16/03/2017 18:39h
Os gases que provocam o efeito estufa estão entre as principais causas de mortes e doenças respiratórias no planeta. E a própria área de saúde contribui para agravar o problema. Por isso, as unidades de saúde precisam adotar novas práticas para ajudar na superação dos gargalos da sustentabilidade, entre as quais, mensurar a emissão desses gases e traçar estratégicas, nos âmbitos ambiental e financeiro, que os tornem menos danosos à humanidade.
A partir dessa temática, profissionais da área de saúde, como enfermeiros, administradores e engenheiros, de diversas instituições de saúde da Região Norte, participaram na última quarta-feira (15) de uma oficina para elaboração de inventários de emissão de gases do efeito estufa. A programação integrou o I Seminário Amazônico dos Hospitais Saudáveis, promovido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, por meio do Hospital Público Estadual Galileu, localizado em Ananindeua (Região Metropolitana de Belém), e o Projeto Hospitais Saudáveis (PHS).
Segundo Vital Ribeiro, presidente do Conselho do PHS e instrutor da oficina, o inventário de emissões ajuda a calcular o quanto de gases de efeito estufa é gerado no serviço de saúde. “A partir do inventário é possível que a gestão possa atuar de forma eficaz para a redução das emissões, e ainda ajudar na redução de custos, pois o inventário mostra, por exemplo, o que está sendo desperdiçado, contribuindo para que o serviço de saúde atue de forma mais sustentável e econômica”, explicou Vital Ribeiro.
Avanço - A oficina, oferecida gratuitamente aos participantes, foi resultado da parceria entre o Projeto Hospitais Saudáveis e o programa brasileiro GHG Protocol, organização que desenvolve essa metodologia no Brasil. “Antigamente, esse trabalho era feito de forma mais exaustiva e trabalhosa. Hoje desenvolvemos um passo a passo do que deve ser feito, o que permite com que técnicos de enfermagem, funcionário administrativo, engenheiros, dentre outros, sejam capacitados a elaborar os inventários nos hospitais, não sendo necessário um gestor ambiental, com especialização, por exemplo”, ressaltou o presidente do Conselho do PHS.
Em 2016, o Hospital Galileu elaborou seu primeiro inventário de emissão de gases. Segundo Diego Santos, enfermeiro e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da instituição, a oficina ajudou a esclarecer sobre o preenchimento do relatório do GHG. “Tínhamos algumas dúvidas, mas os facilitadores do PHS foram bem didáticos, e esclareceram como otimizar o preenchimento dos próximos inventários, nos dando um subsídio maior para que as ações sejam mais efetivas”, afirmou Diego Santos.
Para Saulo Mengarda, diretor-geral do Hospital Galileu, a oficina representa um grande avanço para o setor. “Esses dois dias em que a temática sustentabilidade no setor de saúde veio à tona, foi possível perceber o quanto estamos avançando nesta discussão ecapacitando profissionais, para que as instituições de saúde estejam cada vez mais conscientes de que temos um grande desafio pela frente”, frisou.
A oficina ocorreu no auditório do Hospital Público Estadual Galileu. Entre os participantes estavam representantes de hospitais de Manaus (AM); do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência; do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, e de hospitais localizados nos municípios paraenses de Santarém, Marabá e Altamira.
Por Izabelle de Mesquita
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