Relógio Humano

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Seminário discute desenvolvimento econômico da região do Xingu



Nesta sexta-feria, 4, e sábado, 5, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) realiza o “Seminário de Desenvolvimento Econômico do Xingu”, no Centro de Convenções do município de Altamira. O objetivo do evento é aproximar atores do setor produtivo, especialistas técnicos e demais agentes públicos e privados, com vistas a debater e propor alternativas para dinamizar as atividades econômicas locais, bem como fortalecer parcerias e estratégias de desenvolvimento econômico na região do Xingu.
O seminário é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa); Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Altamira (Aciapa); Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI); Associação de Municípios do Consórcio Belo Monte (ACBM), Coordenação Geral e Câmaras Técnicas 2, 3 e 6 do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX).
Os dois dias de evento serão divididos em três momentos. Na manhã desta sexta-feira, 4, os organizadores irão palestrar sobre as perspectivas de desenvolvimento para a região; atividades produtivas e a infraestrutura para tal desenvolvimento; propostas de uma agenda positiva e perspectivas da instalação de um condomínio industrial.
Além disso, serão destacadas as cadeias prioritárias para a Região do Xingu inclusas no plano estratégico do Governo do Pará, denominado Pará 2030. Ainda serão apresentados os programas Pará Profissional, Inova Pará e as estratégias de ciência e tecnologia para a região. A partir disso, será montada uma mesa redonda que discutirá a inclusão produtiva para o desenvolvimento econômico do Xingu.
À tarde, os participantes estarão divididos em salas temáticas para debater as estratégias de desenvolvimento das seguintes cadeias produtivas: pecuária de corte e leite; aquicultura e piscicultura; cacau; produtos florestais não madeireiros; turismo; indústria e logística e fruticultura. No sábado, dia 5, serão realizados dois minicursos sobre elaboração de projetos: um focado na inclusão produtiva e o outro, na viabilidade econômica.
Por Fernanda Graim

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Tartarugas capturadas no Tabuleiro do Embaubal são devolvidas à natureza

Depois de serem resgatadas em uma ação de fiscalização de pesca predatória realizada pela Gerência da Região Administrativa do Xingu (GRX), do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do município de Senador José Porfírio, 24 tartarugas foram soltas no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Tabuleiro do Embaubal nesta terça-feira (02).

Durante a fiscalização também foram encontradas outras sete tartarugas e dois jacarés já mortos, além de pescado e redes usadas para a pesca predatória. No meio do ano a caça ilegal costuma se intensificar e os órgãos que atuam no combate a essa prática precisam ampliar as ações.

O Revis Tabuleiro do Embaubal é a área de maior desova de tartarugas do Pará, abrigando uma extensa quantidade de filhotes. Cerca de 29 mil ovos chegam a eclodir em um único dia. Além delas, desovam na área pitiús e tracajás. Outras espécies aquáticas de importância para a conservação que ocorrem na área são o boto vermelho, o peixe-boi amazônico e jacarés.

De acordo com Maria Bentes, gerente da GRX/Ideflor-bio, as ações são diárias. “Estamos no início da migração das tartarugas da Amazônia e posterior período de desova no interior do REVIS Tabuleiro do Embaubal e na Reserva de Desenvolvimento (RDS) de Vitória de Souzel. Todos os dias os agentes ambientais detectam atividades ilegais na área”, conta.

Ainda segundo a gerente, o REVIS é uma Unidade de Conservação de proteção integral, onde a pesca é proibida. “Atualmente apenas cinco famílias moram na área e pescam, exclusivamente para consumo próprio, e distante das áreas de desova e abrigos das tartarugas”.

Texto:

Denise Silva