Relógio Humano

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sábado, 19 de agosto de 2017

Norsk Hydro deve transportar 5 milhões de toneladas/ano pela Ferrovia Paraense

O governador Simão Jatene integrou a mesa oficial da Audiência Pública do projeto da Ferrovia Paraense no município de Paragominas, na noite desta sexta-feira, 18. O auditório do Parque de Exposições da cidade teve sua capacidade de 200 pessoas excedida por um público que lotou o espaço para assistir a apresentação do empreendimento ferroviário feita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki.

“Esse projeto é a estratégia correta de integração do Estado para que se possa produzir com menor custo, enfrentando o que se chama de custo amazônico, e nos colocar competitivo numa economia global’’, frisou o governador Simão Jatene, ao lado do prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins, entre outras autoridades do poder público, da iniciativa privada e representantes da sociedade civil.

Durante a audiência, o Governo do Estado, por meio da Sedeme, firmou um Termo de Compromisso com a empresa norueguesa Norsk Hydro, estabelecendo todas as condições referentes à contratação de carga do grupo num volume de 5 milhões de toneladas/ano. Este compromisso envolve precisamente a Mineração Paragominas S.A (MPSA), uma das empresas da Hydro.

”A secretaria segue fechando a garantia firme de transporte de cargas, fundamentais para convencer investidores a participar do processo licitatório”, afirmou Adnan Demachki, para um auditório atento, que entre outras lideranças, contava com o presidente da Federação das Indústrias do Pará, José Conrado; do deputado estadual Sidney Rosa; do presidente do Sindicato Rural de Paragominas, Murilo Zancaner e de Sílvio Porto, vice-presidente executivo da Bauxita e Alumina Norsk Hydro.

O executivo da Norsk Hydro, Sílvio Porto, disse que o grupo tem convicção da ferrovia como solução logística para o segmento minerário. “Acreditamos nesse projeto e assim que ele entrar em operação todos sairão ganhando. O Pará se tornará competitivo em nível mundial”, destacou Porto.

O projeto ferroviário paraense foi apresentado em detalhes por Demachki, que explicou todas as etapas e os avanços conquistados nos últimos meses.

O público, predominantemente de produtores rurais, comerciantes, lojistas e cidadãos de Paragominas, que neste fim de semana realiza a 51ª edição da Feira e Exposição Agropecuária, fez uma série de perguntas sobre o andamento do projeto e quis saber também dos licenciamentos ambientais e até sobre possíveis entraves sociais e jurídicos no trajeto da Ferrovia Paraense. Além de moradores de Paragominas, cidadãos de Ulianópolis e Dom Eliseu prestigiaram a audiência pública, incluindo o prefeito de Dom Eliseu, Gaston Siviero.

O titular da Sedeme observou, ainda, que a fase atual de reuniões técnicas e de audiências públicas realizadas desde o dia 3 deste mês, na cidade de São Paulo, no Distrito Federal, e ainda nos municípios de Santana do Araguaia, Redenção, Marabá e Paragominas, tem como fundamento o art. 39 da Lei 8.666/93. Estas audiências, de acordo com este artigo, têm por finalidade a composição do processo licitatório, dando acesso e direito a todas as informações pertinentes e ao manifesto de interessados, bem como servem para o aperfeiçoamento dos documentos técnicos e jurídicos da licitação.

As demais audiências públicas exigidas por lei, salientou o secretário, serão realizadas oportunamente. "O processo de licenciamento ambiental já está em curso na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), o Estado teve muito cuidado com a definição do traçado da malha ferroviária, evitou-se interferência em áreas indígenas e de remanescentes quilombolas", afirmou ele, informando que o Estado vai declarar de utilidade pública as áreas por onde passará a ferrovia.

“A logística tem sido um foco antigo do setor produtivo no Pará, com a chegada do Adnan Demachki ao Governo, ele deu um novo olhar para essa questão. Nós estamos acompanhando cada passo que tem sido dado na condução desse projeto, seja a busca pela viabilidade de cargas, reivindicações junto ao governo federal, o esforço junto a investidores, o cuidado com o licenciamento ambiental. Então, estamos com ótima perspectiva’’, frisou o presidente da Fiepa, José Conrado.

O presidente do Sindicato Rural de Paragominas, Murilo Zancaner, afirmou que a produção agrícola municipal cresce entre 15% e 20% ao ano. Para ele, o projeto ferroviário vai baratear ainda mais a produção local. "Com a Paraense, os custos de fretes e transportes serão bem menores, então, a gente apoia esse projeto".

A Ferrovia

A Ferrovia Paraense cortará o estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, conectando-se com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores, como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão já com a licença em mãos.

A interligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará e Açailândia (MA) – trecho final da Norte-Sul – abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A ferrovia cruzará 23 municípios paraenses e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.

Por Valéria Nascimento


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Projeto da Ferrovia Paraense é apresentado em Redenção



Um dia depois de Santana do Araguaia foi a vez do município de Redenção receber a Reunião Técnica do projeto da Ferrovia Paraense. O auditório do Sindicomércio recebeu um grande público nesta quarta-feira, 16, para ouvir do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, a apresentação do projeto da ferrovia. O evento contou com a presença do vice-governador Zequinha Marinho; do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do deputado estadual Gesmar Costa; dos prefeitos Carlos Javé (Redenção), Jair Martins (Conceição do Araguaia), Fredson da Silva (Pau D’Arco) e Paulinho Dias (Rio Maria).

O secretário apresentou detalhes sobre o avanço do projeto desde o início, há três anos, assim como os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, as tratativas do governo do Estado com o governo federal e os avanços conquistados nos últimos meses.

O público presente, formado por produtores rurais, comerciantes, cidadãos dos municípios de Redenção, Xinguara, Rio Maria, Cumaru, Conceição do Araguaia e Pau D'Arco, apresentou dezenas de perguntas sobre o projeto. Perguntado sobre licenciamentos ambientais e possíveis entraves sociais e jurídicos no trajeto da Ferrovia Paraense, Demachki salientou que a linha não passa por áreas indígenas ou quilombolas, tampouco florestas densas ou áreas de preservação. “Sempre foi uma preocupação do Governo do Estado ter um empreendimento que respeitasse as comunidades tradicionais e com o menor impacto possível”.

Entre os presentes, a expectativa pelo empreendimento mostrou-se grande. “Um dos problemas que se tem para ampliar a produção agrícola do sul e sudeste é a logística. O modelo rodoviário é muito caro. Uma ferrovia irá diminuir substancialmente esse custo. Vai melhorar a rentabilidade do produtor, aumentar a produtividade, gerar empregos e riqueza. É uma ação de governo que vai viabilizar que a região seja um dos principais polos agrícolas do país”, comentou Luciano Guedes, produtor agrícola e vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

Vitório Guimarães da Silva, produtor agropecuário nos municípios de Santana do Araguaia, Redenção e Xinguara, também reforçou a importância do projeto da ferrovia. “Quem produz precisa de transporte, que até então é precário na região. Com a ferrovia poderemos triplicar a área plantada na região. Vai melhorar a produção, sem erro, e será extraordinário para o desenvolvimento da região caso consigamos implanta-lá”.

Para garangir a viabilização do projeto, já há compromissos de cargas que estão sendo firmados, especialmente para o trecho de Barcarena a Marabá. "Precisamos consolidar o projeto com compromissos de empresas que contratarão cargas no segundo trecho, o trecho sul, de Marabá a Santana do Araguaia", disse o secretário Adnan Demachki.

Os prefeitos presentes e presidentes de entidades de classe da região decidiram se unir, independentemente de cor partidária, e se reunirão com as tradings de soja que estão estabelecidas no sul do Pará e norte do Mato Grosso, além das empresas do setor mineral.

A Ferrovia

A Ferrovia Paraense cortará o estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, conectando-se com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores, como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão já com a licença em mãos.

A interligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios do estado e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.

Texto:Tylon Maués

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Santana do Araguaia recebe reunião técnica da Ferrovia Paraense

Depois de passar São Paulo (SP) e Brasília (DF), a equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) prossegue com a etapa de reuniões técnicas e audiências públicas para aprimorar as minutas dos editais da licitação pública para a concessão da Ferrovia Paraense, que interligará o Estado de Norte a Sul em 1.312 quilômetros de extensão.

O titular da Sedeme, Adnan Demachki, apresentou o projeto em Santana do Araguaia nessa terça-feira (15), em reunião técnica que contou com a presença do vice-governador Zequinha Marinho; do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do deputado estadual Gesmar Costa; dos prefeitos Zé do Quinca (Santana do Araguaia), José Faria Mussum (Santa Maria das Barreiras); além de políticos, lideranças locais e representantes do setor produtivo, que participaram efetivamente do debate na reunião.

A fase atual do projeto da Ferrovia Paraense prevê oito sessões, entre reuniões técnicas e audiências públicas (três delas já realizadas), para a coleta de subsídios que vão modelar o edital de licitação para a concessão da construção, operação e manutenção do empreendimento, conforme prevê a Lei Federal nº 8.666/93. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental foi aprovado no dia 7 de julho.

Adnan Demachki destacou o reconhecimento da Ferrovia Paraense como um projeto imprescindível para o país. “A Ferrovia Norte-Sul termina em Açailândia (MA), onde não há porto. Conseguimos junto ao governo federal que as duas ferrovias se conectem, permitindo que a linha chegue até o porto de Barcarena, geograficamente um dos mais próximos da China, Europa e Estados Unidos, que são os principais mercados exportadores do Brasil”, explicou o secretário.

Para Zequinha Marinho, "Esse é momento dos políticos, das lideranças populares e do setor produtivo dos municípios se unirem para criar um ambiente de desenvolvimento. A ferrovia trará um clima favorável para o desenvolvimento da região e do estado", afirmou o vice-governador.

Na primeira reunião técnica, em São Paulo, Demachki anunciou que as mineradoras Vale e Norsk Hydro já se comprometeram em transportar parte de sua produção pela ferrovia paraense. O termo de compromisso de carga a ser assinado pelas empresas representa até 15% da capacidade de escoamento da futura estrada de ferro, que será de 170 milhões de toneladas/ano de commodities (minérios e grãos). "Além da Vale e da Hydro, outros grandes embarcadores já demonstraram interesse no projeto, um sinal claro de que o mercado vê o empreendimento como viável”, salientou o secretário.

Na ocasião também foram apresentadas as empresas que já assinaram termo de compromisso para o transporte de cargas usando a ferrovia, como a Mineração Irajá, a Alloys/PA e a Araguaia Níquel. “Não existe ferrovia sem carga contratada e é com satisfação que anunciamos que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizar o primeiro trecho, observou Demachki.

Texto:
Tylon Maués





Ferrovia Paraense solução para o problema do escoamento da produção nacional

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Projeto da Ferrovia Paraense ganha apoio da Embaixada sul-coreana



O embaixador da Coréia do Sul no Brasil, Jeang-gwan Lee, conheceu nesta terça-feira, (8) o projeto da Ferrovia Paraense e garantiu que vai buscar apoio junto ao governo de seu país para o empreendimento. 
“Não consigo imaginar a não participação da Coréia em um projeto como esse, de tal magnitude e importância”, disse o embaixador ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. Os dois se encontraram na Embaixada da Coréia do Sul, em Brasília, na presença do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Olavo das Neves, e do consultor Frederico Bussinger.
A apresentação do projeto aos coreanos foi estratégica. Em uma pequena península de pouco mais de 100 mil km², os coreanos fazem um enorme investimento em linhas férreas, se especializando principalmente no transporte de passageiros. A grande quantidade de linhas de trem torna desnecessárias as viagens de avião dentro do país.
No Brasil, a Coréia do Sul já tem projetos nas áreas de tecnologia, como o Centro de Cooperação em Tecnologia da Informação e Comunicação (CCTIC), localizado no município mineiro de Santa Rita do Sapucaí, e uma usina siderúrgica em Pecém, no estado do Ceará.  
Na área de transportes, os coreanos chegaram a participar de projetos para a construção de um TAV (Trem de Alta Velocidade) na região sudeste do Brasil, mas a ideia não teve continuidade.
“Vemos que o projeto da Ferrovia no Pará é diferente”, disse o embaixador. “É bem estruturado, bem pensado em muito importante sob vários aspectos”, afirmou Jeang-gwan. “O governo do Pará se antecipou, garantindo licenciamentos e, o principal, cargas de grãos e minérios, que tornarão a ferrovia economicamente viável”, concluiu.
“Tão importante quanto um bom projeto é buscar investidores para ele”, disse Demachki. “Já estivemos na embaixada da China e agora viemos à representação diplomática da Coréia do Sul, que tem grande  interesse em investir no Brasil, trazendo sua experiência em ferrovias para o nosso país. Passamos dois anos e meio trabalhando no projeto da Ferpasa, já construímos parcerias com a Vale e com a Norsk Hydro para garantir cargas mínimas que a viabilizem, agora estamos buscando investidores”, afirmou Adnan.
Senadores conhecem projeto da ferrovia
Da embaixada sul-coreana, o secretário Adnan Demachki foi ao Senado Federal, onde participou de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, foi convidado a participar do encontro para debater a situação de obras de melhoria e ampliação de portos e ferrovias. 
Durante a audiência, o secretário e o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), falaram ao ministro e aos senadores sobre a importância da Ferrovia Paraense para o desenvolvimento do país no transporte de grãos e minérios. Em seguida, um vídeo com detalhes do projeto foi exibido aos senadores.
A ferrovia
A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do estado de sul a norte em 1.316 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, que no Brasil é o mais próximo dos grandes mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão já com a licença em mãos, e também foi feito um mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.
A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.
A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas/ano.
Por Pascoal Gemaque

Investidores russos conhecem projeto e estudam participação na Ferrovia Paraense


A estatal russa RZD, uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, conheceu o projeto e pode ser uma parceira do Governo do Pará na implementação da Ferrovia Paraense, que liga o norte ao sul do estado, pela banda leste. Nesta terça-feira, 8, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, teve um encontro em Brasília com Bernardo Figueiredo, representante da RZD no Brasil e consultor internacional na área de logística.
No encontro, Adnan mostrou a Bernardo o projeto da Ferrovia Paraense, despertando o interesse do consultor no empreendimento. Segundo Bernardo, o projeto é ousado, mas passa total credibilidade para sua efetivação. “Conheço o Pará, sei da atual situação estável política e econômica de seu governo atual e tenho certeza que, graças também a esses fatores, a Ferrovia Paraense poderá ser uma realidade”, disse o consultor.
A RZD é uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, com 1,2 milhão de funcionários e um monopólio dentro da Rússia. A extensão total da malha ferroviária usada pela RZD é de 85 mil km, uma das maiores do planeta. A companhia é responsável por 3,6% do PIB russo e detém o controle de 80% do transporte de passageiros e 82% do transporte de cargas no país. Por ano, aproximadamente 1,3 bilhão de passageiros e 1,3 bilhão de toneladas de cargas viajam via RZD. A empresa possui em torno de 20 mil locomotivas, 25 mil vagões de passageiros e 650 mil vagões de cargas.
No Brasil, a RZD já manifestou interesse em participar do projeto da Ferrovia Norte-Sul. Nas últimas semanas, os russos solicitaram uma série de informações técnicas sobre o empreendimento à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo Bernardo Figueiredo, “o fato da Ferrovia Paraense buscar uma conexão com a Norte-Sul credencia o projeto paraense a despertar o interesse da empresa russa”. Além disso, segundo Bernardo, o Governo do Pará está “engajado em apoiar os investidores e isso cria um ambiente favorável para a atração de mais interessados no projeto”. O próximo passo após a reunião, segundo Figueiredo, é estudar e estruturar um grupo a partir dos empresários russos para analisar como será essa participação no projeto.
A Ferrovia
A Ferrovia Paraense deverá cortar a porção oriental do estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, porto brasileiro mais próximo dos mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos. O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.
O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos; já existe mapeamento de desapropriações de 770 imóveis ao longo da ferrovia. A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.

Por Pascoal Gemaque

Investidores russos estudam participação na Ferrovia Paraense

A estatal russa RZD, uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, conheceu o projeto e pode ser uma parceira do Governo do Pará na implementação da Ferrovia Paraense, que liga o norte ao sul do estado, pela banda leste. Nesta terça-feira, 8, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki, teve um encontro em Brasília com Bernardo Figueiredo, representante da RZD no Brasil e consultor internacional na área de logística.

No encontro, Adnan mostrou a Bernardo o projeto da Ferrovia Paraense, despertando o interesse do consultor no empreendimento. Segundo Bernardo, o projeto é ousado, mas passa total credibilidade para sua efetivação. “Conheço o Pará, sei da atual situação estável política e econômica de seu governo atual e tenho certeza que, graças também a esses fatores, a Ferrovia Paraense poderá ser uma realidade”, disse o consultor.

A RZD é uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, com 1,2 milhão de funcionários e um monopólio dentro da Rússia. A extensão total da malha ferroviária usada pela RZD é de 85 mil km, uma das maiores do planeta. A companhia é responsável por 3,6% do PIB russo e detém o controle de 80% do transporte de passageiros e 82% do transporte de cargas no país. Por ano, aproximadamente 1,3 bilhão de passageiros e 1,3 bilhão de toneladas de cargas viajam via RZD. A empresa possui em torno de 20 mil locomotivas, 25 mil vagões de passageiros e 650 mil vagões de cargas.

No Brasil, a RZD já manifestou interesse em participar do projeto da Ferrovia Norte-Sul. Nas últimas semanas, os russos solicitaram uma série de informações técnicas sobre o empreendimento à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Segundo Bernardo Figueiredo, “o fato da Ferrovia Paraense buscar uma conexão com a Norte-Sul credencia o projeto paraense a despertar o interesse da empresa russa”. Além disso, segundo Bernardo, o Governo do Pará está “engajado em apoiar os investidores e isso cria um ambiente favorável para a atração de mais interessados no projeto”. O próximo passo após a reunião, segundo Figueiredo, é estudar e estruturar um grupo a partir dos empresários russos para analisar como será essa participação no projeto.

A Ferrovia

A Ferrovia Paraense deverá cortar a porção oriental do estado de sul a norte em 1.316 quilômetros, devendo se conectar com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, porto brasileiro mais próximo dos mercados consumidores como China, Europa e Estados Unidos. O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.

O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos; já existe mapeamento de desapropriações de 770 imóveis ao longo da ferrovia. A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.

Texto:
Pascoal Gemaque


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ferrovia Paraense é tema de reunião técnica em Brasília

Depois de São Paulo, foi a vez de Brasília receber a reunião técnica de apresentação do projeto da Ferrovia Paraense, o maior do setor de logística do Governo do Pará e um dos maiores do Brasil. “O encontro em São Paulo teve um caráter mais financeiro, com a participação de grandes executivos e investidores da área de logística, inclusive de outros países”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. “Já o encontro em Brasília foi de cunho mais institucional, onde reunimos setores governamentais, entidades de classe que representam o setor logístico e instituições de crédito, que são segmentos igualmente importantes para a realização do projeto”, afirmou.

Reunidos no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), representantes de órgãos como Ministério dos Transportes,  Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Banco do Brasil, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (APROSOJA),  Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Governo do Estado do Tocantins e da própria ANTT, entre outros, acompanharam o detalhamento dado por Adnan Demachki sobre o projeto e o andamento dos processos públicos para a viabilização da ferrovia. Os representantes aproveitaram para tirar dúvidas com o secretário, principalmente sobre prazos de concessão e cronogramas de editais.

Ouviram também sobre as empresas que já assinaram termos de compromisso para o transporte de cargas usando a ferrovia, como a Mineração Irajá, que vai usar a logística paraense para o transporte de 20 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Além dela, a Alloys/PA, que se comprometeu a movimentar via Ferrovia Paraense 170 mil toneladas/ano de agregados de alumínio, e a Araguaia Níquel, que firmou compromisso de transportar 54 mil toneladas de ferro e de níquel, além de 130 mil toneladas/ano de carvão.

O secretário repetiu em Brasília o anúncio já feito em São Paulo, confirmando que as empresas Vale e Norks/Hydro, duas gigantes mundiais na extração de minério, assinaram com a ferrovia do Pará compromisso para o transporte de seus produtos. “Não existe ferrovia sem carga contratada e é com alegria que anunciamos também, aqui em Brasília, a exemplo do que fizemos em São Paulo, que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizá-la".

“Podemos dizer, numa comparação com um empreendimento comercial, que a Vale e a Norks/Hydro serão nossas ‘lojas-âncora’ e atrairão outras empresas, dando um forte impulso a este empreendimento, que engrandece o Pará e o Brasil”, afirmou Adnan.

Novas reuniões

Depois de Brasília, a agenda de reuniões técnicas e audiências públicas sobre a Ferrovia Paraense prossegue no estado do Pará, com o seguinte cronograma:

         15 de agosto – em Santana do Araguaia

         16 de agosto – em Redenção

         17 de agosto – em Marabá

         18 de agosto – em Paragominas

         22 de agosto – em Barcarena

         23 de agosto –  em Belém

O projeto

A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do Estado de Sul a Norte em 1.316 quilômetros, conectando-se com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos grandes mercados consumidores do Pará e do Brasil, como China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando os investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.

O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. Já existe mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.

A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.

A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.

Texto:

Pascoal Gemaque

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ferrovia Paraense é tema de reunião técnica em Brasília


07/08/2017 15:58h
Depois de São Paulo, foi a vez de Brasília receber a reunião técnica de apresentação do projeto da Ferrovia Paraense, o maior do setor de logística do Governo do Pará e um dos maiores do Brasil. “O encontro em São Paulo teve um caráter mais financeiro, com a participação de grandes executivos e investidores da área de logística, inclusive de outros países”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Adnan Demachki. “Já o encontro em Brasília foi de cunho mais institucional, onde reunimos setores governamentais, entidades de classe que representam o setor logístico e instituições de crédito, que são segmentos igualmente importantes para a realização do projeto”, afirmou.
Reunidos no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), representantes de órgãos como Ministério dos Transportes,  Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Banco do Brasil, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (APROSOJA),  Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, Governo do Estado do Tocantins e da própria ANTT, entre outros, acompanharam o detalhamento dado por Adnan Demachki sobre o projeto e o andamento dos processos públicos para a viabilização da ferrovia. Os representantes aproveitaram para tirar dúvidas com o secretário, principalmente sobre prazos de concessão e cronogramas de editais.
Ouviram também sobre as empresas que já assinaram termos de compromisso para o transporte de cargas usando a ferrovia, como a Mineração Irajá, que vai usar a logística paraense para o transporte de 20 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Além dela, a Alloys/PA, que se comprometeu a movimentar via Ferrovia Paraense 170 mil toneladas/ano de agregados de alumínio, e a Araguaia Níquel, que firmou compromisso de transportar 54 mil toneladas de ferro e de níquel, além de 130 mil toneladas/ano de carvão.
O secretário repetiu em Brasília o anúncio já feito em São Paulo, confirmando que as empresas Vale e Norks/Hydro, duas gigantes mundiais na extração de minério, assinaram com a ferrovia do Pará compromisso para o transporte de seus produtos. “Não existe ferrovia sem carga contratada e é com alegria que anunciamos também, aqui em Brasília, a exemplo do que fizemos em São Paulo, que a Ferrovia Paraense já tem compromissos de cargas necessários para viabilizá-la".
“Podemos dizer, numa comparação com um empreendimento comercial, que a Vale e a Norks/Hydro serão nossas ‘lojas-âncora’ e atrairão outras empresas, dando um forte impulso a este empreendimento, que engrandece o Pará e o Brasil”, afirmou Adnan. 
Novas reuniões
Depois de Brasília, a agenda de reuniões técnicas e audiências públicas sobre a Ferrovia Paraense prossegue no estado do Pará, com o seguinte cronograma: 
         15 de agosto – em Santana do Araguaia
         16 de agosto – em Redenção
         17 de agosto – em Marabá
         18 de agosto – em Paragominas
         22 de agosto – em Barcarena
         23 de agosto –  em Belém
O projeto
A Ferrovia Paraense deverá  cortar a porção oriental do Estado de Sul a Norte em 1.316 quilômetros, conectando-se com a Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos grandes mercados consumidores do Pará e do Brasil, como China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto é estimado em R$ 14 bilhões, considerando os investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga.
O licenciamento ambiental está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. Já existe mapeamento de desapropriações de 770  imóveis ao longo da ferrovia.
A possibilidade de coligação da Paraense com a Norte-Sul, num trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA) - trecho final da Norte-Sul - abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada.
A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios paraenses e tem capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas ano.
Por Pascoal Gemaque

Reuniões técnicas e audiências públicas vão debater o edital da Ferrovia Paraense


O Governo do Pará, por meio das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Transportes (Setran), realiza a etapa de reuniões técnicas e audiências públicas, conforme prevê a Lei Federal nº 8.666/93, para receber contribuições para aprimorar as minutas dos editais da licitação pública para a concessão da Ferrovia Paranese, que deve interligar o Estado de Norte a Sul em 1.312 quilômetros de extensão. A ferrovia também deve se conectar com a ferrovia federal Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém (RMB), um dos mais próximos da China, Europa e Estados Unidos.

A fase atual do projeto da Ferrovia Paraense prevê oito sessões, entre reuniões técnicas e audiências públicas, para a coleta de subsídios que vão modelar o edital de licitação para a concessão da construção, operação e manutenção do empreendimento, cujo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental foi aprovado no dia 7 de julho e pode ser acessado no site da Sedeme, no endereço www.sedeme.com.br. Ressalte-se que as reuniões de caráter ambiental serão realizadas em fase posterior, como prevê a legislação específica.

Às 10h desta segunda-feira, 7, os secretários estaduais Adnan Demachki (Sedeme) e Kléber Menezes, da Setran, explicam o projeto da Ferrovia Paraense a representantes do poder público federal, entidades de classe e do setor produtivo, em reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.

Na quinta-feira, 3, encontro similar ocorreu em São Paulo, com sucesso de público, em que mais de 100 investidores, grandes empresas, trading, brasileiras e internacionais conheceram a proposta da malha ferroviária do Pará, o maior projeto de logística do Governo do Estado e um dos maiores do Brasil.

A etapa paraense dessas sessões está programada para o período de 15 a 23 deste mês, nas cidades de Santana do Araguaia, Redenção, Marabá, Paragominas, Barcarena e Belém. Qualquer pessoa interessada pode participar dos debates mediante o preenchimento de ficha de inscrição que estará disponível nos locais dos citados encontros. Nesta fase, as discussões são restritas às condições do edital, conforme estabelece o art. 39 da Lei Federal nº 8.666/93.

Nos últimos meses, o Estado tem se empenhado para viabilizar o projeto ferroviário. À frente das articulações com os governos federal, estadual, municipal e o setor produtivo, Adnan Demachki tem sido cauteloso na condução do processo. “A ferrovia paraense deu mais um salto”, ele costuma dizer a cada conquista do projeto, cuja importância foi reconhecida como de âmbito nacional pelo governo federal, para quem a ferrovia paraense funcionará como extensão da Ferrovia Norte-Sul, conectando Açailândia, no Maranhão, a Barcarena, no norte do Estado.

A celeridade do processo exigido para a aprovação do projeto ferroviário pesou na decisão do governo federal em reconhecer sua estratégia como corredor viário competitivo para escoamento da produção nacional. O trajeto ferroviário foi concebido para passar apenas por território produtivo, evitando áreas indígenas, quilombolas, de florestas e assentamentos; o licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais.

Os estudos de impactos ambientais EIA RIMA para o licenciamento, o que em geral é um entrave em grandes obras de infraestrutura, foram concluídos após 12 meses de análises de campo, e entregues em dezembro do ano passado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Adnan Demachki anunciou em São Paulo, na semana passada, que as mineradoras Vale e Norski Hydro já se comprometeram em transportar parte de sua produção pela futura ferrovia paraense.

O governo federal retomou a proposta de concessão da Ferrovia Norte Sul no trecho Anápolis (Góias)/Estrela do Oeste e também vem realizando reuniões e audiências públicas sobre o citado empreendimento, com lançamento de edital previsto para novembro e leilão agendado para fevereiro de 2018.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará, o investimento na construção da ferrovia paraense é de R$ 14 bilhões. O termo de compromisso de carga a ser assinado pela Vale e Hydro com Estado, deverá representar até 15% da capacidade de escoamento da futura estrada de ferro, que será de 170 milhões de toneladas por ano de commodities (minérios e grãos).

"Além da Vale e Hydro, outros grandes embarcadores estão interessados no projeto, uma sinalização do mercado de que a ferrovia se apresenta como viável, com a perspectiva de um processo licitatório bem-sucedido’’, enfatizou Adnan Demachki.

Texto:
Valéria Nascimento

sexta-feira, 31 de março de 2017

Sedeme apresenta projeto da Ferrovia Paraense


Empresários, industriais, prefeitos, dirigentes de entidades de classe e secretários de Estado lotaram o 9º andar da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), na noite de segunda-feira (27) para conhecer os detalhes técnicos do projeto da Ferrovia Paraense. O encontro foi conduzido pelo titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, que preside o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas do Estado do Pará e está à frente das interfaces com os atores do maior projeto em curso hoje no estado.
A proposta de implantação da ferrovia paraense partiu da iniciativa privada ainda em 2015, quando a empresa Pavan Engenharia solicitou do Estado autorização para realizar os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para implantação do novo modal de transporte. Após 16 meses, os levantamentos estão sob aprovação da Sedeme.
O projeto prevê a construção de 1.316 quilômetros de ferrovia que passarão por 23 municípios, interligando o Pará de norte a sul. Maurício Girardello Filho, da Pavan Engenharia, afirmou que o empreendimento conectará a cidade de Barcarena à Santana do Araguaia, prevendo a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra, cujo custo está avaliado em 14 bilhões de reais.
“Estamos cada vez mais próximos de termos um corredor viário competitivo, que será estruturante para o Pará e para o Brasil”, frisou o secretário Adnan Demachki, acrescentando que o importante, nesse momento, “é ter visão e clareza do que queremos e, sobretudo, garantir transparência no que fazemos”.
O secretário estadual de Transportes, Kleber Menezes, que tem assento no Comitê Gestor de PPPs, avaliou positivamente a condução das etapas necessárias para a materialização do projeto da ferrovia. “O proponente privado fez um investimento pesado na concepção dos estudos, um trabalho extremamente denso, volumoso, que dá o primeiro dos suportes, que é a viabilidade técnica, para um projeto desse porte”, afirmou, referindo-se à empresa Pavan Engenharia.
“O secretário Adnan Demachki nos mostrou todos os passos que o Estado tem dado para alicerçar esse projeto. Mais do que um facilitador, o governo é protagonista desse empreendimento na medida em que ele o prioriza, assumindo a necessidade de desapropriações no traçado - a serem custeadas com recursos privados, é claro - e prioriza a consolidação de um ambiente seguro e atrativo para que empresas possam se unir ao projeto da ferrovia, e isso também já é uma realidade”, assinalou Kleber Menezes, citando o interesse de grandes grupos empresariais em se apropriarem da ferrovia para o transporte de suas cargas com vistas ao mercado global.
Na ocasião, executivos de empresas como a Irajá Mineração, Cevital e Alloys Pará apresentaram ao governo do Estado compromissos de carga, empenhando-se a transportar milhões de toneladas de minério de ferro, de aço e seus derivados pela ferrovia. Prefeitos de 12 municípios por onde a ferrovia passará também autorizaram o trânsito dessa carga em suas circunscrições.
”Vimos aqui empresas do agronegócio e da mineração declarando que querem se utilizar da ferrovia para o transporte de suas cargas. Isso é mais uma prova concreta que fomos precisos ao apostar no desenvolvimento deste projeto”, avaliou o titular da Setran.
O presidente do Sindicado das Indústrias da Mineração (Simineral), José Fenando Gomes, destacou que a ferrovia é vital para a competitividade dos negócios no Pará. “Para nós, do setor da mineração, é de fundamental importância que esse projeto saia do papel, como bem frisou o secretário Adnan Demachki, e para isso é preciso que as entidades, o governo e o setor privado se unam”, conclamou, salientando que os estudos de viabilidade identificaram as 26 principais ocorrências de minérios no território paraense.
“Foi um trabalho muito bem feito pela Sedeme e as empresas que detêm a exploração dessas ocorrências minerais estão presentes nesta reunião. O Simineral está de portas abertas para recebê-las para que, juntos, possamos fortalecer o setor e fazer dele o que sempre sonhamos”, concluiu.
“A ferrovia é um sonho antigo da Fiepa, ela integra o Estado e é um esteio para o Programa Pará 2030, que eu costumo dizer que é de toda a sociedade paraense e não apenas do governo. Estamos em sintonia com a Sedeme, colocando nossas instalações e nossa expertise a serviço desse projeto”, declarou o vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça.
Para o presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Lúcio Fábio Costa, o evento da noite desta segunda-feira mostrou a força da iniciativa e a forte adesão da sociedade paraense ao projeto da ferrovia. “Aqui há um público seleto capaz de dar sustentação concreta para um projeto como esse, que é maravilhoso. É uma oportunidade que o Pará tem de pensar sua logística em longo prazo. Hoje mesmo investidores já se comprometeram com a proposta que, acredito, constitui um importante corredor de escoamento para o Brasil a partir da região Norte, considerando um complexo de portos que temos estrategicamente dispostos, sem falar nos que ainda serão instalados a partir disso”, afirmou Fábio Lúcio.
Por Valéria Nascimento