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sábado, 3 de novembro de 2012

Parceria entre PMB e fábrica de reciclagem garante renda extra aos ex-catadores do aterro do AuráCerca de 60 ex-catadores do aterro do Aurá terão um ganho extra ao final do mês.




Até o fim do ano, eles passam a coletar óleo de cozinha usado para uma fábrica que recicla produtos orgânicos no município de Santa Isabel.
A parceria firmada com a Prefeitura Municipal de Belém vai acontecer em 10 bairros, onde a coleta seletiva já ocorre. Os coletadores, todos ex-catadores do aterro do Aura, devem receber em torno de R$ 0,40 por litro de óleo.
Para orientar os coletadores sobre o novo trabalho, 65 agentes de educação ambiental da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) passam por curso de qualificação. Depois das aulas teóricas, um grupo  foi conhecer a Farinorte, fábrica que funciona no Município de Santa Isabel e que atua na reciclagem de produtos orgânicos, como ossos de animais e óleo de cozinha usado. Lá, eles viram de perto como é feito o processo de transformação desses produtos em adubo orgânico e sebo, que abastece não só a região norte como também  em outros estados, entre eles, São Paulo e Maranhão.
A agente ambiental Priscila Souza acredita que a visita ajudou na compreensão dos educadores sobre a importância do reaproveitamento de produtos que não tem nenhuma serventia. “A partir do que vimos hoje vamos poder repassar à população, a necessidade do armazenamento do óleo de cozinha. E aos feirantes e comerciantes, os ossos de animais, para que não sejam mais despejados junto com o lixo doméstico ou mesmo como entulho. Esse material deve ser acondicionado separadamente para ser recolhido pelos caminhões da Farinorte”.
 A empresa já existe há três anos no Estado e de acordo com o gerente geral, Rogério Pinheiro, é 100% reciclável. “Até a lenha que abastece as nossas caldeiras são restos de material cedidos pelas serrarias e coroços de açaí também doados por comerciantes e fábricas. Produtos que naturalmente iam para o lixo, degradando o meio ambiente e que hoje ajudam na reciclagem de produto orgânico”. Rogério explica ainda que após um processo de seleção os produtos coletados são encaminhados para fornos. Lá, o óleo, por exemplo, fica por duas horas cozinhando até extrair o sebo, que hoje é utilizado na produção de sabão neutro e até de bolachas recheadas no nordeste e sudeste do país.
Em Belém, o recolhimento de produtos recicláveis é realizado pelo projeto Coleta Seletiva Porta a Porta da Sesan, que existe desde 2005. Este ano, com a intensificação do trabalho, o município recolhe, em média, 55 toneladas/mês de materiais recicláveis. O projeto passou por uma reformulação na estratégia de retirada dos materiais recicláveis do meio ambiente e ainda na melhoria da qualidade de vida dos catadores que atuavam no aterro sanitário do Aurá e hoje cobre os bairros da Pedreira, Marco, Reduto. Umarizal, Nazaré, Marambaia, Cremação. Jurunas, Batista Campos e Sacramenta (ao longo do Canal São Joaquim).

A coleta Porta a Porta também já foi implantada em oito ilhas da capital: Papagaio, Grande, Nova, Combú, Murucutum, Jutuba, Paquetá e Cacau. Os catadores recolhem os materiais recicláveis dos moradores e ainda o lixo levado pela maré da Baia do Guajára. Duas embarcações fazem o trabalho nas ilhas. Um trabalho pioneiro na região.
Segundo o coordenador de Departamento Técnico de Processo da Sesan, Júnior Lago, os novos agentes de educação ambiental do órgão entram em ação logo após a conclusão do curso, na primeira quinzena de dezembro. “Eles ainda assistirão a uma palestra e farão uma prova teórica”, explica o servidor da secretaria.
Texto: Ascom Sesan

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Cleiton Palmeira.