Nesta terça-feira, 8, as aves serão levadas para o Parque Estadual do Utinga para iniciarem o treinamento. Às 14h30, será realizada uma breve apresentação do Projeto das Ararajubas, no auditório do Ideflor-bio, pelo Prof. Dr. Luis Fábio da Silveira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.
O trabalho de soltura será realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do estado do Pará (Ideflor-bio), Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo e pela Fundação Lymington (SP), por meio do projeto "Reintrodução e Monitoramento de Guaruba guarouba (ararajuba) em Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém", que vem sendo realizado desde o ano passado.
As aves ficarão instaladas em um aviário, que foi construído no Parque, especialmente para elas, onde passarão por uma espécie de treinamento, que dura quatro meses, em média, até que elas estejam adaptadas à soltura. O trabalho é de grande importância para a perpetuação da espécie.
Mais informações
A Ararajuba, também conhecida como Guaruba, é chamada de ave símbolo do Brasil por possuir as cores principais da bandeira nacional e porque só existe na região Norte do Brasil. Ao lado dos desmatamentos, a caça pelo homem, que a considera um dos mais cobiçados troféus do mercado ilegal de aves, tem sido responsável pelo desaparecimento de grande quantidade delas.
Uma espécie endêmica do Brasil, a ararajuba (Guaruba guaruba) é encontrada exclusivamente na área entre o norte do Maranhão, sudeste do Amazonas e norte do Pará; e sempre ao sul do Rio Amazonas e leste do Rio Madeira. Há registros de avistamentos em Rondônia e extremo norte do Mato Grosso, na década de 1990.
A população total das Ararajubas nunca foi grande e está diminuindo cada vez mais por causa das atividades humanas. Na Amazônia, os maiores índices de desmatamento acontecem nas áreas de ocorrência dessa espécie, tornando a sobrevivência da Ararajuba um enorme problema. Além disso, o tráfico ilegal de aves é outro fator que contribui decisivamente para a redução dessas aves no planeta. Bandos inteiros, muitas vezes com filhotes recém-nascidos, são transportados ilegalmente para o sudeste e vendidos em feiras clandestinas para criadores ou revendedores por altos preços.
Sobre o Parque do Utinga
O Parque Estadual do Utinga (PEUt), localizado na Região Metropolitana de Belém, comemorou 24 anos no mês passado. Atualmente o parque passa por uma reforma. A Unidade de Conservação, administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), foi criada em 1993, e objetiva a proteção sanitária dos lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem cerca de 70% da população de Belém.
Sugestão de Entrevistado:
Soraya Alves (Diretoria de Gestão da Biodiversidade/Ideflor-bio) (91 98496-7909)
Crisomar Lobato (Diretoria de Gestão da Biodiversidade/Ideflor-bio) (91 99986-6085)
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Cleiton Palmeira.