando voltarmos para as nossas casas, por que assim assumimos a nossa responsabilidade e realizamos esse sonho juntos”, relatou Inslee. Texto: Naiana G. F. M. Santos