Relógio Humano

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Justiça obriga Salvaterra pagar precatórios a professores e prefeitura usa dinheiro.

Decisão foi proferida em 1ª instância pelo juízo salvaterrense e Prefeitura ainda não se pronunciou; prefeito Carlos Gomes já gravou vídeo admitindo o uso do recurso em escolas


O juiz de direito da vara única de Salvaterra, José Dias de Almeida Júnior, deu ganho de causa em primeira instância a aproximadamente 200 professores da rede municipal de ensino que entraram com uma ação coletiva cobrando o rateio de um valor do antigo Fundef que foi transformado em precatório judicial custodiado numa agência do Banpará. O valor não foi informado na ação e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Pará (Sintepp) em Salvaterra, procurado, ainda não se pronunciou sobre a vitória dos educadores. O problema é que a Prefeitura já investiu parte do dinheiro na construção de escolas, segundo o prefeito Carlos Gomes, o Seu Carlos (Podemos).

No despacho, o magistrado explicou que antecipou o julgamento, “pois as provas constantes dos autos são suficientes” e acrescentou que o pagamento da cota-parte  aos trabalhadores da educação vinculados ao antigo Fundef, de 1997 a 2006, “se trata, em verdade, de direito concedido por Lei Federal aos professores da rede pública quanto ao rateio de valores oriundos de precatório judicial, logo, patente o interesse processual dos autores nesta demanda”.

O juiz determinou ainda que o “montante a ser apurado como devido a cada um será a divisão do valor com os demais beneficiários do direito, proporcionalmente ao tempo de serviço”.

Precatório utilizado na construção de escola

A decisão judicial é do dia 20 de outubro. Depois disso, o prefeito já postou em suas redes sociais vídeo (veja abaixo) mostrando a construção de uma escola e admitindo que utilizou o valor do precatório para custear pelo menos três obras.

Quando esteve na obra da escola da comunidade Cachoeirinha, Seu Carlos disse que “graças a Deus, conseguimos com aquele recurso que ficou um pouquinho, do precatório, fazer esse colégio aqui. Não só esse aqui como o colégio de Chácaras e já começamos, também, o colégio do Caldeirão”.

A reportagem procurou a Prefeitura, que não se manifestou a respeito da sentença nem informou se vai recorrer. Também não explicou porque utilizou o dinheiro do precatório nas construções.

Fonte Notícias Marajó 

domingo, 9 de julho de 2017

Viagem inaugural marca início das operações de lancha para o Marajó

Desde ontem sábado (8), chegar aos municípios de Soure e Salvaterra, na ilha do Marajó, passou a ser mais rápido e confortável. O Governo do Estado fez a viagem inaugural da lancha Expresso Golfinho 1, que sai de Belém diariamente e faz a viagem no tempo médio de duas horas. A embarcação conta com ar-condicionado, poltronas reclináveis e serviço de som e TV a bordo, com capacidade para 171 passageiros, que desembarcam direto nos municípios, sem passar pelo porto de Camará.

A viagem inaugural teve a presença do vice-governador Zequinha Marinho, do secretário de Estado de Transportes, Kleber Menezes, e do diretor geral da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará (Arcon), Bruno Guedes. As viagens saem diariamente às 8h do Terminal Hidroviário de Belém Luiz Rebelo Neto.
Para o vice-governador, a viagem traz velocidade, conforto e segurança para o passageiro. “O equipamento beneficia tanto quem trabalha como quem mora e investe no Marajó. A partir de agora muda para melhor o tráfego para quem vai para o arquipélago”, comentou. Kleber Menezes destacou que esta é a retomada da rota expressa turística como alternativa para a lancha tradicional e para a balsa Belém/ Camará. “Esta iniciativa vem acompanhada de outras do trade turístico, do setor comercial. É uma oportunidade de mais pessoas descobrirem as riquezas do Marajó e aproveitarem a beleza de uma das mais lindas regiões do Estado”, ressaltou.
Segundo o prefeito de Soure, Guto Gouvêa, a lancha atende uma necessidade do povo marajoara com um transporte rápido e seguro. “Com esse empreendimento nossa economia vai tomar novos rumos em um momento de crise. O turista vai chegar com mais rapidez e conforto, abrindo assim novas possibilidades para a economia de Soure”, ressaltou.
O músico Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem, faz um show no veraneio de Soure neste domingo (9). Ele é filho do Marajó e sempre retorna ao arquipélago para passeio e para se apresentar. Ele diz que já chegou a fazer o trajeto em viagens de até 15 horas. “O transporte para o Marajó tem sido aprimorado. É a chegada de um tempo novo para as pessoas que moram na região”, frisou.
Investimentos – Ainda neste mês de julho começa a operar o novo ferry boat que liga Belém ao Porto de Camará, no Marajó. Com 87 metros de comprimento e 16,5 metros de largura, o São Gabriel encurta a distância entre a capital paraense e os municípios marajoaras e tem capacidade para transportar 1.123 passageiros, 100 carros e 72 motos.
No início do mês o governo do Estado entregou dois alimentadores que para melhorar a distribuição da carga e assegurar maior estabilidade à rede elétrica. Com isso, Soure também passa a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN), beneficiando mais de oito mil famílias com energia de qualidade.
O primeiro município a contar com energia firme foi Ponta de Pedras, onde foi implantada uma subestação elevadora que converte a tensão para 138kV. A partir dessa linha de transmissão serão atendidos também, além de Soure, os municípios de Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Afuá, São Sebastião da Boa Vista e Muaná.
Serviço:
Lancha Expresso Golfinho 1
Saída de Belém diariamente do Terminal Hidroviário de Belém Luiz Rebelo Neto
Horário: Belém/ Salvaterra/ Soure, às 8h
Soure/ Salvaterra/ Belém, às 14h
Reservas: (91) 99166-8297

Por Márcio Flexa

sábado, 25 de março de 2017

Emater aposta em irrigação para expandir cultivo de abacaxi

25/03/2017 09:56h
Em 2017, o plantio de abacaxi, principal atividade da agricultura familiar de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó, deverá ganhar em quantidade e qualidade com o apoio de projetos de mecanização e irrigação elaborados pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater).
O município, que tem uma safra anual de abacaxi “pérola” variando de 11 a 13 milhões de frutos cultivados em uma área de 500 hectares, onde a Emater atende regularmente mais de 100 famílias, completou 55 anos no último dia 10 de março.
“A nossa principal meta para 2017 é justamente intensificar a mecanização para diminuir o trabalho braçal e aumentar a produtividade das áreas, além de implantar sistemas de irrigação que propiciem uma colheita mais perene, ou seja, que se estenda por um período mais longo”, explica o chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária Ozias Neves.
Com a irrigação, o preço do fruto superará a fase da entressafra e pode subir até 100%. "Existe, assim, uma agregação de valor automática ao produto. E isso é muito importante para a cadeia produtiva", complementa Neves.
Para tanto, a Emater planeja reuniões de mobilização, capacitações continuadas e intermediação de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outras medidas.

Por Aline Miranda

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Marajó oferece opções para todos os gostos

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ Secretaria de Estado de Comunicação-SECOM No terceiro final de semana de julho apresentamos os municípios de Salvaterra e Soure, no Marajó, maior arquipélago fluvial e marítimo do mundo, que fica na confluência do oceano Atlântico com a foz do rio Amazonas. Inserido em um complexo hidrográfico composto por inúmeros canais, furos, igarapés e lagos, o Marajó tem uma variação de maré superior a três metros, que faz desse um elemento determinante na paisagem local. Foi exatamente esta peculiaridade que inspirou e deu título ao livro-reportagem “Marajó, a Ditadura das Águas”, do padre italiano Giovanni Galo, que chegou à região para estudá-la e acabou por se instalar em definitivo no arquipélago. Além de paisagens tão belas, quanto exóticas - que passam por praias, igarapés, lagos e fazendas - o visitante também tem a chance de assistir a cenas que só o Marajó é capaz de produzir, como a convivência harmoniosa dos búfalos com os moradores, que permitem sua livre circulação pelas ruas dos vilarejos. O patrimônio cultural do Marajó remonta aos seus habitantes originais, os marajoaras, considerados um dos grupos humanos mais antigos da Amazônia com registros que datam do século V e reconhecidos pela extraordinária produção ceramista. A culinária marajoara também é marcada pelos pratos exóticos e de sabor incomparável. Receitas com carne e queijo de búfalo ou os deliciosos peixes da região convidam a uma viagem gastronômica. O que fazer? Em Salvaterra, o roteiro de visitas obrigatórias passa pela histórica Vila de Joanes, sítio arqueológico do período colonial onde encontram-se as ruínas de um antigo convento jesuíta, destruído quando a ordem foi expulsa por determinação da Coroa Portuguesa no século XVIII. A praia fluvial tem água levemente salgada e abriga uma variedade de bares e restaurantes que, além do cardápio tentador, oferecem aos visitantes momentos de relaxamento à beira-mar. Outro programa que merece um tempo reservado é o que leva à Associação Educativa Rural e Artesanal da Vila de Joanes (AERAJ), que congrega a produção de artesanato local, e as apresentações de grupos de carimbó, ritmo típico da região, que acontecem em diferentes espaços. Embora não sejam programadas, as revoadas de pássaros (guarás e colhereiros) são espetáculos à parte. A distância entre o porto e a vila de Joanes é de aproximadamente 22 km. Do Camará, é possível ir de van até a comunidade. Se for de carro, basta seguir a sinalização. Ainda em Salvaterra, a Praia Grande também recebe muitos turistas. Do município para Soure, o deslocamento é feito por meio da travessia por balsa, que demora cerca de cinco minutos. Caminhando pelo centro de Soure é possível observar os casarios antigos que ainda sobrevivem ao tempo e também a convivência harmoniosa dos búfalos com a população e sua utilização como montaria pelo Batalhão de Polícia. A Praia do Pesqueiro, localizada na foz do Rio Amazonas, a 13 quilômetros da sede do município, oferece um cenário deslumbrante, composto por pequenas piscinas naturais, de areias finas e firmes. O passeio pode incluir, ainda, visita às típicas fazendas marajoaras, de fácil acesso a partir da sede. A fazenda São Jerônimo, por exemplo, foi cenário de um famoso reality show exibido nacionalmente, além de diversos ensaios fotográficos, documentários e reportagens diversas. O roteiro oferece de tudo um pouco - trilhas na floresta e nos mangues, canoagem pelo rio, cavalgada, passeio de búfalo, praias desertas, igarapés, além de uma rica fauna. A visita ao ateliê de cerâmica e ao Centro de Processamento do Artesanato do Couro de Búfalo encerram o itinerário. Dica: Não deixe de provar os pratos típicos da região: frito do vaqueiro, filé marajoara feitos com carne, queijo e outros derivados do búfalo. Peixes e frutos da região também são muito saborosos. Aos mais audaciosos, o desafio é provar o caldo de turu, fartamente temperado com cebola, cheiro verde e leite de coco. Alguns restaurantes oferecem apresentações de danças folclóricas. Como chegar? • Opção 1 (de barco): Do terminal hidroviário de Belém, armazém 09 (CDP), saem regularmente navios com destino ao Porto de Camará, na Ilha do Marajó. A viagem dura aproximadamente três horas. Do Camará, o deslocamento pode ser feito por vans até o centro de Salvaterra ou de Soure. Já de Salvaterra para Soure o transporte é feito por balsas, que saem de hora em hora. • Opção 2 (com carro e balsa): Saídas de balsas do distrito de Icoaraci, em Belém. A travessia dura entre 3 e 4 horas até o porto do Camará. De lá você chega de carro aos destinos de seu interesse. Mais Informações: http://paraturismo.pa.gov.br/ Texto: Sonia Ferro