Jornal Passaporte

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sema capacita técnicos no uso de sistema de monitoramento ambiental



A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) promove, entre segunda (5) e sexta-feira (9), curso que vai capacitar técnicos de geotecnologias e fiscalização a automatizar o processamento e análise de informações obtidas pelos satélites com o uso do Programa Erdas Imagine. O treinamento é ministrado pelo cientista da computação e mestre em sensoriamento remoto Giovanni Boggione, da consultoria Santiago & Cintra, contratada pela Sema para fornecer a qualificação profissional.

Segundo Giovanni Boggione, o software Erdas proporciona mais rapidez, detalhamento, precisão e condições de processar grandes volumes de dados para detecção de mudanças como desmatamentos, alagamentos, expansão plana e monitoramento de rios desde as matas ciliares até o lixo depositado no curso d’água.

O sistema usa imagens, vetores, mapas, modelos digitais e outros mecanismos no treinamento padrão de processamento das informações, que é o mesmo desenvolvido em outros países. “O Erdas é robusto o suficiente para analisar as imagens de alta resolução oriundas dos satélites. É o estado da arte, ou seja, é o que existe de mais moderno no processamento desses dados”, analisa o especialista.

O coordenador do Núcleo de Geotecnologia da Sema, Vicente Sousa, considera que após o treinamento a equipe estará mais apta a fazer a identificação de pontos críticos para o monitoramento e fiscalização. “Vamos sair de uma análise interpretativa para uma classificação mais automatizada e melhorar os laudos técnicos para um manejo florestal sustentável”, afirma.

O geógrafo da Sema Eduardo Tamasauskas disse que o Erdas vai viabilizar o tratamento e processamento de imagens de satélite de alta resolução, Spot e RapidEye, adquiridas pelo órgão ambiental para produzir informações sobre o uso e ocupação do solo no Pará, facilitando o trabalho de monitoramento, fiscalização e licenciamento ambiental.

O gerente de Monitoramento Ambiental da Sema, Rodolfo Gadelha, explica que o software Erdas vai monitorar a cobertura florestal, principalmente em áreas cadastradas e licenciadas pela secretaria. “Com esse programa, as características da vegetação e do solo serão realçadas. Ele identifica, por exemplo, se há exploração seletiva ou desmatamento e outras mudanças causadas pela atividade econômica. Os resultados serão úteis à fiscalização e aos setores de licenciamento”, conclui.

Os objetivos de visualização de áreas de pastos, indústrias, atividades minerais, cobertura florestal, exploração madeireira e demais interferências socioeconômicas no meio ambiente serão analisados espacialmente com mais detalhes pelo Programa Erdas Imagine. O próximo treinamento será o Erdas Apolo, que vai tornar possível o compartilhamento e divulgação de dados geoespaciais para a sociedade.

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Cleiton Palmeira.