Relógio Humano

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Marabá recebe investimentos do Governo do Estado em diversas áreas



A forte vocação mineral e agrícola de Marabá faz do município, com mais de 270 mil habitantes - a quarta maior população do Estado -, o principal centro socioeconômico do sudeste paraense. E, assim como em outras regiões, mesmo em um período em que a economia nacional anda a passos lentos, o Governo do Estado investe em obras que contribuem para o desenvolvimento e asseguram melhores condições de vida para a população.
E para fomentar ainda mais o lado empreendedor e de negócios na região, até o final deste ano a cidade vai receber um grande Centro de Convenções e Eventos. As obras já estão na fase de acabamento e finalização de urbanização e paisagismo da área externa do empreendimento, localizado na rodovia Transamazônica, no bairro Nova Marabá.
“Estamos com cerca de 95% da obra pronta. Tivemos um prolongamento nos prazos em função de algumas melhorias no projeto, para dar mais conforto e reforçar a capacidade de receber diversos tipos de eventos. Este será o segundo maior do Estado, ficando atrás somente do Hangar, em Belém. Já estamos com toda a estrutura e instalações de esgoto e elétricas finalizadas. Muito em breve o espaço será entregue à população”, afirmou Flávio Bentes, engenheiro da obra.
Ao todo, são 13 mil m² de área construída em um terreno de mais de 33 mil m². O Centro de Convenções vai abrigar quatro grandes espaços, entre eles um para feiras, com 4.800 m² e capacidade para abrigar mais de 10 mil pessoas em pé. Possui palco fixo de 200 m², dois camarins, copa, banheiros e toda a estrutura necessária para abrigar grandes eventos. Já o segundo bloco abriga a área administrativa do espaço, no andar superior, e no térreo, a praça de alimentação, restaurante e lanchonete climatizados.  
O terceiro prédio contempla um teatro com mil lugares e uma sala multiuso de mil metros quadrados com capacidade para 400 pessoas que pode ser subdividida em dez espaços menores, com 40 poltronas cada. Já o quarto espaço é dedicado a um auditório com capacidade para 520 pessoas, sendo que este poderá subdividir-se em cinco células de 104 lugares cada, com divisórias removíveis, isolamento acústico, além de palco e área de circulação, além de um amplo estacionamento.
“Cerca de 12 mil pessoas poderão usufruir dos espaços, já que todos poderão ser utilizados de forma simultânea”, explicou Flávio Bentes. “É um empreendimento que vai mexer com a economia local, uma obra que traz grandes novidades para a região até então nunca vistos”, acrescentou o engenheiro.
Marabá é o maior município da região Araguaia-Tocantins. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, a cidade possui uma localização estratégica em todos os modais – rodoviário, ferroviário e hidroviário - e está localizada em uma região com grande potencial nas áreas mineral e agronegócio, que podem ser potencializadas com o novo empreendimento.
“O Centro de Convenções vai induzir o turismo de negócios e eventos, assim como o Hangar, em Belém. E nós sabemos o que isso impactou positivamente na geração de empregos e serviços na área de hotelaria e de alimentação. Marabá vai ter essa oportunidade, inclusive com a expectativa de melhoria da oferta de voos que, com a crise, foram reduzidos pelas companhias aéreas em todo o Brasil. Mas, havendo grande demanda, e aí o Centro de Convenções vai ajudar nesse sentido, com certeza voos novos serão criados”, avaliou o titular da Sedeme.
Educação
Além da área de infraestrutura e negócios, a educação no município também ganha atenção especial. O bloco de saúde do campus da Universidade Estadual do Pará (Uepa) também está com as obras em fase de finalização.
Para a coordenadora do Campus VIII, Danielle Monteiro da Costa, este é um sonho que se torna realidade para toda a comunidade acadêmica. “Com o novo bloco vamos praticamente duplicar o nosso espaço físico, que vai beneficiar aproximadamente 250 alunos de oito turmas dos cursos de medicina, biomedicina e engenharia florestal”, comemorou.
O prédio de três pavimentos foi construído em um terreno de 1.600 m² e possui 12 salas de aulas gerais e mais seis para tutoria, além de espaço para as coordenações dos cursos de graduação; professores, reunião, informática; laboratórios, uma piscina, entre outros. O local também possui elevador e estrutura adaptada para pessoas com deficiência física.
Segundo a coordenadora, com o novo espaço será possível aumentar o número de vagas no curso de medicina. “Estamos aguardando ansiosamente o espaço para que possamos acomodar as turmas que já existem e aumentar o número de ofertas de vagas em medicina, de 20 alunos atualmente para 40, como prevê o Projeto Pedagógico do Curso”, afirmou Danielle Costa.
No Campus funcionam 30 turmas de graduação e uma de pós-graduação, que juntas contabilizam mais de 900 alunos divididos nos turnos da manhã, tarde e noite. O novo prédio vai criar um cenário favorável para a ampliação da oferta de cursos no Campus. “O espaço foi projetado inclusive para ofertar cursos como fisioterapia e enfermagem. Estamos também com o concurso para docente em andamento, então a gente tem grandes expectativas que em breve a UEPA Campus Marabá vai ofertar novos cursos na área da saúde”, pontuou.
O Concurso Público para o cargo de professor efetivo da instituição foi aberto no mês de agosto e destina-se ao preenchimento de 45 vagas para o Magistério Superior, na categoria de professor auxiliar.
Atendimento ao Adolescente
Outra obra que está em andamento é a do Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM), da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa). O espaço terá a sua capacidade de atendimento ampliada com a reforma e construção de alojamentos mais espaçosos e arejados e uma quadra de esportes coberta que já foram finalizados, tudo seguindo as normativas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Com cerca de 85% das modificações finalizadas, o próximo passo é a revitalização da área administrativa para dar mais conforto e comodidade para os usuários.
Hoje a Unidade atende a demanda de 36 municípios da região do Carajás e do Lago de Tucuruí. Com a revitalização do prédio, a unidade irá melhorar o acolhimento de adolescentes que cometeram ato infracional. “Antes o espaço para provisórios atendia 18 meninos e agora vai passar a colher de forma adequada 36. Dos sentenciados que estão em Belém, atendíamos uma demanda de 20 e agora vamos poder receber 42. Tudo dentro do que é previsto no Sinase, contemplando um espaço mais humano que atenda adequadamente as necessidades para se cumprir uma medida de privação de liberdade”, afirmou Luciléia Cardoso Cavalcante, diretora do Ciam.
Na unidade são desenvolvidas várias atividades esportivas e pedagógicas, com oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino médio por meio da parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Os internos também participam de cursos de artesanato e profissionalizantes oferecidos pela Fasepa, além de oficinas de teatro, música, percussão e artes em geral.
“Tudo isso faz parte de um atendimento psico-sócio-pedagógico. Dentro da privação de liberdade o adolescente precisa estar mais tempo fora do seu alojamento em atividade, para que eles realmente ressignifiquem os caminhos e possam visualizar outra vivência fora da unidade, fora do ato infracional”, destacou Luciléia Cavalcante.
Com o trabalho desenvolvido no local o número de reincidentes é mínimo. “Quanto mais você garante atividades, mais você dá oportunidade para que eles não retornem ao ato infracional. Os poucos que temos geralmente são aqueles que não possuem retaguarda familiar. Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, professores de várias áreas, entre outros para dar o suporte que precisam”, finalizou Luciléia Cavalcante.
Saneamento básico
O município recebeu, ainda, importantes obras que garantem saúde e qualidade de vida para a população. A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) finalizou recentemente a construção da Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário (ETE), um moderno sistema de saneamento básico com capacidade para atender de 86.000 habitantes.
O sistema consiste na coleta e tratamento, por meio de filtragens, dos dejetos da rede de esgotamento sanitário de residências. Ao final do processo, a água retorna à natureza livre de impurezas. A Companhia está na fase de implantação das ligações intradomiciliares.
“Estamos conscientizando a população da importância de se integrar ao sistema para garantirmos o tratamento adequado desses resíduos e assim garantirmos mais saúde a todos”, destacou Paulo Barbosa, gerente regional da Cosanpa. Entre os bairros beneficiados estão o Amapá, Novo Horizonte e todo o núcleo da Nova Marabá.
A primeira etapa da Estação representa um investimento de mais de R$ 117 milhões, parte com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), através de empréstimo junto ao FGTS no valor de R$ 78,20 milhões, e mais R$ 38,97 milhões do Tesouro do Estado.
Por Lidiane Sousa

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sistema de captação de Marabá tem novo prazo para entrar em operação



A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) prorrogou para a próxima quarta-feira, 4, o prazo de entrega da estrutura emergencial de captação de água no rio Tocantins em Marabá, sudeste do Estado. O presidente da companhia, Claudio Conde esteve no município nesta sexta-feira, 29, para visitar as obras e comunicar o novo prazo. “Nós tivemos um atraso na entrega de equipamentos que faltavam para completar o serviço”, informou.  
Ainda segundo Conde, o caminhão com os equipamentos que deveria ter chegado na última terça-feira, só nesta sexta conseguiu desembarcar os equipamentos no pátio de obras da Estação de Tratamento de Água da Nova Marabá. “Já foi montado um esquema de trabalho de plantão durante todo o fim de semana", revelou, explicando que a máquina de solda que chegou dará condições de soldar um tubo em PAD, material sintético de alta durabilidade e flexível, que terá um total de 147 metros de comprimento, do leito do rio até o reservatório na estação de tratamento de água.
O presidente ainda ressaltou que foi necessário instalar um gerador de energia exclusivo para o sistema emergencial e duas bombas anfíbias que estão montadas sob uma estrutura de concreto na margem do Tocantins.
Todo a estrutura, envolvendo material, mão de obra e transporte, custou R$650 mil reais para a Cosanpa. “ A princípio, a ideia é não se desfazer mais desse sistema, pois não podemos prever uma seca como essa no rio Tocantins, a mais severa dos últimos 40 anos”, completou Cláudio Conde.
O rodízio de água em Marabá começou no último dia 30 de agosto e afetou o núcleo Cidade Nova, que é abastecido durante 10 horas do dia e o núcleo Nova Marabá, abastecido nas outras 14 horas por dia. Com o novo sistema montado e entregue, a Cosanpa espera normalizar o fornecimento de água para os clientes de Marabá.

Por Andrea Cunha

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Baixo nível do rio Tocantins provoca racionamento de água em Marabá



A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) informa que haverá racionamento de água nos núcleos Nova Marabá e Cidade Nova, no município de Marabá, sudeste do estado. A Companhia esclarece que a medida é necessária devido ao baixo nível do Rio Tocantins, de onde é feita a captação de água bruta para a Estação de Tratamento de Água da Nova Marabá, que distribui para os dois núcleos.
O racionamento começa no início da noite desta quarta-feira, 30, quando a distribuição de água para o núcleo Nova Marabá será fechada e apenas a Cidade Nova terá o abastecimento disponível durante toda a noite, até o início da manhã de quinta-feira, 31, quando será feito o movimento inverso para que Nova Marabá comece a receber água, e assim seguirá por 12 horas para cada núcleo. A Cosanpa ainda não sabe precisar por quanto tempo será necessário manter essa medida.
Segundo Ângela Raiol, coordenadora Técnica da Cosanpa em Marabá, “é indispensável que o núcleo Nova Marabá tenha água durante o dia, pois é onde ficam dois grande hospitais da cidade”.
O presidente em exercício da Cosanpa, Antônio Crisóstomo, pede a compreensão da população de Marabá e esclarece que é a primeira vez que a companhia necessita adotar uma medida extrema desse tipo no município. “O índice pluviométrico foi muito baixo esse ano e nós perdemos 40% da vazão na ETA Marabá, por isso será necessário desligar uma das bombas para não danificar o sistema e isso implicará nesse racionamento de água”.
Segundo José Raimundo Souza, coordenador do 2º Distrito de Meteorologia no Pará, a estiagem já estava prevista para esta época, mas houve um fator surpresa. “Este ano houve uma antecipação desse fenômeno natural e o nível do rio Tocantins baixou 30 dias antes do período esperado”. Ainda segundo José Raimundo, a previsão é que o nível do rio Tocantins só comece a normalizar no mês de outubro, quando a estiagem deve ser amenizada com a volta das chuvas na região.
Por Andrea Cunha

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Marabá foi o município que mais gerou empregos em junho



Marabá foi o município que registrou no mês de junho o maior saldo positivo de empregos, com 631 novos vínculos empregatícios, seguido por Xinguara, com 187 vínculos, e Tucumã, com 162. É isso que apontam os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oriundos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).
O resultado do Mercado de Trabalho paraense pode ser avaliado também pelo tamanho do estabelecimento. O comportamento positivo, no último ano, das empresas com até quatro registros empregatícios, se mantém na análise do referido mês, com 2.161 novos contratos formais, sendo a maioria do setor do Comércio, que registrou 776 novos vínculos. Das nove faixas de tamanho de estabelecimentos em análise, cinco apresentaram resultados positivos no estoque celetista estadual. No acumulado do primeiro semestre de 2017, somente a faixa de até quatro empregados apresentou incremento de postos de trabalho (12.262 postos) no estado.
Ainda, de acordo com o informe, o mercado de trabalho paraense encerrou o mês com a geração de 667 novos postos de trabalho, resultado de 21.870 admissões contra 21.196 desligamentos. Esse resultado interrompe uma série de 20 meses consecutivos com saldos negativos, iniciada em outubro de 2015.
Ao analisar os registros de empregos por setor produtivo, observa-se que cinco apresentaram resultados positivos, sendo que o maior saldo foi verificado na Indústria de Transformação, com 796 novos postos, seguido pela Agropecuária, que registrou 376 novos vínculos, e Construção Civil, com 232. Observando o acumulado no primeiro semestre de 2017, somente três setores apresentaram saldos positivos: Serviços Industriais de Utilidade Pública, com saldo de 194; Serviços, que registrou 148 postos, e Agropecuária, com 83 postos.
De acordo com o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “a deterioração do mercado de trabalho paraense e demais UFs está intimamente atrelada ao consumo de bens e serviços, que segue ainda vivenciando restrições de consumo e investimentos, mediante a conjuntura econômica atual do país, mesmo que em menor escala, observada desde 2015. Esse cenário de perda de postos de trabalho, observado no primeiro semestre de 2017, gera redução da massa salarial disponível na economia, o que produz efeitos desfavoráveis no consumo, gerando, assim, implicações diretas no mercado de trabalho e reafirmando a retração do patamar produtivo do estado”, finalizou.
Por Edson Oliveira

segunda-feira, 17 de julho de 2017

MARABÁ ACOLHE NOVA LEI PARA LICENCIAMENTO AMBIENTAL


Descomplicar o licenciamento ambiental, garantindo ao processo maior celeridade, é o que busca a nova legislação executada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). As mudanças no procedimento foram apresentadas nesta quinta-feira (13), durante a 31ª Exposição Agropecuária do Pará (Expoama), realizada no município de Marabá, para um público composto por pecuaristas da região e de municípios vizinhos, como Jacundá e Itupiranga.

Na ocasião foram abordados assuntos relativos ao “Simples Ambiental”, um modelo de gestão pautado na transparência e na tecnologia que busca facilitar o licenciamento para atividades produtivas, e o projeto “De olho na floresta”, plataforma de análise que vai desde o licenciamento até o monitoramento de desmatamento, e utiliza imagens de satélite de alta resolução que garantem mais segurança técnica de apreciação nos projetos e na cobertura florestal. Técnicos da Semas ainda fizeram atendimento individualizado ao público para verificação da situação ambiental de determinados imóveis e também destacaram a atuação da Unidade Regional da Semas.

Na ocasião, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação, Cássio Rodrigues, conversou com os produtores sobre as vantagens do licenciamento ambiental simplificado, entre elas a não obrigatoriedade de publicação da licença no órgão de Imprensa Oficial do Estado. “Para isso, basta que o produtor reúna a documentação necessária e entre no site da Semas para solicitar o licenciamento”, destacou.

A coordenadora de Gestão Ambiental e Agropastoril da Semas, Rose Chaves, completou que a mudança na forma de emitir a licença deve-se ao fato de que “as atividades inseridas no licenciamento ambiental simplificado já são realizadas em áreas degradadas e que pelo entendimento técnico, não é necessário tanto rigor no processo por se tratar de áreas já antropizadas”.

A aceitação dos produtores à nova legislação foi comemorada pela equipe da Semas. “Temos constatado que as partes interessadas enxergam com bons olhos a tentativa de desburocratizar o licenciamento ambiental a partir da criação de procedimentos diferenciados que serão aplicados de acordo com atividade a ser licenciada.”, afirmou Rose.

O Licenciamento Ambiental Simplificado integra o sistema que já traz informações do banco de dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o georreferenciamento dos empreendimentos, as informações sobre os técnicos responsáveis por cada empresa e das áreas de reserva legal e de proteção permanente, além das características de todas as atividades, que agora passam a ser licenciadas de forma ágil, transparente e simplificada.

O agricultor com Cadastro Ambiental Rural (CAR) e déficit na área de reserva legal que queira aderir às formas de compensação ambiental pode emitir uma licença declaratória ou simplificada, variando de acordo a atividade.

Júlio Silva, que é produtor rural do município de Jacundá, aprovou a novidade e comemorou o novo sistema, que, segundo ele, é bem menos complicado. “Antes era uma burocracia muito grande, gerava um volume enorme de documentos e a gente demorava muito para resolver as demandas. Essa legislação parece ser menos complicada e, ao mesmo tempo, mais eficaz”, celebrou.

Fonte:Semas

sábado, 25 de março de 2017

Hospitais paraenses avançam em gestão sustentável e economizam recursos


Engajados em promover uma gestão ambientalmente sustentável, hospitais públicos do Pará gerenciados pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), desenvolvem ações que incentivam o uso racional da água e também da energia elétrica, reduzindo significativamente os gastos com esses recursos.
No Hospital Regional do Sudeste Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, uma das medidas tomadas nesse sentido foi a reorganização do funcionamento da bomba do sistema a vácuo, o que ajudou a economizar 357 mil litros de água por mês, o equivalente ao consumo médio de, pelo menos, 19 residências.
Além da economia de água, a mudança também representou uma redução mensal de R$ 6 mil na conta de energia elétrica, garantindo o retorno do investimento já nos primeiros 30 dias. Isso foi possível porque a instituição adotou o uso de uma caixa d'água que permite o reaproveitamento do líquido por um período de 20 dias.
A água circula da caixa d'água para a bomba, criando o vácuo que é armazenado em frascos coletores nas Unidades de Internação, de Terapia Intensiva, Acolhimento e Centro Cirúrgico, e é usado em processos de aspiração de substâncias nos pacientes. Após alimentar a bomba, a água retorna para o reservatório, livre de qualquer contaminação.
Anteriormente, como a água era retirada diretamente do poço artesiano, a bomba do sistema era acionada a cada cinco minutos, o que resultava em um consumo médio mensal de quase 360 mil litros de água. Com a mudança, o disparo agora varia entre 20 e 30 minutos, dependendo do uso do sistema a vácuo. E, dessa vez, a bomba é acionada para fazer o processo de reaproveitamento da água a partir da caixa d'água.
De acordo com o diretor geral da unidade, Valdemir Girato, ações como essa refletem na qualidade do atendimento ao usuário. ''O nosso foco é buscar sempre ações inovadoras que contribuam para melhorar a qualidade da assistência e a sustentabilidade financeira do hospital'', argumenta. 
Pacto Global
No Pará, outros três hospitais públicos gerenciados pela Pró-Saúde têm apresentado importantes avanços na promoção da sustentabilidade. São eles: o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém; o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, e o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), também na capital paraense.
Todas eles são signatários do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), que incentiva a adoção de práticas de negócios balizadas por valores e princípios fundamentais nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. 
Para fomentar o debate sobre os desafios do setor da saúde na Amazônia frente às mudanças climáticas, juntamente com o Projeto Hospitais Verdes e Saudáveis, a Pró-Saúde promoveu este mês o I Seminário Amazônico dos Hospitais Saudáveis, reunindo, em Belém, especialistas de destaque nacional, profissionais de saúde, gestores e pesquisadores experientes.
De acordo com o diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Paulo Czrnhak, investir no desenvolvimento sustentável nas unidades de saúde é contribuir para uma melhor qualidade de vida, respeitando o meio ambiente e otimizando os recursos financeiros. “Quando nos preocupamos com o meio ambiente, o maior beneficiado é o cidadão, afinal as boas práticas contribuem para a redução de doenças e, assim, há mais prevenção, sendo possível viver melhor. E nós queremos contribuir para a educação em saúde, de forma que todos tenham essa cultura de que o melhor remédio é a prevenção”, argumenta.

Por Aretha Fernandes

quarta-feira, 15 de março de 2017

Indústria de polpa de frutas de Marabá é registrada pela Adepará


A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) registrou mais uma empresa do ramo de alimentos. É a Carajás Fruit, localizada em Marabá, no sudeste do Estado. A agroindústria trabalha com a produção de oito tipos de polpa de frutas, entre elas, abacaxi, acerola, caju, goiaba, cupuaçu e maracujá. Com o registro, a empresa está habilitada a comercializar os produtos de forma legal em todo o Pará.
A Carajás Fruit está há dez anos no mercado, mas foi no programa de certificação de produtos artesanais de origem vegetal da Adepará que o proprietário, Márcio Alves Guimarães, viu a oportunidade de legalizar o comércio e aumentar a produção. "Ficamos sabendo do projeto da Adepará de certificação dos produtos artesanais e tivemos uma reunião com a gerente da agência ainda em 2015, que reuniu produtores de toda a região, entre eles, Marabá, Redenção e Xinguara", diz.
Márcio Guimarães lembra que, logo após a reunião, a gerente da Adepará, Karen Belforte, avaliou a situação da Carajás Fruit e disse que era necessário fazer ajustes. “Já tínhamos o local e a câmara fria. Finalizamos tudo em julho e agosto do ano passado e iniciamos o processo de certificação junto à agência. O suporte da Adepará foi primordial para que pudéssemos obter o registro", conta. Além do trabalho da Gerência de Produtos Artesanais de Origem Vegetal, o acompanhamento in loco foi feito pelas engenheiras agrônomas da Adepará lotadas em Marabá, Eliana Viana e Danielly Guinhazi. A adequação da empresa às normas durou cerca de um ano.
Atualmente, a Carajás Fruit produz 250 quilos de polpas diariamente. “Agora que obtivemos o certificado, a expectativa é aumentar a produção, pois vamos poder ampliar mercados, participar de chamadas públicas no nosso município e municípios vizinhos, para vender para a prefeitura e merenda escolar. Esse é um programa que veio em boa hora, pois ele é um atestado de que o nosso produto tem qualidade, agrega valor. Já preparei até a moldura para pendurar o certificado na parede”, conta Márcio.
Marabá tem hoje duas empresas registradas, ambas de produção de polpas de frutas. “Com essa trabalho que está sendo feito pela Adepará em todo o Estado, a expectativa é aumentar o número de agroindústrias não apenas em Marabá, mas em todo o sudeste do Pará”, acredita o gerente da Adepará de Marabá, Fábio Alan.
Os produtores que tiverem dúvidas ou que estejam buscando registrar empresa para que também possam comercializar legalmente a produção no Estado podem procurar a Gerência de Produtos Artesanais, Vegetal ou Animal da Adepará. Os contatos são: (91) 3210-1144 (área animal) e (91) 99392-1839 (área vegetal).
Por Camila Moreira