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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Ministro da Justiça se reúne com o governador Simão Jatene

Governador Simão Jatene

Ministro da Justiça Torquato Jardim


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, participará, nesta quinta-feira, 14, às 11h, de uma reunião com o governador Simão Jatene, no Palácio do Governo. A reunião faz parte de uma série de encontros realizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com órgãos governamentais ligados ao tema segurança pública em todo o país. A ideia é verificar o que há de específico que deve ser contemplado e tratado adequadamente na Política Nacional de Segurança Pública.


Texto:

Bruna C.

Missão Ásia: Pará parte em busca de novos investimentos em infraestrutura e sustentabilidade


Apenas cerca de quinze dias após o encerramento da 9ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o governador Simão Jatene cumpre, a partir da próxima semana, e extensa agenda na China e Indonésia. A missão oficial tem como meta fechar parcerias para garantir novos investimentos em infraestrutura e fortalecer ainda mais a relação comercial com os chineses. Entre os encontros, estão previstas reuniões com a direção da China Communications Constructions Company (CCCC), uma das líderes mundiais em construção e projetos de infraestrutura, com mais de 100 anos de experiência.
O momento é oportuno para buscar estabelecer e firmar parcerias. No encerramento da 9ª Cúpula do BRICS, o presidente chinês Xi Jinping informou que a China vai destinar US$ 500 milhões para um fundo de assistência de cooperação Sul-Sul. O presidente chinês lembrou que os países emergentes responderam por 80% do crescimento global no ano passado, tornando-se um dos principais motores da economia mundial.
Relações comerciais fortes - Atualmente, a China é o principal destino das exportações do Pará. Somente em 2016, as empresas chinesas importaram do Pará mais de US$ 3,5 bilhões em produtos do Estado, gerando participação de um terço (33%) do total das exportações paraenses. Em 2017, entre janeiro e agosto, a China aumentou ainda mais sua participação e já abocanha 40% das exportações. Nos primeiros oito meses do ano, o Pará vendeu para a China mais do que em todo o ano de 2016: já foram mais de US$ 3,6 bilhões em produtos, de um total de US$ 9,2 bilhões.
Vale lembrar que em 2016 o Pará registrou o terceiro melhor saldo da Balança Comercial Brasileira. No mesmo período, o Brasil registrou saldo de US$ 42 bilhões. Em relação a 2015, ao contrário do Brasil, que registrou queda de 3% nas exportações, o Pará apresentou variação positiva de 2,3% nesse componente O principal item da pauta de exportação paraense ainda é a mineração, com participação de 83%, sendo que o minério de ferro responde por 38% das vendas para o exterior.
Em busca de investimentos - O deslocamento da equipe paraense inicia em São Paulo, na próxima terça-feira (19) e a chegada a Pequim, na China, será na quarta-feira (20), pela noite. Já no dia seguinte (21), o governador Simão Jatene terá encontro com representantes da China Communications Constructions Company (CCCC), para apresentar o projeto da Ferrovia Paraense. Nos encontros, também estarão presentes os deputados estaduais Martinho Carmona (PMDB), Dirceu Ten Caten (PT), Lélio Costa (PCdoB), Milton Campos (PSDB) e Tiago Araújo (PPS). Os parlamentares já tinham agenda programada na China, atendendo convite do Parlamento de Xangai, e adaptaram a programação para também participar dos encontros em Pequim. “Entendemos que este pode ser um momento muito importante para o desenvolvimento do Pará”, destacou Carmona.
O projeto da ferrovia despertou o interesse dos chineses após reunião entre o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang e o secretário Adnan Demachki, em Brasília, há cerca de dois meses. “O Pará é um gigante na produção de minérios, tendo ainda grande capacidade de produzir alimentos, possui boa hidrologia, muitos rios e tem todas as condições de crescer ainda mais com a construção dessa ferrovia, escoando não só sua produção, mas a de outras regiões do Brasil”, completou Li Jinzhang. Agora, diretamente com executivos da CCCC, o Pará irá apresentar a Ferrovia Paraense e outras oportunidades de investimento no Estado.
“Nosso esforço é garantir mais parceiros interessados diretamente na ferrovia, o que garante mais logística. Com isso, possibilitamos o cenário ideal para a chegada de novos empreendimentos que ajudem na verticalização da nossa produção”, explica o secretário de desenvolvimento, Adnan Demachki. Outro objetivo da missão é que, paralelamente às agendas já programadas com o governador Simão Jatene, o secretário de Desenvolvimento e a coordenadora de Relações Internacionais, Larissa Chermont, possam articular reuniões com investidores dispostos a conhecer mais o potencial paraense e intensificar as relações comerciais, atraindo investimentos e gerando empregos no Pará.
Saída pelo Norte - A Ferrovia Paraense atravessa a porção oriental do estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos principais mercados consumidores do Brasil – China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto está estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. O traçado do projeto da Ferrovia Paraense não passa por áreas indígenas ou quilombolas, nem florestas densas, o que é um elemento fundamental para que o empreendimento avance sem gerar degradação ao meio ambiente.
A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, em um trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA), abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios do estado e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas por ano.
Na quinta-feira (22), o Governo do Pará participa de várias reuniões contidas pelo Sub-Fórum do BRICS, onde serão discutidos desdobramentos e possibilidades de parcerias mais detalhadas, após o encontro ocorrido entre os presidentes membros, há duas semanas. Pela manhã, o Pará estará presente nas discussões sobre reforma e governança, com o tema “Promovendo cooperação e inovação, construindo conexão em infraestrutura”, especialmente na área de transportes. Ainda pela manhã, os debates vão discorrer sobre desenvolvimento e sustentabilidade na área de infraestrutura entre os países do BRICS e os desafios da cooperação inovadora na mesma área.
Na tarde desse mesmo dia, o governador Simão Jatene reúne com a direção do Instituto Confúcio, entidade que está presente no Pará em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa) e possui mais de 600 sedes, nos cinco continentes. A chegada do Instituto Confúcio no Pará marca a integração dos dois países, a aproximação na economia e na produção de conhecimento, áreas estratégicas no âmbito do BRICS.
Já no sábado (23), os representantes dos países membros do BRICS farão visitas técnicas em indústrias chinesas e nos grandes projetos de infraestrutura de transporte e logística da China.
Em busca de novas parcerias - Após as audiências na China, a comissão segue no domingo (24) para a Indonésia, onde o Pará participa e marca posição como um dos estados da Amazônia na reunião anual do GCF Task Force, a Força Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF), que desta vez ocorrerá em Balikpapan, na Indonésia, e que está sendo definida como uma etapa preliminar das discussões que antecedem a COP 23, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que ocorrerá em novembro, na Alemanha.
Na reunião do GCF, o Pará apresentará resultados de políticas adotadas que já apresentam queda do desmatamento, além de novas iniciativas que vêm sendo desenvolvidas, como o Pará Sustentável, programa que possui três eixos, nas áreas ambiental, social e da produção. Na concretização desse esforço nos territórios está o Programa Municípios Sustentáveis, que tem como meta o fomento ao desenvolvimento municipal a partir de planejamento integrado, da governança interfederativa, da assistência técnica e do sistema de financiamento de infraestrutura, tanto público, quanto privado.
O programa, inovador no Brasil, é orientado pelas diretrizes de desenvolvimento do Pará Sustentável e interage com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A agenda, com 17 objetivos que tratam de temas como pobreza, fome, bem-estar e educação, deve ser cumprida por todos os países até 2030. Atualmente, mais de cem dos 144 municípios paraenses já aderiram ao Programa Municípios Sustentáveis.
Programação no Encontro Anual - A comitiva paraense chegará à Indonésia na segunda-feira (25), quando serão realizadas as primeiras reuniões de apresentação de possibilidades de investimentos e negócios entre os países membros do GCF. Na terça (26), haverá as primeiras reuniões preparatórias entre os governadores e equipes técnicas. A abertura oficial ocorrerá na quarta-feira (27), com participação também do governo da Noruega e da Secretaria Executiva das Nações Unidas para Mudanças Climáticas. Entre os temas que serão debatidos no primeiro dia do evento está a troca de conhecimento sobre “Políticas de desenvolvimento de alianças com indígenas e comunidades tradicionais”, “Abordagens para produtores de desenvolvimento sustentável” e “Financiamento da conservação florestal e de baixas emissões”.
O governador Simão Jatene foi escolhido para abordar os desafios da sustentabilidade e a necessidade de construção de parcerias durante Sessão Plenária, na quinta-feira (28), que contará com participação de 35 governadores de estados de diferentes países membros do GCF, além de ministros de Estado e investidores e lideranças do setor privado que buscam por projetos de desenvolvimento sustentável para estudar possibilidades de fomento e financiamento. No dia seguinte, a comitiva paraense inicia o regresso ao Brasil, chegando a São Paulo no sábado (30).
Sobre a reunião do GCF - A Reunião Anual do GCF é uma oportunidade única para avançar nos compromissos dos Estados e províncias membros do GCF no objetivo de proteger as florestas e o clima, ao mesmo tempo em que aumentam os meios de desenvolvimento sustentável. O encontro será uma plataforma de colaboração para criar novas parcerias entre as jurisdições na Indonésia, México, Brasil, Peru, Nigéria, Colômbia e Costa do Marfim, setor privado e sociedade civil. O Pará é um dos Estados membro do GCF e tem obtido destaque no combate ao desmatamento ilegal e concretização de políticas públicas de sustentabilidade.
Pará apresenta queda do desmatamento - O trabalho desenvolvido pelo Governo do Pará na área ambiental nos últimos anos já surte efeito. De acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados na última terça-feira (22), o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano. O Pará apresentou queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados no estado (com redução de 31%) quanto na proporção total na Amazônia Legal (que passou de 28,8% para 25,2%).
Para esse resultado, o mais representativo da Amazônia, foi fundamental o investimento em novas tecnologias e em ferramentas de gestão. Entre elas, está o Centro de Monitoramento Ambiental (Cimam), estrutura inaugurada este ano e que atua na preservação e conservação do meio ambiente no Pará e na Amazônia, com capacidade de produzir, compartilhar e divulgar dados mediante gerenciamento de todas as bases de informações.
Uma dessas bases é o projeto "De Olho na Floresta", sistema de monitoramento ambiental do Pará desenvolvido com atenção especial para os recursos florestais, que auxilia o processo desde o licenciamento até o monitoramento ambiental, utilizando tecnologia como imagens de satélite de alta resolução, com garantia de segurança técnica na apreciação dos projetos e da cobertura florestal. As informações obtidas são disponibilizadas para consulta pública por meio do Portal da Transparência, outra inovação implantada pela Semas.
Além do "De Olho na Floresta" e "Portal da Transparência", as ferramentas de gestão ambiental do Estado são o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programa de Regularização Ambiental do Estado do Pará (PRA) e o Simples Ambiental, todos modelos de gestão pautados na transparência e tecnologia, que buscam facilitar os procedimentos de produtores rurais, empresários e demais empreendimentos ambientais.
Também é peça fundamental nesse trabalho o esforço desenvolvido pelo Programa Municípios Verde. O PMV é considerado um importante programa de articulação, fundamental no trabalho de combate ao desmatamento e incentivo à produção rural sustentável, seus dois principais eixos de atuação, e cujas ações estratégicas são voltadas para o ordenamento ambiental e fundiário, e também para o fortalecimento da gestão ambiental, com foco em pactos locais, no monitoramento do desmatamento, na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na estruturação da gestão ambiental dos municípios participantes.
Em seis anos de programa , 16 municípios já receberam o certificado de Município Verde e outras dezenas mudaram sua forma de planejar a gestão ambiental. Em eles, o desmatamento hoje é inferior a 40 quilômetros quadrados, uma das sete metas para receber a certificação. Eles também possuem pelo menos 80% das áreas cadastráveis inseridas no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR/PA) e um grupo de combate ao desmatamento.
Atualmente, o PMV possui 108 signatários que assinaram um Termo de Cooperação com o programa para trabalharem nas metas do projeto.Um dos principais motivos facilitadores para que as ações executadas nos últimos dois anos pelo Programa Municípios Verdes tenham avançado é que o PMV tem o maior projeto já aprovado junto ao Fundo Amazônia, no valor de R$ 82,2 milhões. Os recursos estão sendo utilizados para executar uma série de ações voltadas para o controle do desmatamento e o fortalecimento da gestão ambiental municipal. 
Por Governo do Estado do Pará

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Governador entrega obras e assina ordens de serviço nas regiões nordeste, sul e sudeste do Estado


O governador Simão Jatene cumpre extensa agenda nas regiões nordeste, sul e sudesto do Estado, a partir deste final de semana. Em Capitão Poço, o primeiro município da agenda, na manhã desta sexta-feira, 1º, o governador irá inaugurar a nova Unidade Integrada de Policiamento (UIPP). No sábado, 2, ele participa da ordenação episcopal do monsenhor Antônio de Assis Ribeiro, nomeado pelo Papa Francisco Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém, às 10h, na praça Lauro Sodré, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Ourém.

No domingo, 3, às 10h, Simão Jatene entrega, no município de Dom Eliseu, 32 títulos de assentamento. No sudeste do Pará, na segunda-feira, 4, em Santana do Araguaia, às 9h, o governador irá inaugurar a PA-411, no valor de R$ 65 milhões, e de lá parte para o município vizinho, São Geraldo do Araguaia, onde assinará a ordem de serviço para a pavimentação asfáltica da PA-477, com a construção de 13 pontes em concreto.

Os investimentos para a UIPP de Capitão Poço somam o valor de R$ 1.537.463,54 relacionados à construção da unidade. Foram investidos ainda, R$ 107.761,00 referentes à aquisição de material de informática e de mobiliário. O prédio tem sete salas, sendo cinco utilizadas para atendimento à população e duas de custódia. Possui, ainda, quatro alojamentos, para o uso de policiais civis e militares, além de uma copa/cozinha e uma sala de convivência para os policiais. A Secretaria do Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) já construiu, de 2011 a 2017, 52 unidades com esse modelo de atendimento policial.

Regularização Fundiária

Um montante de 32 títulos de terra será entregue em Dom Eliseu, no nordeste do Pará, em forma de concessões para os assentamentos Alto Bonito e Nova Esperança, todos fruto de doação, e um da área patrimonial do município. A emissão desses documentos é resultado de uma força-tarefa iniciada pelo Instituto de Terras do Pará (Iterpa), para avançar no processo de regularização fundiária do Estado. Nos últimos dois anos e meio, o órgão já concedeu em torno de 2.200 títulos de terras, superando os 1.800 entregues no quadriênio 2011-2014.

Para celebrar esses avanços, a atual gestão deu passos importantes: terceirizou os serviços de georreferenciamento, montou uma força-tarefa para avançar no trabalho de vistoria no campo e mudou procedimentos administrativos para tornar mais ágeis as ações do órgão e a tramitação dos processos. Até o final do ano, novos títulos serão entregues, contemplando também famílias de remanescentes de quilombos. O título coletivo da comunidade Ilha Grande de Cupijó, no município de Cametá, já foi concluído, e mais três se encontram em fase de conclusão.

Também como resultado do esforço concentrado, o Instituto de Terras do Pará arrecadou, somente no primeiro semestre deste ano, cerca de 600 mil hectares de terras para atender os processos de regularização fundiária em tramitação no órgão. O número representa o dobro das terras arrecadadas no ano passado. Novas equipes já estão em campo para pesquisas cartoriais em sete municípios, a fim de avançar ainda mais neste trabalho.

Infraestrutura

A Rodovia PA-411 ligará o município de Santana do Araguaia ao distrito de Barreira do Campo. Na solenidade de inauguração estará presente, além do governador do Estado, o secretário de Transportes, Kleber Menezes. A Secretaria de Estado de Transportes (Setran) investiu mais de R$ 65 milhões nos serviços de terraplenagem, pavimentação asfáltica, sinalização horizontal e vertical, drenagem de águas pluviais, proteção ambiental, construção do trevo que liga à Rodovia BR-158, fixação de guardrail e construção de uma ponte em concreto próximo ao distrito de Barreira do Campo, atendendo ao apelo da população local, estimada em mais de 68 mil habitantes, bem como daquelas pessoas que necessitam da via para o desenvolvimento de suas atividades profissionais.

A obra contemplou os 46 km da via, que começa no Entroncamento da BR-158 e chega ao Porto Trajano, foi realizada pela empresa Engeterra Engenharia e Terraplenagem Ltda., e constitui-se em um projeto estadual que vai ligar o Pará aos Estados do Tocantins e Mato Grosso. A região, extremamente produtiva, está intimamente vinculada a esses estados, que agora ficam mais próximos, com maiores possibilidades para o escoamento da produção agrícola, especialmente de grãos.

A inauguração da estrada vai resultar, também, na facilitação do uso do modal hidroviário que atende a região. Kleber Menezes revelou que “houve um investimento significativo do concessionário da travessia do Porto Trajano, que liga a BR-158 às margens do Rio Araguaia”, ampliando, assim, a qualidade das vias de transportes do extremo sul do Pará. Além do otimismo levado à região, pela segurança no tráfego e por proporcionar todo o escoamento de grãos da região sul do Pará, conforme informações do secretário Kleber Menezes, a estrada também representa uma nova porta de entrada aos municípios da região, que recebem investidores de estados fronteiriços, como Tocantins e Mato Grosso, em busca de oportunidades do agronegócio paraense.

Em São Geraldo do Araguaia, o governador assinará a ordem de serviço para a construção de 13 pontes em concreto armado (PA-477) e para a pavimentação do trecho no Entroncamento da BR-153. Ao todo são 260 metros de pontes na Região de Integração Carajás, sob jurisdição do 5º Núcleo Regional. Para esta obra está previsto um investimento no valor de R$ 10.735.903,54 em recursos estaduais. A segunda ordem de serviço diz respeito às obras de pavimentação da PA-477, no trecho Entroncamento da BR-153 / Piçarra, com extensão de 8 km, na Região de Integração do Carajás no valor de R$ 12.842.054,11.

Banpará

No município de São Félix do Xingu, o vice-governador do Estado, Zequinha Marinho, irá inaugurar, na segunda-feira, 4, uma agência do Banco do Estado do Pará (Banpará). Esta é a 113ª agência no Pará, sendo que agora são 97 municípios atendidos pelos serviços bancários. Em 2017, o Banco já fez a entrega das agências de Trairão, Cachoeira do Arari, Aurora do Pará, Augusto Corrêa e as novas instalações das agências Maracanã, Anapu, Concórdia do Pará, Tracuateua, Goianésia do Pará e Primavera, além dos Postos de Atendimento da Polícia Civil e Uepa, que foram totalmente reformados.

Em 2016, o Banpará expandiu sua rede de atendimento para seis municípios: Ourilândia do Norte, Tucumã, Curralinho, Medicilândia, Curionópolis e Melgaço, e transformou outros 14 postos de atendimento em agências nos municípios de Abel Figueiredo, Água Azul do Norte, Anapu, Afuá, Brejo Grande do Araguaia, Curuá, Floresta do Araguaia, Garrafão do Norte, Primavera, Santo Antônio do Tauá, Sapucaia, Terra Santa, Tracuateua e Vitória do Xingu.

Texto:

Márcio Flexa

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Mudança em Lei altera forma de envasamento de águas adicionadas de sais no Pará

Ao comprar água para suas casas, comércios ou outros estabelecimentos, poucas pessoas sabem que existem dois tipos delas e que o preço de uma em relação à outra têm grande diferença. Esse desconhecimento vem causando diversos problemas ao consumidor.

Um decreto do governador Simão Jatene, publicado neste mês de agosto, fez alterações na Lei 8.461, de janeiro deste ano, que estabelece regras para o envasamento de água. Agora, a lei aponta os parâmetros e padrões mínimos para a correta identificação e diferenciação das embalagens retornáveis da água adicionada de sais, para não prejudicar o consumidor.

A Lei estabelece, ainda, a proibição do envase de água em garrafão que não seja da mesma marca da empresa, assim como a diferenciação de litragem e coloração dos garrafões das águas adicionadas de sais.

Milton Santos, chefe da Divisão de Controle da Qualidade dos Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa, explicou a mudança. “Agora, águas adicionadas poderão ser comercializadas em garrafões de volumetria livre, menos nos de 10 e 20 litros, que agora passam a ser exclusividade das minerais. O que estava acontecendo antes é que o consumidor vinha sendo enganado por vendedores e distribuidores, pedindo e pagando por garrafões de 20 litros de água mineral, por exemplo, e recebendo água adicionada de sais, que possui um preço bem mais em conta”.

Ainda de acordo com Milton, outro recurso utilizado para ajudar o consumidor na identificação do que ele está comprando é a obrigatoriedade do envase da água adicionada de sais em vasilhames de coloração vermelha. “Todas as duas águas são próprias para o consumo, mas uma tem o valor diferente da outra. A principal diferença é que a mineral é retirada do subsolo profundo e envasada em sua forma natural. Já a adicionada de sais pode ser de um solo mais raso e até mesmo da rede pública, mas deve ser adicionada de pelo menos um tipo de sais e a indústria usar sempre as boas práticas de fabricação”, alertou.

Fiscalização

Há um ano e meio, uma operação entre diversos órgãos do Estado vem fiscalizando as indústrias envasadoras de água para coibir fraudes ao consumidor. Participam a Vigilância Sanitária, a Diretoria de Defesa do Consumidor (Procon), o Instituto de Metrologia do Pará (Imetropará), Ministério Público Estadual e a Polícia Militar, que dá apoio aos demais órgãos durante as inspeções. “O problema da água é constante, algumas empresas não querem se adequar à legislação e isso traz diversos problemas. O Imetropará, por exemplo, fiscaliza os rótulos das embalagens para saber se as informações ali contidas correspondem ao conteúdo do vasilhame utilizado”, relatou Jorge Rezende, presidente do instituto.

O Procon do Pará, que recebe as denúncias dos consumidores e atua diretamente na fiscalização das envasadoras de água, participa ativamente das fiscalizações e exerce um papel importantíssimo. “Nós recebemos várias denúncias sobre a qualidade da água, mas gostaríamos de receber mais. Nossa fiscalização não parou e nem vai parar, pois queremos que o consumidor tenha sempre produtos de qualidade e que saiba o que está consumindo”, disse Moyses Bendahan, diretor do Procon.

“Nossa maior preocupação é que o consumidor tenha disponível apenas produtos de qualidade em hospitais, repartições públicas e na casa das pessoas. Os dois tipos são de qualidade se obedecerem as normas, mas todo o maquinário para o envase da mineral, o valor da licença que é paga, tudo é bem mais caro, por isso a diferença do valor. Então, quem se sentir lesado pode nos procurar, inclusive por meio do aplicativo ‘Governo Digital’, onde podem ser realizadas as denúncias por meio de texto e fotos”, explicou Moyses  Bendahan.

O consumidor que se sentir lesado pode entrar em contato com o Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa. Basta ligar para o telefone 4006-4883. Podem também se dirigir a sede do Procon Pará, localizado na Travessa Lomas Valentinas nº1150, ligar para o 151 (capital), 3073-2827 (demais regiões) ou pelo aplicativo Governo Digital.

Por Heloá Canali

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Governador entrega pavimentação e sinalização da rodovia PA-154

O governador Simão Jatene entrega às 9 horas desta quinta-feira, dia 10, as obras de pavimentação e sinalização da rodovia PA-154, no trecho Camará/Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. A recuperação da estrada beneficia a população dos municípios de Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari e, em particular, a comunidade ribeirinha que constitui a base da agricultura familiar naquela região, além dos turistas brasileiros e estrangeiros que visitam este, que é o maior arquipélago fluvio-marítimo do mundo, com aproximadamente 50 mil km².

Sonho antigo dos moradores de Cachoeira do Arari, que se torna realidade, a PA-154, com 52 quilômetros de extensão e único acesso terrestre ao município, recebeu investimentos do Governo do Estado na ordem de R$ 28.432.161,01. A região é considerada um importante roteiro turístico, pela tradição na criação de búfalos e produção do famoso queijo do Marajó.

A rodovia vai atender, ainda, à necessidade de escoamento da produção local, que tem na rizicultura uma das principais atividades econômicas, contribuindo, consequentemente, para a geração de emprego e renda da população local, bem como para o transporte escolar nas comunidades próximas e para o atendimento médico-hospitalar, por facilitar o deslocamento de ambulâncias entre as sedes municipais.

Texto:
Bruna C.

 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Governo do Estado entrega obras de pavimentação asfáltica em três rodovias paraenses



O governador Simão Jatene entregou, na manhã de  ontem (18), a nova pavimentação asfáltica de três trechos de rodovias estaduais. Na comunidade de Santa Maria, na PA-151, localizada entre o trevo do Arapari e a cidade de Barcarena, o governador assinou três ordens de serviço das obras relativas à rodovia Moura Carvalho, dos acostamentos da PA-151, desde a rotatória do trevo Jerônimo Rodrigues (no entroncamento com a PA-252), até a cidade de Igarapé-Miri; e dos acostamentos da Colônia Velha, de Abaetetuba, até a cidade de Abaetetuba.

As obras nas rodovias estaduais beneficiam a população dos municípios de Moju, Barcarena e Igarapé-Miri, além dos moradores de Vila dos Cabanos, e compreendem o trecho que liga a rotatória da Alça Viária, no entroncamento com a PA-151, à cidade de Moju (Alça/Moju); o perímetro que vai da PA-151 até o município de Barcarena (trevo Arapari/Barcarena); e a parte da rodovia da Integração que liga Barcarena à Vila dos Cabanos, que foi totalmente repavimentada pela Secretaria de Estado de Transportes (Setran), com extensão de nove quilômetros.

O governador comentou que revitalizar estradas é revitalizar as relações entre as pessoas. “As estradas ligam as pessoas e é graças à união de diferentes pessoas, de diferentes partidos políticos e de diferentes credos que esta obra está sendo entregue à população”, destacou. Em Barcarena, Simão Jatene também inspecionou as obras do terminal local, totalmente revitalizado pela Setran, e que será repassado ao município ao final da obra.

Quem comemorou a chegada da pavimentação na rodovia Moura Carvalho foi dona Maria Santana, moradora da comunidade do Patauateua. “Essa obra vai trazer grandes benefícios para a nossa saúde, para a nossa segurança e para o deslocamento das pessoas para outros municípios”, atestou.

O governador também comentou que mesmo diante das dificuldades impostas pela crise que afeta todo o país, o Pará prevê investimentos que são resultados da serenidade e do controle nos gastos públicos. “Muitas vezes tive que retirar o pé do acelerador para garantir o salário do funcionalismo, e tirar o pão da mesa do nosso servidor isso eu não faço. O Brasil está cheio de exemplos contrários com o funcionalismo tendo que viver sem os seus salários por causa da falta de controle”, ressaltou.

Para o titular da Setran, Kleber Menezes, a entrega da obra é mais um compromisso assumido pelo governador Simão Jatene para com a população. “São obras realizadas com o dinheiro público que volta para a sociedade em forma de benefícios”, ressalta o secretário.

Para o agricultor Ronildo Nascimento, a revitalização da PA 151 irá beneficiar, principalmente, os pequenos agricultores rurais no escoamento da produção. “A estrada era muito esburacada e nós tivemos que plantar árvores nos buracos para chamar a atenção. Agora fica melhor para produzir e trabalhar”, comentou.

O Pará vai receber nos próximos dois anos, um investimento de mais R$ 350 milhões em cinco grandes obras viárias. Essas novas frentes de trabalho contarão com o reforço de uma linha de financiamento no valor de R$ 600 milhões, conquistada recentemente pelo Pará junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Estado, em contrapartida, deve contribuir com 100% desses recursos destinados às estradas.

Segundo a última Pesquisna da Confederação Nacional do Transporte (CNT), feita de 2011 a 2015, a avaliação positiva (ótimo e bom) das condições das estradas paraenses cresceu de 0,4% para 23,3%. Nos últimos quatro anos, o governo do Estado investiu mais de R$ 1,3 bilhão nas rodovias estaduais e cerca de R$ 1 bilhão estão previstos para os próximos anos.

Melhorias – Para Antônio Carlos Vilaça, prefeito de Barcarena, a parceria entre Governo e Município foi primordial para o bom andamento da obra. “Trabalhar unido traz benefícios para a população. A parceira é importante para funcionar e garantir melhorias para os moradores da área”, afirmou Vilaça.

Segundo o prefeito de Abaetetuba, Alcides Negrão, que também é presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sócio-Econômico Intermunicipal (Codesei), a pavimentação asfáltica vai interligar outros municípios à região metropolitana. “Toda essa logística e desenvolvimento é de fundamental importância para o nosso município e todos aqueles moradores que precisam se deslocar pela rodovia”, complementou.

Já a dona de casa Deusa Melo, 46 anos, moradora da PA 151, está aproveitando a boa fase da estrada para montar um pequeno comércio onde irá vender lanches. “Com o movimento, muita gente deve passar por aqui. Este é um verdadeiro sonho, montar uma lanchonete para vender café da manhã e almoço”, destacou.

Outro que comemorou as boas condições da estrada foi o cabo do Corpo de Bombeiros, Reinaldo Gomes, 35 anos. Ele é o condutor da viatura do município de Barcarena. “No dia a dia, atendemos muitas chamadas para salvar vidas. O bom estado da estrada pode significar a diferença entre a vida e a morte”, ressaltou.

Por Márcio Flexa

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Câmara dos Deputados cria comissão para analisar perdas da Lei Kandir


04/05/2017 10:04h
A Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira, 3, a comissão especial que vai analisar propostas que modificam a Lei Kandir. Na sessão, dois deputados federais da bancada paraense na Câmara, Arnaldo Jordy (PPS) e José Priante (PMDB), foram eleitos, respectivamente presidente e relator da comissão, que discutirá a forma de compensação aos estados. Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal decidiu dar um prazo de 12 meses para o Congresso aprovar a lei de compensação pela desoneração do ICMS sobre produtos exportados. A instalação da comissão é uma tentativa do governo de evitar que esse tema contamine a votação do projeto que cria um Regime de Recuperação Fiscal dos Estados.
O Projeto de Lei Complementar 221/98 (Lei Kandir) isenta de ICMS as exportações de produtos primários e semielaborados. Até 2003, essa lei garantiu aos estados o repasse de valores para compensar perdas decorrentes da isenção de ICMS, mas, a partir de 2004, embora mantendo o direito de repasse, deixou de fixar o valor. Com isso, os governadores precisam negociar a cada ano com o Executivo o montante a ser repassado, mediante recursos alocados no orçamento geral da União.
A lei determina ainda que uma lei complementar normatize os repasses para compensar os estados com a perda da arrecadação tributária sobre a exportação de produtos e serviços. Essa norma, no entanto, ainda não foi regulamentada pelo Congresso. Por isso, em novembro do ano passado, após uma ação movida pelo Governo do Estado do Pará, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Parlamento aprove, em 12 meses, a lei com essa compensação.
Para o deputado Arnaldo Jordy, a instalação da comissão é um instrumento importante para garantir ao estado do Pará o ressarcimento, mesmo que tardio, de perdas financeiras tão significativas. “São bilhões que deixaram de entrar para os cofres do estado, dinheiro que seria usado para investimentos em ações fundamentais nas mais diversas áreas, como saúde, educação e segurança, por exemplo”, afirmou Jordy. “Vamos trabalhar duro, agora com o aporte do poder legislativo, para que possamos corrigir esse erro histórico”, concluiu o deputado.
Para o relator, deputado José Priante, a comissão terá um difícil trabalho pela frente, já que vai realizar uma espécie de minirreforma tributária. “Vamos ter de trabalhar em duas frentes”, disse Priante. “Primeiro, precisamos definir as regras dessa compensação daqui pra frente e depois, um tratamento para o passivo, ou seja, o que a União deixou de pagar aos estados nessas quase duas décadas de desoneração”, concluiu.
O governador do estado, Simão Jatene, comemorou a criação da comissão, que classificou com uma vitoria do Pará. “Essa comissão é fruto das ações que movemos no Supremo Tribunal Federal, uma para o ressarcimento das perdas e outra para que o STF determinasse ao congresso a regulamentação dos repasses”, disse Jatene. “É importante agora que fiquemos todos juntos, independente de cor partidária e sabendo que o trabalho dessa comissão pode ajudar a definir o futuro do estado e das próximas gerações, que merecem ter algum tipo de retorno mais substancial pela utilização dos nossos recursos, particularmente os recursos minerais”, concluiu o governador.  
Perdas do Pará
Segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), nas últimas duas décadas, o Pará já soma cerca de R$ 67,5 bilhões em perdas acumuladas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), por conta da Lei Kandir. Segundo especialistas tributários, a lei se configurou como a expressão máxima de um modelo tributário que exige urgentes reformas, e que vem deteriorando o arranjo federativo e estrangulando cada vez mais a capacidade de investimentos de Estados como o Pará - que hoje trava um franco esforço para criar alternativas legais que solucionem esse gargalo, como a criação da Taxa Mineral e a Taxa de Recursos Hídricos no Estado.
Segundo a atualização apresentada pela Fapespa, o montante de perdas acumuladas de 1997 a 2014 para exportações de produtos básicos e semielaborados no Estado do Pará é hoje de cerca de R$ 44,168 bilhões. A esse número, se soma ainda o fato de que, nos últimos dez anos, o Pará também teve perdas de R$ 21 bilhões com a arrecadação de ICMS sobre a energia aqui gerada - e consumida em outros estados.
Além disso, só em 2015 o Pará realizou uma arrecadação de R$ 10,2 bilhões em ICMS, com uma perda efetiva de R$ 2,4 bilhões. Se a União tivesse repassado o valor devido em 2015, a arrecadação de ICMS, no ano passado, somaria R$ 12,6 bilhões no Pará. Para piorar esse quadro, estima-se que a compensação atual, legalmente prevista, não cobre nem 10% das perdas acumuladas.
Ação no STF
No último mês de novembro, por 11 votos a 0, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram procedente a ação movida pelo Estado do Pará e determinaram ao Congresso Nacional a definição de critérios e regras de compensação aos Estados exportadores pelas perdas decorrentes da desoneração das exportações, conforme previsto na Lei Kandir. O STF reconhece, assim, que houve omissão do Congresso em relação ao tema. Além disso, ficou definido que expirado um prazo de 12 meses, a tarefa de regulamentar a matéria deve ser entregue ao Tribunal de Contas da União (TCU), que deverá fixar regras de repasse e providenciar a previsão orçamentária.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 25 teve como relator o ministro Gilmar Mendes, que ancorou seu relatório em alguns pontos considerados “fundamentais” para a solução do caso, como o reconhecimento de uma mora legislativa (um atraso na tomada de decisão por parte do Congresso Nacional) que precisa ser corrigida e a fixação de prazo – 12 meses – para que o Congresso legisle a respeito do assunto a contar desta decisão.
Por Pascoal Gemaque

sexta-feira, 7 de abril de 2017

VOTOS QUE CASSARAM JATENE ESTÃO SOB SUSPEITA

Dos quatro votos que cassaram o governador Simão Jatene (PSDB), no Tribunal de Regional Eleitoral (TRE) do Pará, três são acusados de ligações aos interessados na sentença. O tucano derrotou, em 2014, a aliança PT-PMDB que juntou Lula, Dilma e o ministro Hélder Barbalho (Integração) no mesmo palanque. O juiz Alexandre Buchacra Araújo, por exemplo, que fez carreira no município de Capanema, filiado ao PT, até participou da campanha derrotada de Barbalho a governador.

 
PRESENTE DE NATAL
Buchacra Araújo foi nomeado por Dilma para o TRE, a pedido do deputado Paulo Rocha (PT-PA), em 23 de dezembro de 2015.
 
VOZES DA DERROTA
Outro voto contra Jatene foi de Luzimara Carvalho, advogada de Lira Maia, vice de Helder Barbalho na campanha derrotada de 2014.
 
CONCUNHADO É PARENTE
Concunhado do deputado Chicão (PMDB), principal aliado de Helder, Altemar Paes interrompeu as férias, no Rio, para votar contra Jatene.
 
ALEGAÇÃO FRÁGIL
Jatene foi cassado por pagar em ano eleitoral o Cheque-Moradia. A lei o considera “programa de Estado”, criado em 2003, e tem de ser pago.
 

GOVERNO ESTÁ SEGURO DE QUE APROVARÁ A REFORMA

A oposição pode ter celebrado prematuramente o “placar” de um jornal paulista com 256 votos contrários à reforma da Previdência. O projeto final só tomará forma após o relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentar o texto final, dia 18. O presidente Michel Temer demonstra uma desconcertante tranquilidade em relação ao tema. Para ele, após as mudanças negociadas na Câmara, a reforma será aprovada.
 
A APOSTA DE EUNÍCIO
O experiente presidente do Senado, Eunício Oliveira, não duvida: as reformas serão aprovadas: “A forma do Michel é o parlamento”, diz ele.
 
META AMBICIOSA
Para ser aprovada, a proposta precisa de 308 votos, mas a meta do Palácio do Planalto, fixada pelo presidente, é alcançar os 320.
 
JOGO NÃO COMEÇOU
Expert em prever votações no Congresso, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) desdenha de “placar”. Acha que o jogo não começou.
 
EM QUEM NÃO VOTAR
O movimento “Vem Pra Rua” escolheu Renan Calheiros – que Carlos Marun (PMDB-MS) chama de “atrapalhador geral da Republica” – para encabeçar a lista de políticos “Em Quem Não Votar em 2018”.
 
NEM LÊ JORNAL
Em discurso, o líder do PT, Carlos Zaratini (SP), acusou o governo de não reduzir a taxa Selic. Nem é mitomania, é desinformação: o Copom promoveu quatro cortes seguidos na taxa básica de juros.
 
NOVA LICITAÇÃO
Relatório do Tribunal de Contas do Piauí obriga governo de Wellington Dias (PT) a refazer licitação de concessão do serviço de água e esgoto de Teresina, em razão de irregularidades e suspeitas de favorecimento.
 
ESPELHO MEU
Os leitores souberam primeiro aqui que o presidente Michel Temer concordou, na reforma em debate, com aposentadorias diferenciadas para professores, policiais e trabalhadores rurais. Ainda há resistência.
 
ENCARANDO AS REDES
Priorizando as redes sociais, que é onde o pau come, o governo já prepara nova rodada da campanha de esclarecimento sobre a Reforma da Previdência, onde o projeto chega quase ao nível do linchamento.
 
CASO POLICIAL OU POLÍTICO?
No caso em que o senador Lasier Maia (PSD-RS) é acusado de agredir a ex-mulher, a Polícia Civil do DF investiga se de fato a suposta vítima, tornou a denúncia pública por meio de um repórter que é filho do inimigo político do senador, o Professor Nado (PDT).

 
FOI ACIDENTE OU NÃO?
Quase três meses depois da morte do pai, Francisco Zavascki duvida ainda se a queda do avião que matou o ministro Teori foi acidente. “Está em aberto”, disse ele à TV Brasil para o programa “Conversa com Roseann Kennedy”, que vai ao ar na segunda-feira (10), às 21h30.
 
PETISTA PRIVATISTA
Oposição acusa governador mineiro Fernando Pimentel (PT) de querer um cheque em branco da Assembleia Legislativa para vender imóveis. Ele quer privatizar 4 mil propriedades, incluindo a cidade administrativa.
 
PENSANDO BEM...
... a mudança do governo na reforma da Previdência foi uma estratégia militar de recuar em uma batalha para vencer a guerra.
Fonte:Claudio Humberto

terça-feira, 14 de março de 2017

Governador e presidente da Vale discutem projetos para o Estado


13/03/2017 19:00h
O governador Simão Jatene recebeu nesta segunda-feira (13) o diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira. O encontro ocorreu no Palácio do Governo, em Belém, com a participação do titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki. Após seis anos à frente da empresa, o executivo deixa o cargo no fim de maio.
“Foi uma oportunidade para recapitularmos alguns objetivos já atingidos e outros a serem conquistados nos próximos tempos. O governador tem uma visão de longo prazo, da qual compartilhamos”, ressaltou Murilo Ferreira, que durante o encontro, comentou sobre os rumos da economia e os projetos que estão em andamento no país e no Pará.
“Temos respeito pela forma digna que o governador tem conduzido sua carreira política. É sempre bom ouvir de uma pessoa muito centrada, gabaritada, como ele vê as coisas no país, nesse clima de incerteza tão grande que tem dominado a agenda brasileira no passado recente”, acrescentou o executivo.
Murilo Ferreira está em Belém para participar do lançamento do 6º Anuário Mineral do Pará 2017, que ocorre na noite desta segunda-feira (13), no Espaço São José Liberto. Na oportunidade ele será homenageado com o título honorífico “Minerador Destaque”. O presidente da Assembleia Legislativa, Márcio Miranda, também será homenageado com a comenda “Mérito da Mineração”. A condecoração é concedida às personalidades que mais apoiaram o setor mineral ao longo dos anos.
Em maio de 2011 Murilo Ferreira foi nomeado diretor-presidente da Vale. Tem mais de 35 anos de experiência no setor de mineração. Iniciou a carreira profissional na empresa em 1977, como analista financeiro e econômico. É membro do CEO Advisory Board do Massachusetts Institute of Technology (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e integrante do Brazil-Japan Wise Men Group.
Em dezembro, a Vale colocou em operação na região de Canaã dos Carajás, no sudeste paraense, a mina de ferro S11D, considerado o maior projeto de minério de ferro da história da empresa e um dos maiores investimentos privados no Brasil nesta década. Os investimentos totais são de US$ 14,3 bilhões – US$ 6,4 bi aplicados na implantação da mina e da usina e US$ 7,9 bi referentes à construção de um ramal ferroviário de 101 quilômetros, à expansão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e à ampliação do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).
Nos últimos 12 anos, mais de R$ 1 bilhão já foi destinado ao município de Canaã dos Carajás, contabiliza a Vale, incluindo, entre 2004 e 2016, pela operação da mina de cobre do Sossego, investimentos sociais e pagamentos de Imposto sobre Serviços (ISS) e a Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem).
Por Lidiane Sousa

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Simão Jatene reúne com governadores da Amazônia Legal

O governador Simão Jatene participa nesta sexta-feira, 24, da 11ª Reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Manaus. O encontro, onde serão debatidos temas como o pacto federativo, o financiamento da saúde pública e os novos financiamentos para ações de proteção da Amazônia Legal, terá a presença dos ministros Roberto Mangabeira Unger, Chefe de Assuntos Estratégicos; e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; além de senadores, secretários de Estado, deputados federais e estaduais, e representantes de entidades de classe. O objetivo do evento é fortalecer a política de desenvolvimento sustentável, bem como ações voltadas para a remuneração por serviços ambientais, investimentos em educação, saúde, energia, transporte, produção e propagação de conhecimento, de modo a definir os principais eixos que vão reforçar as ações propostas na última reunião do Fórum, realizada no início deste ano, bem como consolidar as políticas já existentes nesses segmentos. Paralelamente à reunião, será realizado o Fórum dos Secretários de Estado de Meio Ambiente da Amazônia Legal, onde serão debatidos os temas que compõem a "Carta de Cuiabá", documento assinado por governadores e vice-governadores dos nove Estados da Amazônia Legal, que traz uma série de propostas e reivindicações do bloco amazônico por mais investimentos em compensação à redução da emissão dos gases poluentes e do desmatamento alcançados por esses estados nos últimos anos. Ao final do encontro será assinada a "Carta de Manaus", com as propostas acordadas entre os Estados participantes da Amazônia Legal que, juntos, já conseguiram reduzir quase nove milhões de hectares de desmatamento ilegal. Isso significa que cerca de 4,2 bilhões de toneladas de gás carbônico deixaram de ser emitidas, número que supera a redução de qualquer país em desenvolvimento. No mercado internacional de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), o dado já corresponde a cerca de R$ 40 bilhões em recursos que deveriam ser aplicados na região amazônica como retorno pelo esforço empreendido. Se esses Estados conseguirem atingir a meta de redução de 80% no desmatamento até 2020, será possível chegar a uma redução de pelo menos cinco bilhões em emissão de gás carbônico adicionais - o que corresponde a cerca de R$ 135 bilhões em recursos e a 55% da meta nacional de redução de gases do efeito estufa. Mas para que isso se efetive, o governo federal precisa ajudar os Estados da Amazônia a fortalecer seus sistemas e também lhes dar mais autonomia O Pará é o segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados de área para fiscalizar, monitorar e implantar políticas públicas que promovam a proteção e manutenção dos recursos naturais. Para um Estado com essas dimensões, é necessário despender grandes recursos financeiros, e por conta disso a busca por novas formas de investimento que propiciem o desenvolvimento sustentável da região é fundamental. Atualmente, as reduções do desmatamento estão sendo pagas quase que unicamente com orçamento público dos governos estaduais e federal. Com a expectativa de conter o avanço da pressão sobre os recursos naturais, o Pará tem atualmente 87 unidades de conservação, que somadas a áreas militares, terras indígenas e quilombolas, compreendem a cerca de 65% do território do Estado sob proteção. O governo vem trabalhando intensamente na redução de desmatamento e consequentemente na diminuição de emissões de gases nas áreas de consolidação definidas no Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Texto: Dani Filgueiras