Relógio Humano

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

DILMA CONSPIROU CONTRA A LAVA JATO, DENUNCIAM MARQUETEIROS


COMO PRESIDENTE, DILMA VAZAVA INFORMAÇÕES PARA INVESTIGADOS


O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, afirmaram ao Ministério Público Federal (MPF) em delação premiada que a presidente cassada Dilma Rousseff manteve o casal informado sobre a Operação Lava Jato entre 2014 e 2016. Eles eram avisados por telefone e e-mail sobre o andamento das investigações.Segundo a delação, na véspera da prisão do casal, a petista alertou os dois sobre os mandados.

Mônica disse aos procuradores que Dilma ligou para a República Dominicana, onde o casal estava, para avisar Santana que eles seriam presos. Segundo a empresária, Dilma tinha informações privilegiadas por meio do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

O casal também falou sobre a preocupação de Dilma com o avanço das investigações. Esse trecho da delação foi incluído pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito já em andamento no qual Dilma é investigada por tentativa de obstruir a Justiça.

As conversas sobre as investigações teriam começado em 2014. Mônica disse que estava de férias em Nova York, em novembro daquele ano, quando precisou retornar a Brasília para conversar com Dilma. Segundo o relato, a então presidente "estava preocupada que as investigações chegassem à conta da Suíça".


DILMA E SEU MINISTRO DA JUSTIÇA.

Perigo

De acordo com Mônica, a descoberta da conta, para Dilma, "a colocaria em perigo, porque sabia que a Odebrecht tinha realizado o pagamento de suas campanhas através de depósitos de propinas". Segundo a empresária, Dilma disse que precisava manter contato frequente de forma segura.

Com apoio de Giles Azevedo, assessor especial da petista, a empresária então criou uma conta, com dados fictícios, usando senha compartilhada entre as duas para tratar dos avanços da Lava Jato. As mensagens escritas pela petista ficariam na caixa de rascunhos, para não circular, e Mônica acessaria a conta.

Como prova, a delatora entregou contas de e-mail, passagem aérea e seu notebook. Santana disse ainda que Dilma recomendou que o casal permanecesse o maior tempo no exterior.

Decisão 'tardia'
A presidente cassada Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 11. lamentar o que chamou de decisão "tardia" do Supremo Tribunal Federal de acabar com o sigilo dos depoimentos dos ex-marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura. A petista enfrenta um processo de cassação da chapa dela e do então candidato a vice-presidente, Michel Temer, nas eleições de 2014, por suposto abuso de poder político e econômico na campanha.

Os advogados de Dilma já apresentaram as alegações finais no processo. Segundo nota da assessoria de Dilma, há semanas a defesa requereu acesso às delações dos marqueteiros ao ministro-relator da ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral, Herman Benjamin. "A defesa foi prejudicada pela negativa do relator. Não foi possível cotejar os depoimentos prestados pelo casal à Justiça Eleitoral e na Lava Jato", afirmou o comunicado.

Na nota, a assessoria de Dilma também reafirmou que "João Santana e Mônica Moura prestaram falso testemunho".

'Negociações'
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse desconhecer as declarações do casal. O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse que só recebia as informações da Lava Jato no momento em que era desencadeada a operação. O advogado do ex-ministro Antonio Palocci, José Roberto Batochio afirmou que é "temerário comentar depoimento cujo teor ainda não se conhece em detalhes".

Fonte:Diário do Poder

domingo, 7 de maio de 2017

MÔNICA PÕE DILMA SOB SUSPEITA DE OBSTRUIR A JUSTIÇA

DELAÇÃO DE MÔNICA MOURA SOBRE EMAILS PODE RENDER NOVA AÇÃO


DELAÇÃO DE MÔNICA MOURA SOBRE EMAILS PODE RENDER NOVA ACUSAÇÃO À DILMA

O depoimento de Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, pode render à ex-presidente Dilma Rousseff uma nova acusação de crime de obstrução à Justiça, que é inafiançável e prevê pena de até 8 anos de prisão. Mônica revelou esquema de Dilma para avisar a ela e ao marido e a Marcelo Odebrecht, segundo suspeita a força-tarefa, sobre os movimentos da Lava Jato na direção deles. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A força-tarefa dedicará uma fase da Lava Jato apenas para eventuais iniciativas de Dilma, como presidente, para atrapalhar a investigação.

Dilma é acusada de obstruir a Justiça ao condicionar a nomeação de um ministro do STJ ao compromisso de soltar presos do Lava Jato.

Dilma também responde por tentar obstruir a Justiça nomeando Lula como ministro, a fim de impedir eventual ação do juiz Sérgio Moro.

É um dos poucos crimes que rendem cadeia. Delcídio Amaral (ex-PT-MS) foi o primeiro senador preso sob a acusação de obstruir a Justiça.

Fonte: diário do Poder