O saldo positivo corresponde a um acréscimo de 2% em
relação ao mesmo período do ano passado segundo estudo da CNA
A balança comercial do agronegócio registrou um superávit
de US$ 59,2 bilhões entre janeiro e setembro deste ano. O valor corresponde a
um acréscimo de 2% em relação ao mesmo período de 2011, segundo avaliação
divulgada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No
acumulado do ano até setembro, o volume exportado de produtos do agronegócio
alcançou a cifra de US$ 71,2 bilhões, com um aumento de 0,5%, na comparação com
os primeiros nove meses do ano passado. Com isso, a participação do agronegócio
na balança comercial brasileira, no período avaliado, subiu de 37,3%, em 2011,
para 39,5%, este ano.
No atual cenário de comércio mundial em ritmo lento, o
resultado positivo da balança comercial do agronegócio brasileiro é
conseqüência do aumento dos embarques dos produtos, com destaque para o milho.
A segunda safra do cereal colhida este ano foi recorde. “A maior
disponibilidade do produto no mercado interno favoreceu o crescimento das
exportações que, em setembro, chegaram a 3,1 milhões de toneladas, valor 90,8%
superior ao exportado no mesmo mês de 2011”, analisa o estudo da CNA. As
receitas acumuladas com a exportação do milho, até setembro, totalizaram US$
2,4 bilhões, sendo superiores em 46,3% ao montante exportado no mesmo período
no ano passado.
As receitas com as vendas externas de soja também
contribuíram para o saldo positivo da balança do agronegócio. Entre janeiro e
setembro, foram exportados US$ 23,2 bilhões, o que representa um crescimento de
15,8% em relação aos primeiros nove meses de 2011. No entanto, a
comercialização acelerada da oleaginosa nos últimos meses reduziu a oferta do
produto para novas negociações. Por conta disso, em setembro, os embarques brasileiros
de soja, calculados em 2,9 milhões de toneladas, foram reduzidos em 30,7%, na
comparação com o mesmo mês do ano passado. “A forte demanda pela soja e os
preços de exportações favoráveis devem estimular a produção mundial da
oleaginosa na safra 2012/2013”, diz a CNA.
Destinos - A China foi o principal
destino das exportações do agronegócio brasileiro, acumulando até setembro a
cifra de US$ 15,9 bilhões, que corresponde a um ganho de 18,9%, se comparado ao
mesmo período de 2011. Em setembro deste ano, os embarques para o mercado
chinês corresponderam ao total de US$ 1,21 bilhão. Esse valor, no entanto,
representa uma queda de 37,7% em relação ao mesmo mês de 2011. Esse resultado é
considerado atípico e fez com que a participação da China como destino dos
produtos do agronegócio brasileiro caísse 7%. Segundo estudo da CNA, “a queda é
conseqüência direta da redução dos embarques de soja e dos produtos do complexo
sucroalcooleiro”.
A diversificação dos mercados consumidores dos produtos do
agronegócio brasileiro ajudou a compensar a queda das transações comerciais com
países onde o Brasil já possui uma posição consolidada. Neste contexto, a
análise da CNA destaca o vertiginoso crescimento de 1.024% do fluxo das
exportações para os países árabes, entre os anos de 2000 e 2011. Nesse período,
a participação desses mercados como destino dos produtos do agronegócio
brasileiro saltou de 5% para 11%. No acumulado do ano até setembro, o Brasil
exportou 11,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 8% em relação ao mesmo
período de 2011.
Para a CNA, as perspectivas são de que o fluxo de
comércio com os países árabes se intensifique. “O crescimento econômico da
região e suas limitações geográficas e climáticas à expansão da produção
agrícola se convertem em oportunidades para novos negócios com o Brasil”,
afirma o estudo.
Mais
informações no site da CNA: www.canaldoprodutor.com.br
Fonte: Assessoria
de Comunicação CNA
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Cleiton Palmeira.