Relógio Humano

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Em visita a estados, ministro da Justiça se reúne com o Governo do Pará



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, e o governador do Pará, Simão Jatene, reuniram-se com a cúpula do Sistema de Segurança Pública nesta quinta-feira (14), no Palácio do Governo, em Belém. O ministro está no Estado dando prosseguimento a uma agenda de reuniões com governadores e prefeitos, visando à revisão do Plano Nacional de Segurança Pública, dentro de uma nova Política Nacional de Segurança Pública. Segundo Torquato Jardim, é necessário que, em um espaço geográfico imenso como o Brasil, a segurança pública tenha característica “preferencialmente e essencialmente local”.
“Ninguém conhece melhor o terreno do que as polícias estaduais e municipais. Não há como se ter um Plano Nacional de Segurança pública sem levar em conta a peculiaridade de cada localidade”, ressaltou o ministro.
Entre as peculiaridades do Pará, ele destacou a navegação fluvial, que deve ter um tipo específico de prevenção, repressão, equipamentos, treinamentos e mão-de-obra diferenciada. “No Brasil você tem diferentes terrenos, que implicam diferentes tipos de crimes e diferentes formas de preveni-los. Não basta ler relatórios e ver as fotografias. É preciso estar presente com as autoridades locais e perceber o subjetivo de cada um, porque política é também uma relação de confiança pessoal entre os agentes”, ressaltou.
Fiscalização - Torquato Jardim reconheceu que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) é uma das maiores capilaridades do serviço de segurança pública, operando no país inteiro, apesar de suas limitações orçamentárias. Porém, ele destacou que mesmo com os cortes a PRF vem obtendo resultados positivos em todo o Brasil. “Seja na reorganização operacional, a despeito do pouco dinheiro, seja na repressão ao tráfico em todas as regiões”, reiterou o ministro.
Segundo relatório divulgado em agosto deste ano, nos primeiros seis meses de 2017, a PRF fiscalizou 92.136 veículos e 101.660 pessoas. As fiscalizações rotineiras e as operações especiais resultaram no registro de 36.488 infrações. “No que diz respeito à repressão ao tráfico, o que foi apreendido de drogas, armas e veículos ilegais na fronteira sul do Brasil é excepcional”, ressaltou Torquato Jardim.
Parcerias - Para o secretário-adjunto de Segurança Pública e Defesa Social, coronel PM André Cunha, a visita do ministro Torquato Jardim sinalizou a construção de uma relação institucional com uma finalidade comum: o bem-estar das pessoas e a preservação da vida. “O ministro deixou bem claro que os problemas vivenciados no Pará são de caráter nacional, e que o crime deixou de ser um evento local para ser nacional, e até transnacional”, ressaltou André Cunha, informando que Torquato Jardim quis saber detalhes das operações que estão sendo realizadas em parceria entre as forças de Segurança Pública da União e estaduais, e as que estão sendo realizadas exclusivamente pelo Sistema de Segurança Estadual.
Entre essas operações, disse André Cunha, estão o apoio prestado pela Força Nacional de Segurança Pública no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no oeste paraense; na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu (sul do Estado), iniciada em 2016, que promove a retirada de ocupantes não indígenas da área; a operação que será iniciada na linha de transmissão de energia de Belo Monte, próximo aos municípios de Novo Repartimento, Pacajá e Anapu, na região da Transamazônica, e a operação Onda Verde, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e apoio da Força Nacional, da Polícia Militar e da Polícia Civil, na região do município de Novo Progresso, no sudoeste paraense.
“São ações que demonstram a parceria entre as forças estaduais e nacionais dentro de uma finalidade comum, que é levar segurança pública para a população do Estado”, destacou André Cunha.
Também participaram da reunião o secretário nacional de Segurança Pública, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro, Carlos Alberto Santos Cruz; o diretor-executivo da Polícia Federal, Rogério Galloro; o diretor-geral, substituto da Polícia Rodoviária Federal, inspetor Marcelo Moreno; e o coordenador-geral de Operações da Força Nacional de Segurança Pública, coronel Edson Costa Araújo.
Por Márcio Flexa


sexta-feira, 17 de março de 2017

MINISTRO DA JUSTIÇA APARECE EM GRAMPO DE SUPOSTO LÍDER DE ESQUEMA


GRAMPO DA POLÍCIA FEDERAL PEGOU ATUAL MINISTRO DA JUSTIÇA EM CONVERSA COM FISCAL AGROPECUÁRIO DANIEL GONÇALVES FILHO, ALVO MAIOR DA OPERAÇÃO CARNE FRACA

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi flagrado em grampo da Operação Carne Fraca com o fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, suposto ‘líder da organização criminosa’ que envolve agentes públicos e os maiores frigoríficos do país, como a JBS. Daniel foi preso nesta sexta-feira, 17.
Serraglio, que é padrinho político do fiscal agropecuário, não é alvo da investigação deflagrada nesta sexta-feira. No diálogo, Osmar Serraglio se refere a Daniel Gonçalves como “o grande chefe”.

Segundo a decisão que deflagrou a Carne Fraca, ‘em conversa com o deputado Osmar Serraglio, Daniel é informado acerca de problemas que um Frigorífico de Iporã estaria tendo com a fiscalização do MAPA (o frigorífico Larissa situa-se na mesma cidade)’.

O frigorífico Larissa pertence ao empresário Paulo Rogério Sposito, candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo em 2010 com o nome Paulinho Larissa.

“Logo após encerrar a ligação, Daniel ligou para Maria do Rocio, contando-lhe que o fiscal de Iporã quer fechar o Frigorífico Larissa daquela localidade”, informa a decisão.

“Ele pede a ela que averigue o que está acontecendo e lhe ponha a par. ela então obedece à ordem e em seguida o informa de que não tem nada de errado lá, está tudo normal, informação esta depois repassada a Osmar Serraglio.”

A Carne Fraca afirma que ‘Daniel é muito próximo do dono do frigorífico Larissa, Paulo Rogério Sposito, encontrando-se com ele por diversas vezes, chegando até mesmo a utilizar o telefone celular deste para efetuar ligações’.

“Por fim, conforme bem destacado na manifestação ministerial, dos diálogos não se extraem elementos suficientes no sentido de que o parlamentar (Deputado Federal) que é interlocutor em um dos diálogos, que detém foro por prerrogativa de função, esteja envolvido nos ilícitos objeto de investigação no inquérito policial relacionado a este feito ou em qualquer outro que requeira neste momento o envio de peças ao Tribunal competente para eventual apuração de ilícito penal”, diz na decisão o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal.
FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR
Fonte: Diário do Poder