Relógio Humano

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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

PT E PMDB QUEREM MANTER CAIXA PRETA DO BNDES


QUEBRA DO SIGILO DE EMPRÉSTIMOS DO BNDES É ADIADA MAIS UMA VEZ



O Senado adiou ontem, mais uma vez, a votação de urgência à quebra de sigilos BNDES. A ideia é dar transparência ao banco, que chegou a captar recursos no mercado com juros de mais de 15% para emprestar a menos de 5% às empresas amigas do PT e PMDB, como a JBS/J&F e Odebrecht. O prejuízo no BNDES sequer foi calculado. A bancada petista quer porque quer manter inexpugnável a caixa preta do BNDES. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A diferença na taxa de juros do BNDES resultou em dívida bilionária que será paga pelo contribuinte, no mínimo, até o ano de 2040.

Estava marcada para esta terça (22) a votação da quebra do sigilo do BNDES. Foi adiada de novo. Os políticos devem ter muito a esconder.

O senador petista Lindbergh Farias (RJ) é contra a quebra do sigilo do BNDES, alegando “informações estratégicas”. Para o PT, certamente.

O projeto do senador Lasier Martins (PSD-RS), que quebra o sigilo do BNDES (e também BB e Caixa) está parado desde dezembro de 2016.
Fonte :  Diário do poder

domingo, 2 de abril de 2017

NOVO ALIADO DE RENAN CHAMOU SENADOR DE LADRÃO DE PETRÓLEO

O novo e mais festejado aliado do governador Renan Filho (PMDB) em Alagoas chamou o senador Renan Calheiros (PMDB) de “ladrão de petróleo”, durante um discurso na campanha de 2014. O então deputado estadual e agora prefeito do município alagoano de Teotônio Vilela, Joãozinho Pereira trocou o PSDB pelo PMDB, no dia 24 de março, após 14 anos, e irritou os tucanos, ao dizer que sua família “vota em quem trabalha”. Uma mudança brusca do discurso feito há menos de dois anos.
No vídeo que circula pelas redes sociais e grupos do aplicativo WhatsApp, o ex-tucano Joãozinho Pereira faz referência às primeiras citações de Renan Calheiros no escâdalo do petrolão, que o tornou multinvestigado em decorrência da Operação Lava Jato. E também critica Renan Filho por ter tido votos em Teotônio Vilela e nunca ter feito nada pelo município. Além disso, acusa o então candidato a governador de esconder o seu pai, dizendo ser filho de Alagoas, na propaganda eleitoral.

O ingresso de Joãozinho Pereira no PMDB foi festejado porque o prefeito, além de ter grande capital eleitoral, tendo sido eleito o deputado estadual mais votado de Alagoas em 2010, é sobrinho do senador Benedito de Lira (PP), adversário de Renan na disputa pela reeleição em 2018 e que disputou e perdeu para Renan Filho a eleição de 2014 para o Governo de Alagoas.

“Até o filho do Renan teve voto aqui, ó! 228 votos. Um candidato que nunca fez nada por Teotônio Vilela se lança candidato, agora, a governador. O pai dele é perdido. Ele até esconde o pai. Você tem medo da pessoa que esconde o pai. ‘Quem é seu pai? Alagoas!’. Seu pai é Renan Calheiros, diga! Diga que seu pai é Renan Calheiros, ladrão de petróleo! Diga!”, desafiou Joãozinho em 2014, no palanque do tio e de Fernando Collor.


'ATO DE FIDELIDADE'

Procurado pelo Diário do Poder para explicar sua mudança de opinião sobre o perfil de seus ex-adversários e agora aliados, Joãozinho Pereira exaltou ter sido eleito prefeito pela primeira vez aos 22 anos, após ingressar na política aos 16 anos. E falou em erros e acertos, apesar e não admitir claramente ter errado ao chamar Renan de ladrão em praça pública. “Já errei, já acertei, já apreendi muito, pois nesta vida somos eternos aprendizes”, disse.

Questionado diretamente se foi um erro chamar Renan de ladrão de petróleo, Joãozinho explicou sua descompostura como um ato de fidelidade, do qual sugere estar arrependido.

“Não é isso. Cada eleição tem suas histórias. Eu sou muito fiel ao lado que estou. Defendo a minha bandeira com todo gás. Mas como lhe disse, vamos aprendendo com o tempo. Hoje defendo, mas não precisa chegar a determinados pontos. Não vale a pena. Eu tenho tanto trabalho. Faço tanto, pra quê estar falando de ninguém? O Governador Renan Filho é um homem que, desde o início do mandato, desceu do palanque. Minha região só ganhou com nossa união”, explicou Joãozinho.

O Diário do Poder tentou contato com o governador Renan Filho e a assessoria do senador Renan Calheiros, mas não obteve retorno até a publicação. Mensagens foram enviadas e o espaço fica aberto para ambos explicarem se tinham conhecimento do discurso de Joãozinho Pereira e como superaram essa agressão contra a honra do senador, ao abraçar quem deveria ser tratado como inimigo.

O ingresso de Joãozinho no PMDB finaliza um processo de transição de boa parte da família Pereira para o grupo dos Calheiros. Em janeiro, Renan Filho empossou o irmão de Joãozinho e ex-prefeito de Junqueiro como secretário de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado. O que irritou a base do governador peemedebista, pelo espaço privilegiado dado a um ex-adversário político.

Fonte: Diário do Poder/David Soares/(FOTO: DIVULGAÇÃO)

quinta-feira, 16 de março de 2017

LAVA JATO

FACHIN MANDA CITAR RENAN POR DENÚNCIA DE PROPINA DE R$ 800 MIL

LÍDER DO PMDB NO SENADO TEM 15 DIAS PARA SE MANIFESTAR

DENÚNCIA FEITA POR RODRIGO JANOT APONTA QUE RENAN CALHEIROS TERIA RECEBIDO PROPINA DE R$ 800 MIL DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRAS POR MEIO DE DOAÇÕES ELEITORAIS AO PMDB, EM 2010.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, expediu nesta quarta-feira, 15, os mandados de citação para que o ex-presidente do Senado e líder do PMDB na Casa Renan Calheiros (AL), seu aliado, o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE), e um executivo da empreiteira Serveng apresentem suas defesas na denúncia da Lava Jato contra eles.
A acusação foi apresentada ao Supremo em dezembro do ano passado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, que aponta que o peemedebista teria recebido propina de R$ 800 mil do esquema de corrupção na Petrobrás por meio de doações eleitorais ao PMDB, em 2010.

O prazo para os investigados apresentarem suas defesas formalmente ao STF é de 15 dias corridos, e começa a contar a partir do momento em que eles recebem e assinam a notificação da Corte. Após as análises das defesas e da denúncia da PGR, o ministro elabora seu voto e libera o caso para ser julgado pela Turma do Supremo, que, então, decidirá se abre ou não a ação penal contra Renan.

Acusação

Segundo a denúncia da Lava Jato, Renan teria recebido R$ 800 mil em propina por meio de doações da empreiteira Serveng. O deputado Aníbal Gomes foi denunciado junto com Renan. No pedido, o procurador-geral solicita ainda a perda das funções públicas dos parlamentares.

Em troca dos valores, Renan e Aníbal teriam oferecido ‘apoio político’ ao então diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que mantinha a empreiteira em licitações da estatal petrolífera.

Foram identificadas duas doações oficiais ao PMDB, nos valores de R$ 500 mil e R$ 300 mil, em 2010, operacionalizadas por um diretor comercial da Serveng, também denunciado.

A acusação aponta, ainda, que esses valores seguiram do Diretório Nacional do PMDB para o Comitê Financeiro do PMDB/AL e deste para Renan, mediante diversas operações fracionadas, ‘como estratégia de lavagem de dinheiro’.

Nesta semana, a Segunda Turma do Supremo aceitou a denúncia contra o senador Valdir Raupp (PMDB) por corrupção e lavagem de dinheiro, abrindo margem à tese da Lava Jato de que as doações eleitorais teriam sido utilizadas para lavagem de dinheiro.

Renan já é réu perante o STF em uma ação penal e alvo de outros 10 inquéritos, além desta denúncia sobre propina de R$ 800 mil. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da Serveng para comentar o caso. (AE)
Fonte: Diário do Poder
FOTO: EDILSON RODRIGUES/AG. SENADO)