A participação
da Air China como expositora do 24º Festival do Turismo de Gramado (Festuris)
confirma a entrada do mercado asiático para os negócios no evento, que a cada
ano tem aumentado a presença internacional pelos corredores do Serra Park. A
jovem companhia aérea, fundada em 1988 pelo governo chinês, é atualmente uma
das maiores estatais do país, segundo a revista Forbes, e escolheu a feira
gaúcha para ampliar sua atuação no segmento brasileiro.
“É a primeira
vez que a Air China participa de uma feira de turismo no Brasil, e nós
escolhemos o Festival do Turismo de Gramado para estrear. Sabemos da
importância de participar de uma feira desse porte, da excelente oportunidade
de nos promover, fazer e prospectar negócios. Além de nos aproximar de
potenciais clientes, ainda nos permite fortalecer o relacionamento com os já
existente”, diz Halline Soares Guimarães, do setor comercial da empresa no
Brasil.
A China é
hoje o terceiro país do mundo que mais gasta com o turismo no exterior – na
faixa dos U$$ 55 bilhões. E com a presença dos chineses no Brasil ficaram
constatadas algumas diferenças em relação ao turista ocidental. “O chinês não é
um turista de sol e praia”. Ele gosta de conhecer a estrutura da natureza do
país visitado e seu ecoturismo. Por isso, temos que nos preparar para oferecer
o que eles gostam de ver”, confirma o diretor do Departamento de Estudos e
Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.
A EMPRESA
No Brasil
desde 2006, a Air China faz parte do ranking das maiores aéreas do mundo, além
de ser integrante da Star Alliance. Atualmente, realiza dois voos semanais São
Paulo – Madri – Pequim. Soma uma frota de 282 aviões – principalmente Boeing e
Airbus – em 32 países, totalizando 243 rotas (sendo 69 internacionais) e seis
mil voos semanais.
TURISMO
A relação
Brasil e China cresce a cada dia. Acordos firmados, visitas de representantes e
promoção de intercâmbios de todo tipo estreitam as relações entre os dois
países. Segundo o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo,
em 2009 mais de 28 mil chineses já tinham visitado o País. Já em 2010, o número
chegou aos 38 mil.
Em 2010, o
MTur credenciou 70 agências de viagem de turismo para atender grupos de
turistas chineses. E em janeiro de 2012, o ministério promoveu chamada pública
com os requisitos exigidos para selecionar novas agências que tenham interesse
no segmento. Hoje, a China é a principal parceira comercial do Brasil, mas
ainda há entraves. A abertura para produtos manufaturados vindos daquele país
tem provocado queixas da indústria nacional. Além disso, exportações agrícolas
e pecuárias encontram dificuldades, diante das barreiras impostas pelos
asiáticos. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, defende a aproximação:
“Estreitar os laços com a China é muito importante. O fluxo de asiáticos ainda
é baixo, mas o turismo de negócios pode abrir oportunidades para outros tipos
de turismo”.


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