Relógio Humano

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Cinco municípios se unem para resolver destinação de lixo



Representantes de cinco municípios das regiões Metropolitana de Belém – Santa Izabel do Pará e Castanhal – e nordeste do Estado – Santa Maria do Pará, São Francisco do Pará e Inhangapi -, vão colocar em prática uma experiência pioneira no Pará: a criação do primeiro consórcio intermunicipal sobre gestão de resíduos sólidos, que poderá servir de modelo para outras regiões. O objetivo é resolver de forma responsável e compartilhada um dos maiores desafios dos municípios: a coleta e destinação final do lixo. As cinco prefeituras vão definir uma área adequada para instalar um aterro sanitário comum.
Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Pública (Sedop), os secretários municipais de Meio Ambiente e assessores jurídicos das prefeituras se reuniram nesta quarta-feira (09) em Belém, no auditório da Sedop, para aprovação do protocolo de intenções que cria o consórcio. “O assunto é de extrema urgência para todos os municípios. Não creio que teremos dificuldades para sensibilizar os vereadores sobre a aprovação desse documento”, ressaltou Egilásio Feitosa, prefeito de Inhangapi e presidente da Associação dos Municípios do Nordeste Paraense (Amunep).
O próximo passo será a assinatura do protocolo de intenções pelos cinco prefeitos, em um evento público no próximo dia 24, em Santa Maria do Pará, a 105 km de Belém. A última etapa é levar o documento às Câmaras Municipais, para debate e aprovação. Com o aval dos vereadores, o município se habilita à constituição de consórcio, com CNPJ apto à captação de recursos, conforme previsto em lei.
Histórico - A elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) é uma responsabilidade dos municípios, mas o Estado, por intermédio da Sedop, oferece apoio técnico às prefeituras, com base no artigo 19 da Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os municípios precisam concluir seus planos para que possam captar recursos destinados à execução de projetos, programas e obras no âmbito do saneamento básico.
Segundo Ingrid Souza, diretora de Política Setorial da Sedop, 48 municípios já elaboraram os planos municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos; 33 concluíram o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), em parceria com a Sedop e Funasa (Fundação Nacional de Saúde), e 09 municípios têm o Plano Diretor de Água e Esgoto, feito com apoio da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).
Por Marlicy Bemerguy

sábado, 25 de março de 2017

Governo e prefeituras discutem soluções para problemas com aterro sanitário


23/03/2017 22:28h
O governador Simão Jatene se reuniu com os prefeitos de Belém, Zenaldo Coutinho; Ananindeua, Manoel Pioneiro, e Marituba, Mário Filho, para discutir e analisar possíveis soluções para os problemas enfrentados pela população com o aterro sanitário localizado no município de Marituba, na região metropolitana da capital. O encontro foi na noite desta quinta-feira (23), no Palácio do Governo, em Belém, e contou com a presença do secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Luiz Fernandes Rocha.
Pela manhã, o governador esteve no local, acompanhado do titular da Semas. Na oportunidade, Luiz Fernandes apresentou as medidas emergenciais exigidas pelo governo e que deverão ser colocadas em prática pela Guamá Tratamento de Resíduos, empresa responsável pela gestão do espaço. Na última quarta-feira (22), em coletiva, representantes da Semas apresentaram detalhes sobre a notificação aplicada, que estabelece prazos para regularização do aterro.
Os prazos foram estipulados por técnicos em meio ambiente que conhecem a possibilidade real de operação. Entre as medidas e prazos estabelecidos estão: 15 dias para instalação de sistema de drenagem pluvial definitivo, 30 dias para que seja feita a cobertura definitiva dos resíduos expostos; e, no mesmo prazo, cobertura da lagoa de chorume que está descoberta; 20 dias para apresentar tecnologia destinada a amenizar o odor, e 10 dias para apresentar plano de investigação ambiental para constatar possíveis irregularidades, como contaminação de solo ou corpo hídrico; entre outros.
O Governo do Estado se mostrou preocupado com a situação e sinalizou apoio às prefeituras para que essa articulação seja feita de forma conjunta sem danos para o meio ambiente e para a comunidade local. “Vamos acompanhar diariamente e mediante a produção de relatório se as providências estão sendo tomadas. Esse monitoramento será permanente, contínuo”, afirmou Luiz Fernandes.
Fiscalização e multa - O aterro sanitário de Marituba é alvo de constantes ações de fiscalização da Semas. Durante as vistorias ao espaço, técnicos da equipe de licenciamento do órgão ambiental detectaram falhas operacionais e iniciaram as notificações. Somente nos primeiros meses deste ano foram aplicados 14 autos de infração, número igual ao registrado em todo o ano de 2016. Do total, cinco foram apuradas e tiveram lavradas as multas que, juntas, totalizam cerca de 150 mil reais. Os demais documentos estão em avaliação jurídica para verificação de valores.
Caso as medidas estabelecidas não sejam cumpridas, a empresa deverá pagar multa diária de 100.000 UPF's (Unidades de Padrão Fiscal), o que equivale a aproximadamente 320 mil reais por dia, além de autuações por infração continuada. 
Por Lidiane Sousa