Jornal Passaporte

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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Máquina de açaí é desenvolvida através de parcerias entre Emater e iniciativa privada


   
25/02/2017 07:44h
A parceria entre o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Benevides, na região metropolitana de Belém, um agricultor visionário e uma empresa de engenharia de São Paulo resultou em uma máquina que transforma completamente o modo atual de se bater açaí, reproduzindo o amassar dos caroços bem parecido da maneira como as mulheres do interior da Amazônia faziam com as mãos há cerca de 30 anos.
O lançamento oficial da tecnologia se deu na semana passada, no escritório local da Emater em Benevides. A estrutura, portátil e 100% inoxidável, foi apresentada à diretoria técnica da Emater e à Prefeitura.
"A diferença em relação às máquinas atuais é total, no sentido físico-químico e, por conseguinte, de qualidade das propriedades organolépticas e nutricionais: o choque mecânico é bastante reduzido, não há degradação igual das proteínas, os caroços se esfregam um no outro, eles não são esmigalhados", resume o engenheiro agrônomo Antônio Carlos Lima, responsável pelo projeto dentro da Emater.
O agricultor Samuel Souza se incomodava com as questões de higiene das máquinas de hoje em dia e também com o sabor que não se comparava com o da sua infância. "Eu buscava uma maneira de reproduzir o processo da verdade artesanal e acredito estarmos no caminho certo", diz.
Para o engenheiro mecânico e petroquímico Rodjel Refundini, que desenvolveu o protótipo, a ideia é adequar ao máximo a tecnologia às necessidades e à tradição amazônica. "Era um projeto que já existia. Eu desenvolvi baseado no que a Emater e o agricultor (Samuel) relatavam e relatam de necessário. Temos que pensar sempre na perspectiva de utilidade máxima e de viabilidade econômica e social para a agricultura familiar e para o trabalhador típico do setor", explica.
A junção de interesses da Emater, do agricultor Samuel Souza e da empresa Promenge começou há cerca de um ano. "Para nós é uma revolução e um orgulho. É a prova de que o Estado existe para dar as mãos para a sociedade civil e para a iniciativa privada. O açaí é a riqueza do Pará e a Emater é uma das condutoras dessa cadeia produtiva tão importante", afirma diretor técnico interino da Emater, Paulo Lobato.
O modelo ainda está sendo aperfeiçoando e deve ser apresentado em breve à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entre outras instituições afins.
Por Aline Miranda

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Cleiton Palmeira.