Relógio Humano

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Escolas estaduais comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra




As escolas públicas da rede estadual de ensino comemoram a Semana da Consciência Negra com programações especiais. Nesta terça-feira (20), a Escola Visconde de Souza Franco festejou o Dia Nacional da Consciência Negra com exposição, dança e culinária, para mostrar a força e influência da cultura africana na formação sociocultural do país. A data faz alusão à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

O objetivo da programação foi proporcionar aos alunos um momento de reflexão, para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, enfatizando a importância da cultura africana e sua influência na formação sociocultural do país. Segundo a técnica em educação da escola, Sandra Regina de Oliveira, o estudo da cultura negra fez parte da grade curricular dos estudantes neste bimestre e incentivou a pesquisa sobre o assunto. A partir dos dados coletados, eles montaram todas as atividades e as programações, que ocorreram desde o dia 12 deste mês.

Os estudos abordam desde a saída do negro do continente africano até sua chegada ao Brasil. Com a pesquisa, os estudantes puderam conhecer mais sobre a cultura negra e suas manifestações, pela dança, música e culinária, além de entender como o povo negro se estabeleceu no território nacional e contribuiu para o desenvolvimento do país. “A educação tem um papel importante para ajudar a desenvolver a consciência sobre a vida do negro”, disse.

Durante a programação, os alunos fizeram exposição de pinturas sobre a vida e as características do povo negro e apresentação de danças e da culinária africana. Os estudantes assistiram também à palestra “O mito da democracia racial”, com a exibição de vídeos e filmes que retratam o assunto. A aluna Valéria Cristina disse que as pessoas precisam olhar para o outro de forma igual. “Estamos adquirindo conhecimento que vai nos ajudar a respeitar o próximo e lembrar que ninguém é diferente de ninguém por causa da cor”, enfatizou.

O professor Elizeu de Castro lembrou que a população negra, embora numerosa no Brasil, não ocupa os espaços que deveria ocupar justamente por causa do racismo e do preconceito. “Esse evento é importante para conscientizar e mobilizar os alunos da importância do negro na construção e formação de uma identidade nacional e no desenvolvimento da sociedade brasileira”, destacou.

Comemorações – Outra escola a comemorar o Dia da Consciência Negra foi a Avertano Rocha, com o projeto "África, força, beleza e sabedoria que inspiram o mundo". O objetivo é despertar o interesse da comunidade escolar em relação à questão étnica e racial, como ação pedagógica do Programa Jovem de Futuro.

A escola Doutor Agostinho Monteiro, localizada em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, participa como colaboradora da pesquisa sobre Formação do Leitor e a Questão Racial, que discute com os alunos do ensino médio as questões étnicas e raciais a partir da leitura dos contos "Negrinha", de Monteiro Lobato, e "O caso da vara", de Machado de Assis. O resultado das análises dos textos será divulgado na VI Semana da Consciência Negra, no Seminário Estudantil de Tocantinópolis, como comunicação científica.

Nesta quarta-feira (21), é vez da Escola em Regime de Convênio Instituto Bom Pastor fazer o Sarau Literário e Musical, no projeto “Raça e etinicidade afro-indígena: resistência e desafios”. O evento vai contar com uma série de atividades, como palestra, peça teatral, roda de conversas e concurso de bonecos. Na sexta-feira (23), a Escola Estadual Coronel Sarmento, localizada no distrito de Icoaraci, apresenta o resultado de pesquisa dos alunos sobre o tema e abre a exposição “África: olhares curiosos”, que retrata a vida e história do povo africano.

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Cleiton Palmeira.