A negociação entre o Governo do Estado e a mineradora
Vale redefiniu os números da Unidade Padrão Fiscal (UPF), de 3 para 1, em cada
tonelada de minério extraída do solo paraense, que agora custa R$ 2,3020. Com a
redução da UPF-PA, todas as mineradoras que extraem e beneficiam caulim,
calcário calcítico, cobre, manganês, minério de ferro e níquel no Pará, serão
beneficiadas. Com a conclusão do acordo, o Governo do Estado editou o decreto
N° 574, de 18 de outubro de 2012, e o publicado no Diário Oficial do Estado,
desta sexta-feira (19).
A previsão inicial de arrecadação do Estado, em 2012, no
valor de 3 UPFs-PA, seria de aproximadamente R$ 930 milhões, levando-se em consideração as oscilações do
mercado internacional para o ferro.O acordo acertado entre as partes, reza que
a Vale vai pagar 3 UPFs-PA de março a setembro de 2012, relativos aos valores
que a mineradora apenas declarou no Cadastro Mineral da Secretaria de
Indústria, Comércio e Mineração do Pará
(Seicom), e não recolheu ao Estado, em função de ter recorrido ao
Supremo Tribunal Federal (STF), contra a constitucionalidade do pagamento da
taxa.
Já de outubro a dezembro deste ano, a mineradora vai
pagar 1 UPF-PA para cada tonelada de minério extraído. A Unidade Fiscal também
servirá para as mineradoras que extraem o caulim, calcário calcítico, cobre,
manganês, minério de ferro e níquel. Com uma tonelada de minério de ferro
valendo 3 UPFs-PA (cerca de R$ 6,9), a tonelada do minério, entre março e
dezembro desse ano, renderia uma arrecadação de aproximadamente R$ 600 milhões.
Já para 2013, a projeção estimada pela Seicom, com base no valor de 1 UPF-PA,
será de R$ 330 milhões.

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Cleiton Palmeira.