Relógio Humano

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domingo, 1 de outubro de 2017

Filhotes de tracajá são soltos no Parque Estadual do Utinga



Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) soltaram 150 filhotes de tracajá (espécie de quelônio), no Lago Água Preta, no Parque Estadual do Utinga, na Região Metropolitana de Belém, na noite de quinta-feira (28).
As espécies são excedentes de um zoológico de São Francisco do Canindé, interior do Ceará, e foram trazidas à capital paraense pela médica veterinária do Ibama Christina Wippich Whiteman. Em época de reprodução da espécie, os excedentes são comuns, e a soltura é o melhor procedimento, desde que ocorra em locais adequados para os animais.
O tracajá é uma espécie de cágado comum na Amazônia. Quando nascem, os filhotes são muito delicados e pequenos, por isso a preocupação de órgãos de conservação e proteção com os locais de desova.
Controle - De acordo com Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém (GRB/Ideflor-bio), historicamente o Parque do Utinga é um lugar apropriado para soltura de animais. Atualmente, esse trabalho vem sendo feito com maior controle do órgão. “Temos que ter este controle, verificar se os animais estão aptos para a soltura, e fazer a análise sanitária necessária”, contou o gerente.
Ainda segundo Júlio Meyer, as espécies passaram por inspeção sanitária antes da viagem para a Belém, e realizaram exames para detectar a presença de Salmonela (bactéria causadora de doenças transmitidas ao homem). Com resultado negativo, os animais foram soltos na natureza.

Por Denise Silva

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Filhotes de tracajá são soltos no Parque Estadual do Utinga


Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) soltaram 150 filhotes de tracajá (espécie de quelônio), no Lago Água Preta, no Parque Estadual do Utinga, na Região Metropolitana de Belém, na noite de quinta-feira (28).
As espécies são excedentes de um zoológico de São Francisco do Canindé, interior do Ceará, e foram trazidas à capital paraense pela médica veterinária do Ibama Christina Wippich Whiteman. Em época de reprodução da espécie, os excedentes são comuns, e a soltura é o melhor procedimento, desde que ocorra em locais adequados para os animais.
O tracajá é uma espécie de cágado comum na Amazônia. Quando nascem, os filhotes são muito delicados e pequenos, por isso a preocupação de órgãos de conservação e proteção com os locais de desova.
Controle - De acordo com Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém (GRB/Ideflor-bio), historicamente o Parque do Utinga é um lugar apropriado para soltura de animais. Atualmente, esse trabalho vem sendo feito com maior controle do órgão. “Temos que ter este controle, verificar se os animais estão aptos para a soltura, e fazer a análise sanitária necessária”, contou o gerente.
Ainda segundo Júlio Meyer, as espécies passaram por inspeção sanitária antes da viagem para a Belém, e realizaram exames para detectar a presença de Salmonela (bactéria causadora de doenças transmitidas ao homem). Com resultado negativo, os animais foram soltos na natureza.

Por Denise Silva

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ave símbolo do Brasil, Ararajubas voltarão a voar pelo Parque Ambiental do Utinga



Após mais de 60 anos sem nenhum registro de aparição na Região Metropolitana de Belém, por conta de um processo de extinção, chegaram nesta segunda-feira, 7, a Belém, vindas de São Paulo, 12 exemplares de Ararajuba, uma ave típica da região Norte e que está sendo reintroduzida em seu habitat natural. O Programa de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas (Guaruba guarouba) em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém é desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e a pela Fundação Lymington, de São Paulo.
A ação tem como objetivo a reinserção dos animais em seus habitats naturais. A primeira área a receber as ararajubas é o Parque Estadual do Utinga (PEUt), onde as aves, que chegaram ontem, passarão por um processo de readaptação em viveiros e depois serão reintroduzidas na área aberta do Parque do Utinga, Área de Proteção Ambiental (APA) da Região Metropolitana de Belém, APA do Combu, Refúgio de Vida Silvestre, na Alça Viária, e APA do Abacatal, em Ananindeua.
No parque, os animais passarão por uma fase de readaptação de quatro meses, até que sejam libertadas na natureza. A previsão é que a soltura seja realizada no início de outubro. O Professor Doutor Luis Fábio da Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, que coordena tecnicamente o projeto, explica que as aves existiam na fauna de Belém e despareceram entre as décadas de 40 e 50 por causa da expansão urbana, do desmatamento e do comércio ilegal de animais silvestres.
Hoje, a ocorrência de ararajubas se dá em pequena parte do estado do Maranhão, pequena parte do Pará e pequena parte do Amazonas. “ É uma ave bastante ameaçada, mas que tem se reproduzido com sucesso em cativeiros. É uma das aves mais bonitas da região e que só existe na Amazônia Brasileira”, comenta o pesquisador.
Ele ressalta ainda que o Brasil é o País que mais tem ocorrências de espécimes de papagaios e a ararajuba, por causa de sua plumagem, nas cores amarelo e verde, são bem representativas da fauna e da natureza brasileira. “A ararajuba é um animal que ajuda na recomposição de outros animais e da própria floresta, como dispersora de sementes, e controla o crescimento de outras árvores”. Nesta terça-feira (9), às 14 horas, na sede do Ideflor, o pesquisador apresentará o projeto ao público.
Um dos mais emocionados com a achegada das ararajubas em Belém era o diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-bio, Crisomar Lobato. Ele comenta que muitas gerações ainda não conhecem a beleza das ararajubas por causa de sua extinção na região. “É um trabalho complexo e delicado, mas queremos devolver esta ave de extrema beleza ao seu habitat”, comenta. Ele destaca que o primeiro registro da espécie se data de 1848, quando foram identificadas pelos pesquisadores.
O projeto está sendo coordenado pelo Dr. Luís Fabio Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), sob a execução do biólogo Marcelo Vilarta, Mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A espécie ararajuba está na lista nacional de animais em extinção, na categoria ‘vulnerável’ (que enfrenta um risco elevado de extinção na natureza em um futuro bem próximo).
Parque Ambiental do Utinga - O Parque Estadual do Utinga (PEUt), localizado na Região Metropolitana de Belém, é uma Unidade de Conservação (UC) administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio). Foi criada em 1993 e objetiva a proteção sanitária dos lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem cerca de 70% da população de Belém.
Com mais de 1.300 hectares, a área, classificada como uma UC de uso sustentável, preserva ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza, estimulando a realização de pesquisas científicas e incentivando o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, incluindo o turismo ecológico. Seu funcionamento foi readequado às regras do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) em 2008, por meio de decreto.
Atualmente, o Parque do Utinga está fechado para visitação por conta das obras de revitalização. Os trabalhos envolvem a estrutura de acolhimento, que habilitará a área como um dos mais importantes espaços para o turismo na Amazônia e a fixará como uma grande opção de lazer em áreas naturais para os moradores da capital paraense.
Por Márcio Flexa

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Aves extintas em Belém serão reintegradas no Parque do Utinga

As 12 ararajubas, que passarão por um processo de adaptação, para serem soltas no Parque Estadual do Utinga, chegarão a Belém nesta segunda-feira, 7. A ave está extinta na Região Metropolitana de Belém, e se encontra na categoria de vulnerável (risco elevado de extinção na natureza em um futuro bem próximo) na lista nacional de animais ameaçados de extinção.

Nesta terça-feira, 8, as aves serão levadas para o Parque Estadual do Utinga para iniciarem o treinamento. Às 14h30, será realizada uma breve apresentação do Projeto das Ararajubas, no auditório do Ideflor-bio, pelo Prof. Dr. Luis Fábio da Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O trabalho de soltura será realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do estado do Pará (Ideflor-bio), Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e pela Fundação Lymington (SP), por meio do projeto "Reintrodução e Monitoramento de Guaruba guarouba (ararajuba) em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém", que vem sendo realizado desde o ano passado.

As aves ficarão instaladas em um aviário, que foi construído no Parque, especialmente para elas, onde passarão por uma espécie de treinamento, que dura quatro meses, em média, até que elas estejam adaptadas à soltura. O trabalho é de grande importância para a perpetuação da espécie.

Mais informações

A Ararajuba, também conhecida como Guaruba, é chamada de ave símbolo do Brasil por possuir as cores principais da bandeira nacional e porque só existe na região Norte do Brasil. Ao lado dos desmatamentos, a caça pelo homem, que a considera um dos mais cobiçados troféus do mercado ilegal de aves, tem sido responsável pelo desaparecimento de grande quantidade delas.

Uma espécie endêmica do Brasil, a ararajuba (Guaruba guaruba) é encontrada exclusivamente na área entre o norte do Maranhão, sudeste do Amazonas e norte do Pará; e sempre ao sul do Rio Amazonas e leste do Rio Madeira. Há registros de avistamentos em Rondônia e extremo norte do Mato Grosso, na década de 1990.

A população total das Ararajubas nunca foi grande e está diminuindo cada vez mais por causa das atividades humanas. Na Amazônia, os maiores índices de desmatamento acontecem nas áreas de ocorrência dessa espécie, tornando a sobrevivência da Ararajuba um enorme problema. Além disso, o tráfico ilegal de aves é outro fator que contribui decisivamente para a redução dessas aves no planeta. Bandos inteiros, muitas vezes com filhotes recém-nascidos, são transportados ilegalmente para o sudeste e vendidos em feiras clandestinas para criadores ou revendedores por altos preços.

Sobre o Parque do Utinga

O Parque Estadual do Utinga (PEUt), localizado na Região Metropolitana de Belém, comemorou 24 anos no mês passado. Atualmente o parque passa por uma reforma. A Unidade de Conservação, administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), foi criada em 1993, e objetiva a proteção sanitária dos lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem cerca de 70% da população de Belém.

Sugestão de Entrevistado:

Soraya Alves (Diretoria de Gestão da Biodiversidade/Ideflor-bio) (91 98496-7909)
Crisomar Lobato (Diretoria de Gestão da Biodiversidade/Ideflor-bio) (91 99986-6085)

Texto:

Bruna C.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ideflor-bio lança licitação para execução de inventário florestal


O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-bio) lançou, nesta quarta-feira (02), uma concorrência pública para contratação de prestação de serviços de elaboração e execução de inventário florestal amostral, na Área Reservada pelo Decreto Estadual nº 105/2011, para implantação do Centro de Treinamento para Manejo Florestal Madeireiro e Não-Madeireiro do Estado do Pará. A abertura do certame ocorrerá no dia 20 de setembro, às 10h , na sede do Ideflor-bio.
A área faz parte do conjunto de Glebas Mamuru-Arapiuns, onde está cercada de projetos de assentamento Estaduais e Federais, além da UMF I do lote de concessões florestais ofertado pelo Estado, e tem como destinação específica a de implantação do Centro de Treinamento, o qual funcionará com base em treinamentos e demonstrações de atividades relacionadas a operação da exploração florestal, visando atender a demanda das comunidades locais, organizações governamentais; instituições de pesquisa, ensino e extensão, sociedade civil e empresas do setor privado.
O centro objetiva promover a política florestal, o desenvolvimento tecnológico, o fomento técnico e financeiro às atividades florestais de forma sustentável, por meio de práticas de manejo que preservem o meio ambiente e garantam o acesso aos recursos florestais às futuras gerações, com impacto ambiental reduzido.
O edital da Concorrência Pública nº 04/2017, bem como seus anexos, poderão ser retirados na sede do Instituto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, mediante um dispositivo eletrônico de armazenamento (pen drive, CD-R) ou pelo site www.ideflorbio.pa.gov.br, por meio da simples apresentação do “Anexo XX – Termo de Retirada de Edital”, junto ao Protocolo da Instituição.
Os envelopes de documentação e propostas deverão ser entregues, pessoalmente ou via correios, no setor de Protocolo do Ideflor-bio, situado na Av. João Paulo II, s/n, Parque Estadual do Utinga, Curió-Utinga, CEP 66.610-770, impreterivelmente até as 9h do dia 20 de setembro. Somente serão aceitos os envelopes que forem entregues no setor de Protocolo até a hora indicada, independente da hora de postagem, de caso fortuito ou força maior. Para mais informações, acesse: https://goo.gl/zA7LHC.

Por Denise Silva