As escolas públicas da rede estadual de ensino comemoram
a Semana da Consciência Negra com programações especiais. Nesta terça-feira
(20), a Escola Visconde de Souza Franco festejou o Dia Nacional da Consciência
Negra com exposição, dança e culinária, para mostrar a força e influência da
cultura africana na formação sociocultural do país. A data faz alusão à morte
de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
O objetivo da programação foi proporcionar aos alunos um
momento de reflexão, para contribuir com a construção de uma sociedade mais
justa e fraterna, enfatizando a importância da cultura africana e sua
influência na formação sociocultural do país. Segundo a técnica em educação da
escola, Sandra Regina de Oliveira, o estudo da cultura negra fez parte da grade
curricular dos estudantes neste bimestre e incentivou a pesquisa sobre o
assunto. A partir dos dados coletados, eles montaram todas as atividades e as
programações, que ocorreram desde o dia 12 deste mês.
Os estudos abordam desde a saída do negro do continente
africano até sua chegada ao Brasil. Com a pesquisa, os estudantes puderam
conhecer mais sobre a cultura negra e suas manifestações, pela dança, música e
culinária, além de entender como o povo negro se estabeleceu no território
nacional e contribuiu para o desenvolvimento do país. “A educação tem um papel
importante para ajudar a desenvolver a consciência sobre a vida do negro”,
disse.
Durante a programação, os alunos fizeram exposição de
pinturas sobre a vida e as características do povo negro e apresentação de
danças e da culinária africana. Os estudantes assistiram também à palestra “O
mito da democracia racial”, com a exibição de vídeos e filmes que retratam o
assunto. A aluna Valéria Cristina disse que as pessoas precisam olhar para o
outro de forma igual. “Estamos adquirindo conhecimento que vai nos ajudar a
respeitar o próximo e lembrar que ninguém é diferente de ninguém por causa da
cor”, enfatizou.
O professor Elizeu de Castro lembrou que a população
negra, embora numerosa no Brasil, não ocupa os espaços que deveria ocupar
justamente por causa do racismo e do preconceito. “Esse evento é importante
para conscientizar e mobilizar os alunos da importância do negro na construção
e formação de uma identidade nacional e no desenvolvimento da sociedade
brasileira”, destacou.
Comemorações – Outra escola a comemorar o Dia da
Consciência Negra foi a Avertano Rocha, com o projeto "África, força,
beleza e sabedoria que inspiram o mundo". O objetivo é despertar o
interesse da comunidade escolar em relação à questão étnica e racial, como ação
pedagógica do Programa Jovem de Futuro.
A escola Doutor Agostinho Monteiro, localizada em
Ananindeua, na região metropolitana de Belém, participa como colaboradora da
pesquisa sobre Formação do Leitor e a Questão Racial, que discute com os alunos
do ensino médio as questões étnicas e raciais a partir da leitura dos contos
"Negrinha", de Monteiro Lobato, e "O caso da vara", de
Machado de Assis. O resultado das análises dos textos será divulgado na VI
Semana da Consciência Negra, no Seminário Estudantil de Tocantinópolis, como
comunicação científica.
Nesta quarta-feira (21), é vez da Escola em Regime de
Convênio Instituto Bom Pastor fazer o Sarau Literário e Musical, no projeto
“Raça e etinicidade afro-indígena: resistência e desafios”. O evento vai contar
com uma série de atividades, como palestra, peça teatral, roda de conversas e
concurso de bonecos. Na sexta-feira (23), a Escola Estadual Coronel Sarmento,
localizada no distrito de Icoaraci, apresenta o resultado de pesquisa dos
alunos sobre o tema e abre a exposição “África: olhares curiosos”, que retrata
a vida e história do povo africano.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pela sua opinião,
Este portal foi criado para que as informações aqui postada e no jornal impresso cheguem até voce com a máxima responsabilidade e agilidade
Cleiton Palmeira.