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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Missão Ásia: Pará parte em busca de novos investimentos em infraestrutura e sustentabilidade


Apenas cerca de quinze dias após o encerramento da 9ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o governador Simão Jatene cumpre, a partir da próxima semana, e extensa agenda na China e Indonésia. A missão oficial tem como meta fechar parcerias para garantir novos investimentos em infraestrutura e fortalecer ainda mais a relação comercial com os chineses. Entre os encontros, estão previstas reuniões com a direção da China Communications Constructions Company (CCCC), uma das líderes mundiais em construção e projetos de infraestrutura, com mais de 100 anos de experiência.
O momento é oportuno para buscar estabelecer e firmar parcerias. No encerramento da 9ª Cúpula do BRICS, o presidente chinês Xi Jinping informou que a China vai destinar US$ 500 milhões para um fundo de assistência de cooperação Sul-Sul. O presidente chinês lembrou que os países emergentes responderam por 80% do crescimento global no ano passado, tornando-se um dos principais motores da economia mundial.
Relações comerciais fortes - Atualmente, a China é o principal destino das exportações do Pará. Somente em 2016, as empresas chinesas importaram do Pará mais de US$ 3,5 bilhões em produtos do Estado, gerando participação de um terço (33%) do total das exportações paraenses. Em 2017, entre janeiro e agosto, a China aumentou ainda mais sua participação e já abocanha 40% das exportações. Nos primeiros oito meses do ano, o Pará vendeu para a China mais do que em todo o ano de 2016: já foram mais de US$ 3,6 bilhões em produtos, de um total de US$ 9,2 bilhões.
Vale lembrar que em 2016 o Pará registrou o terceiro melhor saldo da Balança Comercial Brasileira. No mesmo período, o Brasil registrou saldo de US$ 42 bilhões. Em relação a 2015, ao contrário do Brasil, que registrou queda de 3% nas exportações, o Pará apresentou variação positiva de 2,3% nesse componente O principal item da pauta de exportação paraense ainda é a mineração, com participação de 83%, sendo que o minério de ferro responde por 38% das vendas para o exterior.
Em busca de investimentos - O deslocamento da equipe paraense inicia em São Paulo, na próxima terça-feira (19) e a chegada a Pequim, na China, será na quarta-feira (20), pela noite. Já no dia seguinte (21), o governador Simão Jatene terá encontro com representantes da China Communications Constructions Company (CCCC), para apresentar o projeto da Ferrovia Paraense. Nos encontros, também estarão presentes os deputados estaduais Martinho Carmona (PMDB), Dirceu Ten Caten (PT), Lélio Costa (PCdoB), Milton Campos (PSDB) e Tiago Araújo (PPS). Os parlamentares já tinham agenda programada na China, atendendo convite do Parlamento de Xangai, e adaptaram a programação para também participar dos encontros em Pequim. “Entendemos que este pode ser um momento muito importante para o desenvolvimento do Pará”, destacou Carmona.
O projeto da ferrovia despertou o interesse dos chineses após reunião entre o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang e o secretário Adnan Demachki, em Brasília, há cerca de dois meses. “O Pará é um gigante na produção de minérios, tendo ainda grande capacidade de produzir alimentos, possui boa hidrologia, muitos rios e tem todas as condições de crescer ainda mais com a construção dessa ferrovia, escoando não só sua produção, mas a de outras regiões do Brasil”, completou Li Jinzhang. Agora, diretamente com executivos da CCCC, o Pará irá apresentar a Ferrovia Paraense e outras oportunidades de investimento no Estado.
“Nosso esforço é garantir mais parceiros interessados diretamente na ferrovia, o que garante mais logística. Com isso, possibilitamos o cenário ideal para a chegada de novos empreendimentos que ajudem na verticalização da nossa produção”, explica o secretário de desenvolvimento, Adnan Demachki. Outro objetivo da missão é que, paralelamente às agendas já programadas com o governador Simão Jatene, o secretário de Desenvolvimento e a coordenadora de Relações Internacionais, Larissa Chermont, possam articular reuniões com investidores dispostos a conhecer mais o potencial paraense e intensificar as relações comerciais, atraindo investimentos e gerando empregos no Pará.
Saída pelo Norte - A Ferrovia Paraense atravessa a porção oriental do estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém, o mais próximo dos principais mercados consumidores do Brasil – China, Europa e Estados Unidos.
O custo do projeto está estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. O traçado do projeto da Ferrovia Paraense não passa por áreas indígenas ou quilombolas, nem florestas densas, o que é um elemento fundamental para que o empreendimento avance sem gerar degradação ao meio ambiente.
A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, em um trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará (PA) e Açailândia (MA), abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense, e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios do estado e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas por ano.
Na quinta-feira (22), o Governo do Pará participa de várias reuniões contidas pelo Sub-Fórum do BRICS, onde serão discutidos desdobramentos e possibilidades de parcerias mais detalhadas, após o encontro ocorrido entre os presidentes membros, há duas semanas. Pela manhã, o Pará estará presente nas discussões sobre reforma e governança, com o tema “Promovendo cooperação e inovação, construindo conexão em infraestrutura”, especialmente na área de transportes. Ainda pela manhã, os debates vão discorrer sobre desenvolvimento e sustentabilidade na área de infraestrutura entre os países do BRICS e os desafios da cooperação inovadora na mesma área.
Na tarde desse mesmo dia, o governador Simão Jatene reúne com a direção do Instituto Confúcio, entidade que está presente no Pará em parceria com a Universidade do Estado do Pará (Uepa) e possui mais de 600 sedes, nos cinco continentes. A chegada do Instituto Confúcio no Pará marca a integração dos dois países, a aproximação na economia e na produção de conhecimento, áreas estratégicas no âmbito do BRICS.
Já no sábado (23), os representantes dos países membros do BRICS farão visitas técnicas em indústrias chinesas e nos grandes projetos de infraestrutura de transporte e logística da China.
Em busca de novas parcerias - Após as audiências na China, a comissão segue no domingo (24) para a Indonésia, onde o Pará participa e marca posição como um dos estados da Amazônia na reunião anual do GCF Task Force, a Força Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF), que desta vez ocorrerá em Balikpapan, na Indonésia, e que está sendo definida como uma etapa preliminar das discussões que antecedem a COP 23, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, que ocorrerá em novembro, na Alemanha.
Na reunião do GCF, o Pará apresentará resultados de políticas adotadas que já apresentam queda do desmatamento, além de novas iniciativas que vêm sendo desenvolvidas, como o Pará Sustentável, programa que possui três eixos, nas áreas ambiental, social e da produção. Na concretização desse esforço nos territórios está o Programa Municípios Sustentáveis, que tem como meta o fomento ao desenvolvimento municipal a partir de planejamento integrado, da governança interfederativa, da assistência técnica e do sistema de financiamento de infraestrutura, tanto público, quanto privado.
O programa, inovador no Brasil, é orientado pelas diretrizes de desenvolvimento do Pará Sustentável e interage com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). A agenda, com 17 objetivos que tratam de temas como pobreza, fome, bem-estar e educação, deve ser cumprida por todos os países até 2030. Atualmente, mais de cem dos 144 municípios paraenses já aderiram ao Programa Municípios Sustentáveis.
Programação no Encontro Anual - A comitiva paraense chegará à Indonésia na segunda-feira (25), quando serão realizadas as primeiras reuniões de apresentação de possibilidades de investimentos e negócios entre os países membros do GCF. Na terça (26), haverá as primeiras reuniões preparatórias entre os governadores e equipes técnicas. A abertura oficial ocorrerá na quarta-feira (27), com participação também do governo da Noruega e da Secretaria Executiva das Nações Unidas para Mudanças Climáticas. Entre os temas que serão debatidos no primeiro dia do evento está a troca de conhecimento sobre “Políticas de desenvolvimento de alianças com indígenas e comunidades tradicionais”, “Abordagens para produtores de desenvolvimento sustentável” e “Financiamento da conservação florestal e de baixas emissões”.
O governador Simão Jatene foi escolhido para abordar os desafios da sustentabilidade e a necessidade de construção de parcerias durante Sessão Plenária, na quinta-feira (28), que contará com participação de 35 governadores de estados de diferentes países membros do GCF, além de ministros de Estado e investidores e lideranças do setor privado que buscam por projetos de desenvolvimento sustentável para estudar possibilidades de fomento e financiamento. No dia seguinte, a comitiva paraense inicia o regresso ao Brasil, chegando a São Paulo no sábado (30).
Sobre a reunião do GCF - A Reunião Anual do GCF é uma oportunidade única para avançar nos compromissos dos Estados e províncias membros do GCF no objetivo de proteger as florestas e o clima, ao mesmo tempo em que aumentam os meios de desenvolvimento sustentável. O encontro será uma plataforma de colaboração para criar novas parcerias entre as jurisdições na Indonésia, México, Brasil, Peru, Nigéria, Colômbia e Costa do Marfim, setor privado e sociedade civil. O Pará é um dos Estados membro do GCF e tem obtido destaque no combate ao desmatamento ilegal e concretização de políticas públicas de sustentabilidade.
Pará apresenta queda do desmatamento - O trabalho desenvolvido pelo Governo do Pará na área ambiental nos últimos anos já surte efeito. De acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados na última terça-feira (22), o desmatamento na Amazônia Legal caiu 21% em um ano. O Pará apresentou queda tanto no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados no estado (com redução de 31%) quanto na proporção total na Amazônia Legal (que passou de 28,8% para 25,2%).
Para esse resultado, o mais representativo da Amazônia, foi fundamental o investimento em novas tecnologias e em ferramentas de gestão. Entre elas, está o Centro de Monitoramento Ambiental (Cimam), estrutura inaugurada este ano e que atua na preservação e conservação do meio ambiente no Pará e na Amazônia, com capacidade de produzir, compartilhar e divulgar dados mediante gerenciamento de todas as bases de informações.
Uma dessas bases é o projeto "De Olho na Floresta", sistema de monitoramento ambiental do Pará desenvolvido com atenção especial para os recursos florestais, que auxilia o processo desde o licenciamento até o monitoramento ambiental, utilizando tecnologia como imagens de satélite de alta resolução, com garantia de segurança técnica na apreciação dos projetos e da cobertura florestal. As informações obtidas são disponibilizadas para consulta pública por meio do Portal da Transparência, outra inovação implantada pela Semas.
Além do "De Olho na Floresta" e "Portal da Transparência", as ferramentas de gestão ambiental do Estado são o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programa de Regularização Ambiental do Estado do Pará (PRA) e o Simples Ambiental, todos modelos de gestão pautados na transparência e tecnologia, que buscam facilitar os procedimentos de produtores rurais, empresários e demais empreendimentos ambientais.
Também é peça fundamental nesse trabalho o esforço desenvolvido pelo Programa Municípios Verde. O PMV é considerado um importante programa de articulação, fundamental no trabalho de combate ao desmatamento e incentivo à produção rural sustentável, seus dois principais eixos de atuação, e cujas ações estratégicas são voltadas para o ordenamento ambiental e fundiário, e também para o fortalecimento da gestão ambiental, com foco em pactos locais, no monitoramento do desmatamento, na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na estruturação da gestão ambiental dos municípios participantes.
Em seis anos de programa , 16 municípios já receberam o certificado de Município Verde e outras dezenas mudaram sua forma de planejar a gestão ambiental. Em eles, o desmatamento hoje é inferior a 40 quilômetros quadrados, uma das sete metas para receber a certificação. Eles também possuem pelo menos 80% das áreas cadastráveis inseridas no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR/PA) e um grupo de combate ao desmatamento.
Atualmente, o PMV possui 108 signatários que assinaram um Termo de Cooperação com o programa para trabalharem nas metas do projeto.Um dos principais motivos facilitadores para que as ações executadas nos últimos dois anos pelo Programa Municípios Verdes tenham avançado é que o PMV tem o maior projeto já aprovado junto ao Fundo Amazônia, no valor de R$ 82,2 milhões. Os recursos estão sendo utilizados para executar uma série de ações voltadas para o controle do desmatamento e o fortalecimento da gestão ambiental municipal. 
Por Governo do Estado do Pará

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Henrique Alves busca mais investimentos para o Turismo do RN

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, apresentou ao colega do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, os números do setor de viagens e o potencial que o turismo representa para alavancar a economia do país. Os dados demonstram que o turismo contribui de forma direta, indireta e induzida com 9,6% do PIB, emprega mais de três milhões de pessoas, e é o quinto item da pauta de exportações do país, atrás de minério de ferro, soja, petróleo e açúcar. Só em 2014, o setor registrou 206 milhões de viagens domésticas. Atualmente o Brasil figura no terceiro lugar no ranking de aviação civil do mundo. “Não há indústria que, no atual cenário de ajustes fiscais e incertezas, esteja mais credenciada para ajudar o Brasil a enfrentar a crise. Mas, para isso, é importante que o governo coloque o turismo como prioridade em sua agenda econômica, social e financeira. Sei que, para isso, posso contar com a sensibilidade e o apoio da presidenta Dilma Rousseff”, afirmou Henrique Alves. Em relação aos recursos disponíveis para o Ministério do Turismo, Alves ressaltou que os mesmos são insuficientes para realização de pagamentos e novos investimentos. A programação orçamentária e financeira do Ministério do Turismo vem caindo sensivelmente. Somente nos últimos 5 anos, a queda do orçamento foi de 72% e a disponibilidade financeira reduziu 60%. Henrique Alves reforço a importância da manutenção de recursos no orçamento do MTur para obras de infraestrutura turística do Rio Grande do Nortes. Entre os projetos ele destacou a ampliação do Centro de Convenções de Natal. “Os investimentos do governo no setor são inversamente proporcionais ao esforço que vem sendo feito pelo mercado para alavancar o turismo. Precisamos de mais recursos para realizar o pagamento de contratos em andamento e celebrar novos projetos para promover o turismo no Brasil”, concluiu o ministro. Na última década, o volume de empréstimos tomados pela iniciativa privada saltou em 570%, passou de R$ 2 bilhões para 13 bilhões. Além da equipe técnica do MPOG, participaram da reunião o secretário-executivo do MTur, Alberto Alves, o secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento de Turismo, Neusvaldo Ferreira Lima, e o senador Romero Jucá, relator do Orçamento Geral da União de 2015. O ministro Nelson Barbosa encomendou a sua equipe a análise do material produzido pelo MTur. Nos próximos dias, técnicos dos dois ministérios irão se reunir para discutir alternativas para os pontos que foram abordados na reunião. Assessoria de Imprensa Ministério do Turismo www.turismo.gov.br twitter: @HenriqueEAlves