Relógio Humano

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terça-feira, 25 de abril de 2017

PALOCCI PRETENDE DELATAR COMO ELE E LULA DIVIDIRAM PROPINA DE SONDAS

ESQUEMA ERA PARA CONSTRUIR 29 SONDAS NA EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL

PALOCCI SE SENTE ABANDONADO POR LULA E DECIDIU "NÃO PAGAR ESSE PATO SOZINHO".



 Sentindo-se abandonado por Lula e afirmando que não pretende “pagar esse pato sozinho”, o ex-ministro Antonio Palocci informou, em conversa com um advogado citado pelo jornal Valor, que ele e o ex-presidente Lula dividiram um terço de propinas pagas durante a criação e montagem, em 2010, da empresa Sete Brasil, criada no governo petista para construir 29 sondas de exploração de petróleo, pela Petrobras, na camada pré-sal. Dessa iniciativa participou também o banqueiro André Esteves, que, investigado na Lava Jato, chegou a ser preso durante a operação que prendeu também o ex-senador Delcídio do Amaral, então líder do governo Dilma Rousseff o Senado.
Palocci demonstra que finalmente caiu a ficha: avaliação dele e de seus atuais advogados é a de que receberá sentença superior à imposta pelo juiz Sergio Moro ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem. Também José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil de Lula, foi condenado a 21 anos de prisão em apenas um processo.

A previsão do governo Lula era a de que a Sete Brasil, hoje em processo de recuperação judicial, atrairia investimento de US$ 25 bilhões até 2020, sendo que R$ 8 bilhões foram colocados no projeto por fundos de pensão estatais, bancos estatais e privados e empreiteiras, como a Odebrecht e a Queiroz Galvão.
A declaração de Palocci ocorreu durante consulta a um advogado na quarta-feira (19) da semana passada, sobre a possibilidade de fechar acordo de delação premiada. O desejo do ex-ministro foi repassado a procuradores que atuam na Lava-Jato.

Palocci afirma que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, já condenado a mais de 40 anos de prisão sob a acusação de ter desviado mais de R$ 650 milhões da Petrobras, pode confirmar a história que pretende delatar, envolvendo Lula. Duque tenta fechar acordo de delação premiada há quase um ano.

O ex-ministro de Dilma e de Lula, os outros dois terços das propinas do projeto da Sete Brasil eram distribuídos assim: um terço para funcionários e operadores ligados à Petrobras e a parte restante seria destinada a executivos da própria Sete Brasil.
A fonte da informação diz que o ex-ministro ainda não estaria pronto para aceitar o que investigadores chamam de "processo" para se tornar delator: reconhecer e assimilar a condição de réu confesso, apontando meios de provar práticas ilícitas das quais teve participação.

Na carceragem da PF, o ex-ministro conversa com outros réus que fizeram delação , como Marcelo Odebrecht, e acusados que ainda negociam seus acordos, como José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.
Fonte:Diário do Poder

terça-feira, 14 de março de 2017

LULA SENTA NESTA TERÇA-FEIRA NO BANCO DOS RÉUS, FINALMENTE

ELE É ACUSADO DE TENTAR SUBORNAR CERVERÓ PARA IMPEDIR DELAÇÃO
       
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será interrogado nesta terça-feira, 14, na Justiça Federal em Brasília. É a primeira vez que Lula senta no banco dos réus da Operação Lava Jato. O depoimento do petista está marcado para as 10h no processo em que é acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró.
São réus nesta ação, além de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS), o banqueiro André Santos Esteves, o ex-assessor de Delcídio Diogo Ferreira Rodriguez, o advogado Edson Siqueira Ribeiro Filho, e o filho de Bumlai, Maurício Barros Bumlai.

Delcídio é um dos delatores da Lava Jato. Ele foi preso em flagrante novembro de 2015, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Em troca da liberdade, o ex-líder do Governo no Senado assinou termo de colaboração premiada com a força-tarefa da Procuradoria-Geral da República.

LULA FINALMENTE NO BANCO DOS RÉUS.
Lula, Delcídio e os outros são acusados de "agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato". O interrogatório do ex-presidente estava marcado para 17 de fevereiro. Após a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do petista, ocorrida no dia 3 de fevereiro, o juiz adiou o depoimento do ex-presidente para 14 de março.
A expectativa em torno do depoimento de Lula é excepcional. A audiência vai até provocar mudanças no trânsito no entorno do prédio da Justiça Federal em Brasília. Segundo a Assessoria de Imprensa da Justiça, desde o início da manhã, a W2 Norte (na extensão Pão de Açúcar - Justiça Federal - até a Harley Davidson) estará interditada para o tráfego de veículos.

Curitiba
O outro depoimento de Lula como réu está marcado para 3 de maio, às 14h, desta vez frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro símbolo da Lava Jato. No processo que corre na 13ª Vara Federal em Curitiba o petista é acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esta será a primeira vez que o petista e Moro ficarão frente a frente na sala de audiência do 2.º andar do prédio da Justiça Federal na capital paranaense.

Neste caso, a denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio - de um valor de R$ 87 milhões de corrupção - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio de um tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantido pela empresa Granero de 2011 a 2016.

Fonte: Diário do Poder