Relógio Humano

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Pará 2030 será debatido em seminário de desenvolvimento sustentável


Organizado pela organização The Nature Conservancy, com apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), será realizado nessa quinta-feira (19) o Seminário Caminhos do Desenvolvimento Verde na Agenda do Pará 2030. Promover o debate sobre o cenário do uso da terra, os custos de implantação para fortalecer a sustentabilidade do PA 2030 e sua capacidade de atração de investimentos são alguns dos objetivos do evento.

O seminário, que também terá apoio do Programa Municípios Verdes e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), será realizado na Escola de Governança Pública do Estado do Pará, com cerimônia de abertura conduzida pelo governador Simão Jatene e pelo representante do BID no Brasil, Hugo Flórez Timorán.

Na sequência, será promovida uma mesa redonda sobre oportunidades de desenvolvimento verde no Pará e posterior apresentação de estudos. A programação da manhã termina com um debate que terá a participação de Eduardo Leão (secretário adjunto da Sedeme), Daniel Freire (Sindicarne), Flávio Carminati (Juparanã), João Menzes (Biopalma), Luís Barbieri (Louis Dreyfuss Company), Maurício Fraga (Acripará) e Concita Sompre (representante da Federação dos Povos Indígenas do Pará).

À tarde, será a vez da roda de conversas sobre oportunidades de financiamento do Grupo BID para o setor do agronegócio com especialistas do Banco Interamericano e do Fundo Multilateral de Investimentos do BID (Fomin).

O Pará 2030 é o plano estratégico elaborado com vistas ao desenvolvimento sustentável do estado. Nele, são priorizadas 12 cadeias produtivas e previsto um incremento no PIB estadual de até 4,5% ao ano, até 2030. O plano considera a redução de gases de efeito estufa e a redução do desmatamento, na perspectiva de alcançar o desmatamento líquido zero até 2020.

Programação:

Dia 19/10

8h30 às 9h: Credenciamento

9h: Abertura do seminário, com Simão Jatene (governador) e Hugo Flórez Timorán (representante do BID no Brasil)

10h: Mesa redonda - Oportunidades para a agenda de desenvolvimento verde no Pará
Apresentação de estudos: Metas de expansão das cadeias do agronegócio previstas no Pará 2030 com as obrigações da Lei Florestal

Debate:  Eduardo Leão (secretário adjunto Sedeme), Daniel Freire (Sindicarne), Flávio Carminati (Juparanã), João Menzes (Biopalma), Luís Barbieri (Louis Dreyfuss Company), Maurício Fraga (Acripará) e Concita Sompre (representante da Federação dos Povos Indígenas do Pará).

13h: Almoço

14h30: Oportunidades de financiamento do Grupo BID para o setor do agronegócio.

Texto:

Tylon Maués

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Indústria de silos metálicos quer se instalar em Paragominas

Indústria de silos metálicos quer se instalar em Paragominas

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, discutiu na manhã desta quinta-feira (24) o projeto de implantação no Pará de uma unidade da Multisilos, fabricante de silos metálicos e equipamentos destinados à armazenagem. Da reunião participaram o prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins; o vice-presidente da Federação das Indústrias do Pará, José Maria Mendonça; representantes da indústria Multisilos, fabricante de produtos como secadores, transportadores, máquinas de limpeza e estrutura metálicas, e a secretária de Meio Ambiente de Paragominas, Jaqueline Peçanha.

Com 12 anos de existência, a indústria sediada em Londrina (PR) pretende abrir uma filial em Paragominas, no sudeste paraense, para aproveitar a localização do município e suas potencialidades. “Achei interessante o ambiente de empreendedorismo que encontramos em Paragominas. É uma cidade que tem uma gestão que acolhe quem quer produzir”, afirmou o diretor executivo da Multisilos, Gustavo Sá Pereira, que ressaltou a busca por um melhor atendimento a mercados mais próximos do Pará. “O que produzimos hoje em Londrina é também levado para o Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Nossa ideia é suprir melhor esse mercado a partir dessa fábrica em Paragominas”, reiterou.

Para o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), a missão é criar condições para que a empresa se instale definitivamente no Pará e traga benefícios econômicos e sociais. “É dever do Estado valorizar e apoiar quem quer investir no Pará, em quem quer trazer desenvolvimento econômico e, consequentemente, social”, afirmou Adnan Demachki, enfatizando a necessidade da contrapartida para a população, como a geração de emprego e renda.

Produção de grãos - O secretário disse ainda que a implantação de uma indústria de fabricação de silos secadores será fundamental para o crescimento da produção de grãos no Pará. “Imagine somente o frete que se paga hoje para transportar silos secadores do Sul/Sudeste para serem montados aqui no Estado, além, é claro, dos recursos mantidos no próprio Estado, já que atualmente manda-se pra fora para aquisição de silos", acrescentou Adnan Demachki.

“A ideia é contar com o apoio do governo e da iniciativa privada para qualificar as pessoas que trabalharão conosco na fábrica, moradores de Paragominas e da região. Ao todo, queremos gerar 150 empregos diretos e mais 150 indiretos, em no máximo dois anos”, contou Sá Pereira. A Fiepa, que tem a estrutura do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Paragominas, se comprometeu a participar desse processo.

O prefeito Paulo Tocantins garantiu que Paragominas trabalha para atrair interessados em investir no município, criando um clima favorável ao empreendedor. “A cidade se esforça para dar segurança a quem quer investir”, afirmou. “Uma empresa como essa vem a calhar com o momento de Paragominas e do Pará, que vêm numa crescente muito boa no agronegócio”, completou Paulo Tocantins.

Texto:

Tylon Maués

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Projeto da Ferrovia Paraense ganha apoio da Embaixada sul-coreana



O embaixador da Coréia do Sul no Brasil, Jeang-gwan Lee, conheceu nesta terça-feira, (8) o projeto da Ferrovia Paraense e garantiu que vai buscar apoio junto ao governo de seu país para o empreendimento. 
“Não consigo imaginar a não participação da Coréia em um projeto como esse, de tal magnitude e importância”, disse o embaixador ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. Os dois se encontraram na Embaixada da Coréia do Sul, em Brasília, na presença do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Olavo das Neves, e do consultor Frederico Bussinger.
A apresentação do projeto aos coreanos foi estratégica. Em uma pequena península de pouco mais de 100 mil km², os coreanos fazem um enorme investimento em linhas férreas, se especializando principalmente no transporte de passageiros. A grande quantidade de linhas de trem torna desnecessárias as viagens de avião dentro do país.
No Brasil, a Coréia do Sul já tem projetos nas áreas de tecnologia, como o Centro de Cooperação em Tecnologia da Informação e Comunicação (CCTIC), localizado no município mineiro de Santa Rita do Sapucaí, e uma usina siderúrgica em Pecém, no estado do Ceará.  
Na área de transportes, os coreanos chegaram a participar de projetos para a construção de um TAV (Trem de Alta Velocidade) na região sudeste do Brasil, mas a ideia não teve continuidade.
“Vemos que o projeto da Ferrovia no Pará é diferente”, disse o embaixador. “É bem estruturado, bem pensado em muito importante sob vários aspectos”, afirmou Jeang-gwan. “O governo do Pará se antecipou, garantindo licenciamentos e, o principal, cargas de grãos e minérios, que tornarão a ferrovia economicamente viável”, concluiu.
“Tão importante quanto um bom projeto é buscar investidores para ele”, disse Demachki. “Já estivemos na embaixada da China e agora viemos à representação diplomática da Coréia do Sul, que tem grande  interesse em investir no Brasil, trazendo sua experiência em ferrovias para o nosso país. Passamos dois anos e meio trabalhando no projeto da Ferpasa, já construímos parcerias com a Vale e com a Norsk Hydro para garantir cargas mínimas que a viabilizem, agora estamos buscando investidores”, afirmou Adnan.
Senadores conhecem projeto da ferrovia
Da embaixada sul-coreana, o secretário Adnan Demachki foi ao Senado Federal, onde participou de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, foi convidado a participar do encontro para debater a situação de obras de melhoria e ampliação de portos e ferrovias. 
Durante a audiência, o secretário e o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), falaram ao ministro e aos senadores sobre a importância da Ferrovia Paraense para o desenvolvimento do país no transporte de grãos e minérios. Em seguida, um vídeo com detalhes do projeto foi exibido aos senadores.
A ferrovia
A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do estado de sul a norte em 1.316 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão já com a licença em mãos, e também foi feito um mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.
A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.
A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.
Por Pascoal Gemaque

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ferrovia Paraense é tema de reunião técnica em Brasília

Depois de São Paulo, foi a vez de Brasília receber a reunião técnica de apresentação do projeto da Ferrovia Paraense, o maior do setor de logística do Governo do Pará e um dos maiores do Brasil. “O encontro em São Paulo teve um caráter mais financeiro, com a participação de grandes executivos e investidores da área de logística, inclusive de outros países”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. “Já o encontro em Brasília foi de cunho mais institucional, onde reunimos setores governamentais, entidades de classe que representam o setor logístico e instituições de crédito, que são segmentos igualmente importantes para a realização do projeto”, afirmou.

Reunidos no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), representantes de órgãos como Ministério dos Transportes,  Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Banco do Brasil, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (APROSOJA),  Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Governo do Estado do Tocantins e da própria ANTT, entre outros, acompanharam o detalhamento dado por Adnan Demachki sobre o projeto e o andamento dos processos públicos para a viabilização da ferrovia. Os representantes aproveitaram para tirar dúvidas com o secretário, principalmente sobre prazos de concessão e cronogramas de editais.

Ouviram também sobre as empresas que já assinaram termos de compromisso para o transporte de cargas usando a ferrovia, como a Mineração Irajá, que vai usar a logística paraense para o transporte de 20 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Além dela, a Alloys/PA, que se comprometeu a movimentar via Ferrovia Paraense 170 mil toneladas/ano de agregados de alumínio, e a Araguaia Níquel, que firmou compromisso de transportar 54 mil toneladas de ferro e de níquel, além de 130 mil toneladas/ano de carvão.

O secretário repetiu em Brasília o anúncio já feito em São Paulo, confirmando que as empresas Vale e Norks/Hydro, duas gigantes mundiais na extração de minério, assinaram com a ferrovia do Pará compromisso para o transporte de seus produtos. “Não existe ferrovia sem carga contratada e é com alegria que anunciamos também, aqui em Brasília, a exemplo do que fizemos em São Paulo, que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizá-la".

“Podemos dizer, numa comparação com um empreendimento comercial, que a Vale e a Norks/Hydro serão nossas ‘lojas-âncora’ e atrairão outras empresas, dando um forte impulso a este empreendimento, que engrandece o Pará e o Brasil”, afirmou Adnan.

Novas reuniões

Depois de Brasília, a agenda de reuniões técnicas e audiências públicas sobre a Ferrovia Paraense prossegue no estado do Pará, com o seguinte cronograma:

         15 de agosto – em Santana do Araguaia

         16 de agosto – em Redenção

         17 de agosto – em Marabá

         18 de agosto – em Paragominas

         22 de agosto – em Barcarena

         23 de agosto –  em Belém

O projeto

A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do Estado de Sul a Norte em 1.316 quilômetros, conectando-se com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos grandes mercados consumidores do Pará e do Brasil, como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando os investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.

O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. Já existe mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.

A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.

A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.

Texto:

Pascoal Gemaque

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ferrovia Paraense é tema de reunião técnica em Brasília


07/08/2017 15:58h
Depois de São Paulo, foi a vez de Brasília receber a reunião técnica de apresentação do projeto da Ferrovia Paraense, o maior do setor de logística do Governo do Pará e um dos maiores do Brasil. “O encontro em São Paulo teve um caráter mais financeiro, com a participação de grandes executivos e investidores da área de logística, inclusive de outros países”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. “Já o encontro em Brasília foi de cunho mais institucional, onde reunimos setores governamentais, entidades de classe que representam o setor logístico e instituições de crédito, que são segmentos igualmente importantes para a realização do projeto”, afirmou.
Reunidos no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), representantes de órgãos como Ministério dos Transportes,  Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Banco do Brasil, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (APROSOJA),  Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Governo do Estado do Tocantins e da própria ANTT, entre outros, acompanharam o detalhamento dado por Adnan Demachki sobre o projeto e o andamento dos processos públicos para a viabilização da ferrovia. Os representantes aproveitaram para tirar dúvidas com o secretário, principalmente sobre prazos de concessão e cronogramas de editais.
Ouviram também sobre as empresas que já assinaram termos de compromisso para o transporte de cargas usando a ferrovia, como a Mineração Irajá, que vai usar a logística paraense para o transporte de 20 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Além dela, a Alloys/PA, que se comprometeu a movimentar via Ferrovia Paraense 170 mil toneladas/ano de agregados de alumínio, e a Araguaia Níquel, que firmou compromisso de transportar 54 mil toneladas de ferro e de níquel, além de 130 mil toneladas/ano de carvão.
O secretário repetiu em Brasília o anúncio já feito em São Paulo, confirmando que as empresas Vale e Norks/Hydro, duas gigantes mundiais na extração de minério, assinaram com a ferrovia do Pará compromisso para o transporte de seus produtos. “Não existe ferrovia sem carga contratada e é com alegria que anunciamos também, aqui em Brasília, a exemplo do que fizemos em São Paulo, que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizá-la".
“Podemos dizer, numa comparação com um empreendimento comercial, que a Vale e a Norks/Hydro serão nossas ‘lojas-âncora’ e atrairão outras empresas, dando um forte impulso a este empreendimento, que engrandece o Pará e o Brasil”, afirmou Adnan. 
Novas reuniões
Depois de Brasília, a agenda de reuniões técnicas e audiências públicas sobre a Ferrovia Paraense prossegue no estado do Pará, com o seguinte cronograma: 
         15 de agosto – em Santana do Araguaia
         16 de agosto – em Redenção
         17 de agosto – em Marabá
         18 de agosto – em Paragominas
         22 de agosto – em Barcarena
         23 de agosto –  em Belém
O projeto
A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do Estado de Sul a Norte em 1.316 quilômetros, conectando-se com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos grandes mercados consumidores do Pará e do Brasil, como China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando os investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.
O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. Já existe mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.
A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.
A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.
Por Pascoal Gemaque

Reuniões técnicas e audiências públicas vão debater o edital da Ferrovia Paraense


O Governo do Pará, por meio das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Transportes (Setran), realiza a etapa de reuniões técnicas e audiências públicas, conforme prevê a Lei Federal nº 8.666/93, para receber contribuições para aprimorar as minutas dos editais da licitação pública para a concessão da Ferrovia Paranese, que deve interligar o Estado de Norte a Sul em 1.312 quilômetros de extensão. A ferrovia também deve se conectar com a ferrovia federal Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém (RMB), um dos mais próximos da China, Europa e Estados Unidos.

A fase atual do projeto da Ferrovia Paraense prevê oito sessões, entre reuniões técnicas e audiências públicas, para a coleta de subsídios que vão modelar o edital de licitação para a concessão da construção, operação e manutenção do empreendimento, cujo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental foi aprovado no dia 7 de julho e pode ser acessado no site da Sedeme, no endereço www.sedeme.com.br. Ressalte-se que as reuniões de caráter ambiental serão realizadas em fase posterior, como prevê a legislação específica.

Às 10h desta segunda-feira, 7, os secretários estaduais Adnan Demachki (Sedeme) e Kléber Menezes, da Setran, explicam o projeto da Ferrovia Paraense a representantes do poder público federal, entidades de classe e do setor produtivo, em reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.

Na quinta-feira, 3, encontro similar ocorreu em São Paulo, com sucesso de público, em que mais de 100 investidores, grandes empresas, trading, brasileiras e internacionais conheceram a proposta da malha ferroviária do Pará, o maior projeto de logística do Governo do Estado e um dos maiores do Brasil.

A etapa paraense dessas sessões está programada para o período de 15 a 23 deste mês, nas cidades de Santana do Araguaia, Redenção, Marabá, Paragominas, Barcarena e Belém. Qualquer pessoa interessada pode participar dos debates mediante o preenchimento de ficha de inscrição que estará disponível nos locais dos citados encontros. Nesta fase, as discussões são restritas às condições do edital, conforme estabelece o art. 39 da Lei Federal nº 8.666/93.

Nos últimos meses, o Estado tem se empenhado para viabilizar o projeto ferroviário. À frente das articulações com os governos federal, estadual, municipal e o setor produtivo, Adnan Demachki tem sido cauteloso na condução do processo. “A ferrovia paraense deu mais um salto”, ele costuma dizer a cada conquista do projeto, cuja importância foi reconhecida como de âmbito nacional pelo governo federal, para quem a ferrovia paraense funcionará como extensão da Ferrovia Norte-Sul, conectando Açailândia, no Maranhão, a Barcarena, no norte do Estado.

A celeridade do processo exigido para a aprovação do projeto ferroviário pesou na decisão do governo federal em reconhecer sua estratégia como corredor viário competitivo para escoamento da produção nacional. O trajeto ferroviário foi concebido para passar apenas por território produtivo, evitando áreas indígenas, quilombolas, de florestas e assentamentos; o licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais.

Os estudos de impactos ambientais EIA RIMA para o licenciamento, o que em geral é um entrave em grandes obras de infraestrutura, foram concluídos após 12 meses de análises de campo, e entregues em dezembro do ano passado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Adnan Demachki anunciou em São Paulo, na semana passada, que as mineradoras Vale e Norski Hydro já se comprometeram em transportar parte de sua produção pela futura ferrovia paraense.

O governo federal retomou a proposta de concessão da Ferrovia Norte Sul no trecho Anápolis (Góias)/Estrela do Oeste e também vem realizando reuniões e audiências públicas sobre o citado empreendimento, com lançamento de edital previsto para novembro e leilão agendado para fevereiro de 2018.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará, o investimento na construção da ferrovia paraense é de R$ 14 bilhões. O termo de compromisso de carga a ser assinado pela Vale e Hydro com Estado, deverá representar até 15% da capacidade de escoamento da futura estrada de ferro, que será de 170 milhões de toneladas por ano de commodities (minérios e grãos).

"Além da Vale e Hydro, outros grandes embarcadores estão interessados no projeto, uma sinalização do mercado de que a ferrovia se apresenta como viável, com a perspectiva de um processo licitatório bem-sucedido’’, enfatizou Adnan Demachki.

Texto:
Valéria Nascimento

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Empresas de polpa de açaí investem na verticalização


Após firmar protocolo de intenções em 2016 com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), para transformar sua produção de polpa de açaí no Pará numa indústria com produtos de valor agregado, a empresa Frooty Comércio e Indústria de Alimentos anunciou que sua unidade será instalada no município de Mocajuba e já postulou inclusive a licença de instalação na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas).
A informação foi repassada ao secretário Adnan Demachki, titular da Sedeme, responsável por conduzir a política industrial do açaí, com base em critérios de agregação de valor, sustentabilidade do empreendimento e desenvolvimento econômico de municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Somente a produção da polpa do açaí e levar esse produto para industrializar em São Paulo ou outro Estado não interessa ao Pará’’, ressaltou Adnan Demachki, na reunião em que o diretor de Suplementos da Frooty, Carlos Soares, apresentou o projeto industrial de fabricar uma linha de produtos mix de açaí, a partir do fruto comprado diretamente de 200 famílias de pequenos produtores rurais de Mocajuba, o que eliminará a figura do atravessador. Cerca de mil pessoas serão beneficiadas com esse processo de produção às margens do rio Tocantins.
A Frooty Alimentos atua há 20 anos no mercado brasileiro com o segmento de fruticultura, sendo 97% de sua produção comercializada no País. Carlos Soares disse que o Grupo tem avançado no mercado exterior, exportando 3% da produção, principalmente para os Estados Unidos. É justamente para os Estados Unidos que irão os produtos industrializados a serem fabricados com o açaí extraído dos campos naturais de Mocajuba.
"Poderíamos ter ido para qualquer outro município brasileiro, mas queremos Mocajuba pela estratégia de logística que é a produção às margens do Tocantins, pela alta qualidade do açaí paraense e porque nós temos obrigação de apoiar Estados que enxergam lá na frente, e com o projeto Pará 2030, não tem como ser diferente", ressaltou o diretor de Suplementos, referindo-se à política estadual de incentivos fiscais e ao tratamento institucional garantido pelo Governo do Pará.
"Empreender e fazer uma empresa crescer é uma tarefa difícil. Uma das maneiras de contribuir com o setor produtivo, que em muitos momentos precisa de apoio externo, é por meio de políticas públicas de desenvolvimento da economia, entre elas o incentivo fiscal", destacou o secretário Adnan Demachki, que frisou a importância da Frooty decidir-se por Mocajuba como sua sede matriz, numa ação impulsionadora da economia local.
Nos últimos meses, a Sedeme vem registrando um acelerado processo de verticalização da cadeia de açaí no Pará. A empresa Goola Açaí, por exemplo, também assinou um protocolo de intenções com a Sedeme, a fim de obter apoio para a planta industrial que o grupo finaliza em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém.
O empreendimento da Goola está praticamente pronto para produzir itens como o sorbet de açaí puro ou misturado com banana e guaraná. O sorbet é um tipo de sorvete mais leve, sem leite, feito basicamente com água e frutas.
Os incentivos estaduais em formato de leis também têm atraído grupos já consolidados na praça estadual, como o Amazon Polpas, que há 12 anos funciona no Pará, no município de Castanhal, nordeste paraense, e que projeta um investimento de R$ 36,6 milhões para os próximos cinco anos, destinando cerca de R$ 7 milhões à compra e instalação de máquinas e equipamentos. Em projeto apresentado à Sedeme, a Amazon Polpa se compromete a investir em novos produtos como: açaí liofilizado, bebida mista, sorbet, açaí clairificado e o energético de açaí.
A Sedeme analisa os projetos citados com rigor, a fim de definir se eles estão adequados à política industrial preconizada pelo Estado. Na prática, quanto maior é o grau de agregação de valor para a verticalização da cadeia produtiva, maior é a concessão de incentivos. Além disso, frisou Adnan Demachki, a localização da empresa também pesa no ato de concessão de benefícios, pois quanto mais baixo for o IPS – Índice de Progresso Social – maior apoio ela receberá para se estabelecer em cidades menos desenvolvidas; além de critérios de geração de empregos e percentual das compras e insumos no Pará.
Outra empresa que foi contemplada com a política industrial do Estado é a Bela Iaçá, do Grupo Petruz. Além da polpa de açaí, a Bela Iaçá quer incluir em sua linha de produção o suco e o néctar da fruta. Vale ressaltar que esta empresa está instalada desde 2005 em Castanhal e já fabrica produtos verticalizados, tais como “bebida mista”, sorbet e o próprio sorvete tradicional, entre outras polpas de frutas. Para o projeto em questão, o empreendimento quer investir R$ 19 milhões nos próximos cinco anos, sendo R$ 8,2 milhões destinados à compra de novas máquinas e equipamentos necessários para um parque mais moderno.
A Petruz Fruity, também do Grupo Petruz, apresentou à Sedeme o investimento de R$ 10,7 milhões, sendo 4,6 milhões em máquinas e equipamentos, a fim de fabricar novos itens, como o sorbet, sorvete, suco e o próprio néctar. A Petruz Fruity produz bebida mista congelada, além da polpa convencional de açaí, desde sua criação em 2008. 

Por Valéria Nascimento

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Governo dá início ao processo de ampliação das operações em Vila do Conde



O Governo do Pará deu início ao processo para que o porto de Vila do Conde, em Barcarena, receba navios do tipo "Capesize", com capacidade para ate 220 mil toneladas de carga. A DTA, empresa especializada em engenharia de portos, entrou nesta terça-feira (4), junto ao Ministério dos Transportes, com um pedido de Processo de Manifestação Pública de Interesse para estudos de dragagem dos canais do Quiriri e do Espadarte que dão acesso ao porto.
O pedido foi entregue por representantes da DTA ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella, em reunião que teve ainda as presenças dos secretários de Desenvolvimento Economico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e de Transportes, Kléber Menezes, além do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
Agora, o ministério deve analisar o pedido e, em caso de aprovação, autorizar os estudos para que outras empresas, além da DTA, apresentem projetos com o mesmo objetivo. Após a apresentacao dos estudos, se seguir em frente, após licitação a empresa vencedora fará o trabalho de dragagem, ganhando o direito de explorar a navegação no canal. 
A profundidade dos canais, hoje, é de 14 metros, limitando o acesso a navios com até 70 mil toneladas. Com a dragagem, a profundidade do canal chegaria a até 20 metros, permitindo o acesso de navios de maior calado e capacidade de carga já exigida por importadores de produtos da maioria dos países da Europa, China, além dos Estados Unidos, principais parceiros comerciais do Brasil.
“O governo federal tem como um dos seus objetivos estratégicos desenvolver o Arco Norte do país”, disse o ministro Maurício Quintella. “Por isso recebe com entusiasmo esse PMI e desde já garantimos que daremos todo apoio e suporte para que o canal seja dragado”, afirmou. Segundo Quintella, “o porto de Vila do Conde precisa ser competitivo e atender a demandas internacionais, para que o Brasil apresente ao mundo outras opções portuárias viáveis que não sejam somente nos portos do sul e sudeste do país”.
Para o secretário Adnan Demachki, “este é o início de um resgate histórico”. “No passado a sociedade paraense culpou os políticos paraenses por permitir que o minério da Vale fosse escoado pelo Maranhão, como se tivéssemos perdido para o Estado vizinho o nosso minério e parte do desenvolvimento, mas foi uma decisão geográfica, pois o Porto de Itaqui no Maranhão tem até 24 metros de calado e recebe navios de minério em torno de 300 mil toneladas, enquanto que Vila do Conde tem somente 12,5 e recebe navios em torno de 70 mil toneladas”, esclareceu.
“Hoje, estamos trabalhando pra viabilizar uma PPP da ferrovia paraense que levará até o Porto de Barcarena e futuramente ao de Abaetetuba dezenas de milhões de toneladas de carga ao ano, e por isso precisamos também encontrar a solução portuária, ou seja, a dragagem do canal”, afirmou o secretário Adnan Demachki, responsável pela interlocução com o setor privado prospectando empresas interessadas no projeto.
Ferrovia – À tarde, Adnan Demachki se reuniu com técnicos da área de transportes ferroviários do ministério. O encontro serviu para que o secretário apresentasse detalhes sobre o projeto da Ferrovia Paraense, via férrea com início em Barcarena (Porto de vila do conde) e finalizando em Santana do Araguaia, no extremo sul do Estado.
Potencial de carga, de geração de postos de trabalho, providências já tomadas pelo governo do Estado para a viabilização do projeto e parcerias já protocoladas com a iniciativa privada, foram alguns dos pontos ressaltados por Adnan aos técnicos. Sete pedidos de apoio técnico ao governo federal – fundamentais para o andamento do projeto – também foram apresentados. Entre eles, o de inclusão da ferrovia nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Em seguida Adnan Demachki, em outra audiência, apresentou o projeto da ferrovia paraense ao presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luis Henrique Valdez. A ideia é que a Anut possa divulgar aos associados essa nova alternativa logistica do país, visando atrair carga para viabilizar o empreendimento.

Por Pascoal Gemaque

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sedeme apresenta projeto da Ferrovia Paraense


Empresários, industriais, prefeitos, dirigentes de entidades de classe e secretários de Estado lotaram o 9º andar da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), na noite de segunda-feira (27) para conhecer os detalhes técnicos do projeto da Ferrovia Paraense. O encontro foi conduzido pelo titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, que preside o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado do Pará e está à frente das interfaces com os atores do maior projeto em curso hoje no estado.
A proposta de implantação da ferrovia paraense partiu da iniciativa privada ainda em 2015, quando a empresa Pavan Engenharia solicitou do Estado autorização para realizar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para implantação do novo modal de transporte. Após 16 meses, os levantamentos estão sob aprovação da Sedeme.
O projeto prevê a construção de 1.316 quilômetros de ferrovia que passarão por 23 municípios, interligando o Pará de norte a sul. Maurício Girardello Filho, da Pavan Engenharia, afirmou que o empreendimento conectará a cidade de Barcarena à Santana do Araguaia, prevendo a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra, cujo custo está avaliado em 14 bilhões de reais.
“Estamos cada vez mais próximos de termos um corredor viário competitivo, que será estruturante para o Pará e para o Brasil”, frisou o secretário Adnan Demachki, acrescentando que o importante, nesse momento, “é ter visão e clareza do que queremos e, sobretudo, garantir transparência no que fazemos”.
O secretário estadual de Transportes, Kleber Menezes, que tem assento no Comitê Gestor de PPPs, avaliou positivamente a condução das etapas necessárias para a materialização do projeto da ferrovia. “O proponente privado fez um investimento pesado na concepção dos estudos, um trabalho extremamente denso, volumoso, que dá o primeiro dos suportes, que é a viabilidade técnica, para um projeto desse porte”, afirmou, referindo-se à empresa Pavan Engenharia.
“O secretário Adnan Demachki nos mostrou todos os passos que o Estado tem dado para alicerçar esse projeto. Mais do que um facilitador, o governo é protagonista desse empreendimento na medida em que ele o prioriza, assumindo a necessidade de desapropriações no traçado - a serem custeadas com recursos privados, é claro - e prioriza a consolidação de um ambiente seguro e atrativo para que empresas possam se unir ao projeto da ferrovia, e isso também já é uma realidade”, assinalou Kleber Menezes, citando o interesse de grandes grupos empresariais em se apropriarem da ferrovia para o transporte de suas cargas com vistas ao mercado global.
Na ocasião, executivos de empresas como a Irajá Mineração, Cevital e Alloys Pará apresentaram ao governo do Estado compromissos de carga, empenhando-se a transportar milhões de toneladas de minério de ferro, de aço e seus derivados pela ferrovia. Prefeitos de 12 municípios por onde a ferrovia passará também autorizaram o trânsito dessa carga em suas circunscrições.
”Vimos aqui empresas do agronegócio e da mineração declarando que querem se utilizar da ferrovia para o transporte de suas cargas. Isso é mais uma prova concreta que fomos precisos ao apostar no desenvolvimento deste projeto”, avaliou o titular da Setran.
O presidente do Sindicado das Indústrias da Mineração (Simineral), José Fenando Gomes, destacou que a ferrovia é vital para a competitividade dos negócios no Pará. “Para nós, do setor da mineração, é de fundamental importância que esse projeto saia do papel, como bem frisou o secretário Adnan Demachki, e para isso é preciso que as entidades, o governo e o setor privado se unam”, conclamou, salientando que os estudos de viabilidade identificaram as 26 principais ocorrências de minérios no território paraense.
“Foi um trabalho muito bem feito pela Sedeme e as empresas que detêm a exploração dessas ocorrências minerais estão presentes nesta reunião. O Simineral está de portas abertas para recebê-las para que, juntos, possamos fortalecer o setor e fazer dele o que sempre sonhamos”, concluiu.
“A ferrovia é um sonho antigo da Fiepa, ela integra o Estado e é um esteio para o Programa Pará 2030, que eu costumo dizer que é de toda a sociedade paraense e não apenas do governo. Estamos em sintonia com a Sedeme, colocando nossas instalações e nossa expertise a serviço desse projeto”, declarou o vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça.
Para o presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Lúcio Fábio Costa, o evento da noite desta segunda-feira mostrou a força da iniciativa e a forte adesão da sociedade paraense ao projeto da ferrovia. “Aqui há um público seleto capaz de dar sustentação concreta para um projeto como esse, que é maravilhoso. É uma oportunidade que o Pará tem de pensar sua logística em longo prazo. Hoje mesmo investidores já se comprometeram com a proposta que, acredito, constitui um importante corredor de escoamento para o Brasil a partir da região Norte, considerando um complexo de portos que temos estrategicamente dispostos, sem falar nos que ainda serão instalados a partir disso”, afirmou Fábio Lúcio.
Por Valéria Nascimento